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XXXVIII REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS E DOS POSTERS
PO 31 – Hipersensibilidade ao alopurinol: Revisão de 7 anos PO 32 – Imunoterapia subcutânea com aeroalergénios a
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L Brosseron , D Malheiro , S Cadinha , P Barreira , J P Moreira quem? E com quê?
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da Silva 1 M Fernandes , T Lourenço , C Coutinho , A Spínola Santos , A
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1 Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia/Espinho, Vila Nova de Lopes , M Neto , M Branco Ferreira , M Pereira Barbosa 1,3
Gaia, PORTUGAL 1 Serviço de Imunoalergologia, Hospital de Santa Maria, Centro
Hospitalar Lisboa Norte (CHLN) EPE, Lisboa, PORTUGAL
Introdução: O Alopurinol, um agente hipouricemiante, é usa- 2 Unidade de Imunoalergologia, Hospital Dr. Nélio Mendonça,
do como primeira linha no tratamento da gota crónica. A hi- SESARAM, EPE, Funchal, PORTUGAL
persensibilidade ao Alopurinol (HA) é uma causa rara mas im- 3 Clínica Universitária de Imunoalergologia, Faculdade Medicina
portante de reações de hipersensibilidade, desde manifestações da Universidade de Lisboa, Lisboa, PORTUGAL
cutâneas ligeiras a reações adversas cutâneas graves (SCARs)
com risco de morte. Apesar de vários factores de risco terem Introdução: A imunoterapia com alergénios é o único tratamen-
sido propostos, os mecanismos subjacentes permanecem des- to capaz de alterar o curso natural da doença alérgica. Em Portu-
conhecidos. O objectivo deste trabalho foi caracterizar uma gal existem poucos estudos com o objetivo de caracterizar a po-
série de doentes com suspeita de HA referenciados à consulta pulação submetida a este tratamento assim como o perfil de
de alergia a fármacos durante um período de 7 anos (2009- prescrição.
-2015). Objetivo: Avaliar a clínica e a sensibilização dos dtes submetidos
Métodos: Análise retrospectiva com avaliação de dados demo- a imunoterapia com alergénios subcutânea (ITASC) e caraterizar
gráficos e clínicos. A HA foi confirmada por prova de provocação o tipo e a composição deste tratamento.
(PP) positiva, teste de transformação linfocitária (TTL) positivo Métodos: Análise retrospetiva dos processos clínicos e registos
ou reação durante dessensibilização e considerada provável com de ITASC dos dtes submetidos a este tratamento entre jan/2013-
base numa história clínica sugestiva. -dez/2016 na consulta externa de IA do CHLN. Avaliação dos
Resultados: Total de 954 doentes; 29 (3%) com suspeita de dados demográficos, parâmetros clínicos e da ITASC.
HA; 16 (55%) do sexo masculino; idada média de 69±10 anos. Resultados: Do total de 631 dtes sob ITASC, excluíram -se 110
O Alopurinol foi prescrito por gota em 14 doentes (48%), hi- por indisponibilidade de dados e incluíram -se 521 dtes (F 283 (54%),
peruricemia assintomática em 12 (41%) e neoplasia em 3 (10%). idade média 32±13anos (mín7 máx73 Md 30), faixa etária [18 -30]
Foram referidas manifestações cutâneas em 27 doentes (93%)
(14 exantema, 5 urticária/angioedema, 2 EF, 3 vasculite e 3
DRESS); 26 (90%) referiram reações tardias (RT), 1 reação ime-
diata e 2 não se recordavam. Os testes cutâneos por picada (3)
e os testes epicutâneos (TE) (25) foram negativos em todos os
doentes testados. O TTL foi realizado em 12 doentes (5 exan-
tema, 1 urticária/angioedema, 3 vasculite e 3 DRESS) e foi po-
sitivo em 4, negativo em 5, duvidoso em 2 e indeterminado em
1. A PP foi positiva em 2 de 11 e a administração continuada em
2 de 8. Quatro doentes foram submetidos a dessensibilização:
3 reagiram durante o procedimento confirmando o diagnóstico,
e 2 toleraram o tratamento. A AH foi confirmada em 10 doen-
tes (35%), considerada provável em 6 (21%), excluída em 7 (24%)
e inconclusiva em 6. Dos doentes com diagnóstico confirmado,
todos tiveram RT e 80% tinham iniciado o Alopurinol recente-
mente (até 10 dias).
Conclusão: Como descrito previamente na literatura, o nos-
so estudo sugere que a HA é rara, traduzindo -se habitualmen-
te por manifestações cutâneas tardias, e podendo estar rela-
cionada com uma introdução recente do Alopurinol. No seu
diagnóstico, a PP permanece o gold -standard, enquanto os TE
não parecem úteis. Discutimos a utilidade do TTL, que parece
promissor, particularmente nas SCARs, onde a PP se encontra
contraindicada.
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REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA

