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6 rev port estomatol med dent cir maxilofac. 2020;61(S1):1-38
clínica completa mas também um tratamento precoce e #014 Autofluorescência induzida pelo Laser como
adequado que previna essa disseminação e promova a sua método adjuvante no diagnóstico de Cancro Oral
resolução.
http://doi.org/10.24873/j.rpemd.2020.12.736 Ana Catarina Vasconcelos*, Rosana Costa, Barbas do Amaral,
Filomena Salazar, José Júlio Pacheco, Luís Monteiro
Instituto Universitário Ciências da Saúde do Norte – CESPU
#013 Maturação de lesões de displasia óssea
periapical – seguimento de 3 anos Introdução: A fluorescência induzida por laser (LIF) é
uma técnica espectroscópica que envolve a excitação de um
Rita Martins*, Mariana Maia, Pedro Cabeça Santos, Carolina alvo molecular por um feixe de radiação laser seguido pela
Carreiro, Cristina Moreira, Catarina Fraga
deteção da emissão subsequente da radiação do alvo. A ir-
Centro Hospitalar Universitário São João – Serviço de radiação com laser de 405 -nm origina uma autofluorescên-
Estomatologia; Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/ cia própria da mucosa oral, onde alterações como lesões
Espinho – Serviço de Estomatologia potencialmente malignas (LPM) ou cancro oral (CO) mos-
tram alterações com perda de fluorescência. Assim o obje-
Introdução: Numa displasia óssea ocorre a substituição tivo deste trabalho é mostrar a utilidade desta tecnologia
de osso normal por tecido conjuntivo fibroso. Apresenta -se com apresentação de um caso clínico no diagnostico de CO.
um caso de uma displasia óssea periapical em vigilância há Descrição do caso clínico: O caso clínico pertence a um in-
3 anos onde se pode observar o processo de maturação das divíduo do sexo masculino, de 46 anos que se apresentou
lesões. Descrição do caso clínico: Mulher de 42 anos, raça na consulta de medicina oral devido à presença de uma
caucasiana, sem antecedentes patológicos de relevo, enca- ´ferida na língua associada a um dente´ com 1 mês de evo-
minhada para a consulta de Estomatologia em fevereiro de lução. O utente não apresentava problemas de suade rele-
2018 pela identificação, em ortopantomografia de rotina, de vantes, ex -fumador com relato de hábitos alcoólicos exage-
lesões ósseas nas regiões apicais de 3.3 a 4.3. A doente esta- rados. No exame clínico foi verificada uma lesão ulcerada
va assintomática, sem alterações de relevo no exame obje- no bordo esquerdo língua com cerca de 2 cm de maior diâ-
tivo extraoral ou intraoral. Os dentes 3.3 a 4.3 apresentavam- metro, assintomática. A lesão tinha bordos irregulares e a
-se vitais e não apresentavam quaisquer alterações ao cor variava entre o vermelho e o amarelo. Aplicando a irra-
exame objetivo, nomeadamente mobilidade, dor à percus- diação de laser 405nm, 05W foi identificada perda de fluo-
são, tumefação ou drenagem purulenta. Na ortopantomo- rescência nomeadamente no bordo anterior da lesão que
grafia identificaram -se duas lesões bem delimitadas, de nos indicou o local mais indicado para realizar biópsia por
radiolucência mista, relacionadas com os ápices de 3.3 a 3.1 punch de 4mm. O resultado mostrou carcinoma espinoce-
e 4.2 a 4.3. Na tomografia computorizada descrevia -se a coe- lular e o utente foi enviado para consulta de grupo de On-
xistência de áreas radiolúcidas e radiopacas nos locais refe- cologia. Discussão e conclusões: O CO caracteriza -se pela
ridos, com discreto abaulamento cortical. Perante a hipóte- sua alta capacidade invasiva, metastização ganglionar e
se diagnóstica de displasia óssea periapical optou -se por sobrevivência reduzida. A seleção da área para biopsar ou
manter vigilância periódica. Até à presente data a situação identificação das margens é muitas vezes complicada em
clínica mantem -se sobreponível. Radiologicamente, tem -se lesões potencialmente malignas e cancro oral. A utilização
verificado uma maturação progressiva das lesões, que atual- deste laser como método adjuvante na identificação do me-
mente se apresentam radiopacas com um fino bordo radio- lhor local para biópsia, de forma a proporcionar um método
lúcido. Discussão e conclusões: A displasia óssea periapical minimamente invasivo, mostra -se de elevada importância
é mais prevalente em mulheres de raça negra na 4.ª -5.ª dé- nestes doentes, sendo um procedimento adjuvante seguro
cadas de vida. Geralmente assintomática, apresenta -se ha- e eficaz.
bitualmente como lesões multifocais, na região apical de http://doi.org/10.24873/j.rpemd.2020.12.738
dois ou mais dentes vitais, mandibulares anteriores. No es-
tádio mais precoce, ocorre substituição do osso por tecido
fibroso, traduzindo -se numa lesão radiolúcida com bordo #015 Síndrome de Melkersson ‑Rosenthal:
esclerótico bem definido. No estádio misto a lesão apresen- a propósito de um caso clínico
ta focos radiopacos e radiolúcidos, sendo a maioria dos ca- Sofia Correia*, Maria Inês Borges, João Melo Oliveira, Arturo
sos identificados nesta fase. No estádio final de calcificação,
apresenta -se como uma massa radiopaca com uma margem López, Francisco Marques, José Pedro Figueiredo
radiolúcida. Durante a maturação, as lesões podem coales- Serviço de Estomatologia – Centro Hospitalar e Universitário
cer. O diagnóstico baseia -se na avaliação clínica e radiológi- de Coimbra; Serviço de Cirurgia Maxilo -Facial – Centro
ca. Na ausência de sinais atípicos não se justifica a realiza- Hospitalar e Universitário de Coimbra
ção de biopsia. É aconselhável uma vigilância periódica
bianual, para identificar qualquer alteração atípica, embora Introdução: A Síndrome de Melkersson -Rosenthal é
geralmente não seja necessário qualquer tratamento. Uma uma doença rara, que se caracteriza pela tríade: paralisia
vez atingindo o estádio final da maturação as lesões perma- facial periférica, macroquelite granulomatosa e língua fis-
necem estáveis. surada. Na maioria dos casos a tríade clássica não é obser-
http://doi.org/10.24873/j.rpemd.2020.12.737 vada, sendo mais frequentes as formas mono ou oligossin-

