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XXXVIII REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS E DOS POSTERS
co até ao aparecimento da lesão foi <12h em 3 doentes, 12 -24h Conclusão: Este protocolo clínico de consenso de peritos, ba-
em 3 doentes e 24 -48h em 2 doentes (nenhuma lesão surgiu após seado nas indicações nacionais e internacionais actuais, pretende
48h). 5 doentes realizaram testes epicutâneos no local da lesão, ser uma ferramenta passível de utilização na prática clínica aquan-
em 3 foram positivos. 7 doentes realizaram prova de provocação do da abordagem do paciente a realizar exames imagiológicos que
(incluindo os 2 com epicutâneos negativos) que foi positiva em necessitem de meio de contraste.
todos.
Conclusão: O eritema fixo afetou predominantemente doentes
entre os 38 -67 anos, ocorrendo até 48h da ingestão do fármaco. PO 30 – Reações de hipersensiblidade induzidas pelos
Antibióticos podem originar eritemas fixos com reatividade cru- derivados do ácido propiónico – Nove anos de
zada com antibióticos da mesma classe. Provas de provocação oral experiência
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são importantes no diagnóstico, sobretudo em doentes com epi- C Coutinho , M Neto , M Pereira Barbosa 1
cutâneos negativos. 1 Serviço de Imunoalergologia, Hospital Santa Maria, Centro Hos-
pitalar Lisboa Norte, Lisboa, PORTUGAL
PO 29 – Protocolo clínico de abordagem das reações Introdução: As reações de hipersensibilidade aos anti-
adversas agudas não renais a meios de contraste: ‑inflamatórios não esteróides (AINEs) imunologicamente mediadas
abordagem multidisciplinar são atualmente classificadas em dois grupos: Anafilaxia ou Urticá-
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C Lopes , C Tavares , I Rolla , E Gomes 3 ria/Angioedema induzida por um único AINE e Reações de hiper-
1 Unidade de Imunoalergologia Hospital Pedro Hispano sensibilidade retardadas induzidas por um único AINE. Neste tipo
Matosinhos, Porto, PORTUGAL de entidades os doentes (dts) têm hipersensibilidade a um único
2 Serviço de Imagiologia Hospital Pedro Hispano Matosinhos, AINE ou aos pertencentes a um mesmo grupo químico e toleram
Porto, PORTUGAL todos os outros quimicamente diferentes. Habitualmente não exis-
3 Serviço de Medicina Intensiva Hospital Pedro Hispano te história pregressa de asma, rinite, ou urticária associada. O
Matosinhos, Porto, PORTUGAL Ibuprofeno, pertencente ao grupo dos derivados do Ácido Pro-
piónico (grupo Pad), é um dos AINEs mais usados com frequentes
Introdução: As reações adversas agudas não renais a meios de reações de hipersensibilidade reportadas.
contraste (RAANRC) em imagiologia são consideradas pouco Métodos: Dos 184 dts com hipersensibilidade confirmada a AI-
frequentes; são habitualmente ligeiras, mas podem ser potencial- NEs, seguidos na consulta de Alergia Medicamentosa de Janeiro
mente fatais. Apesar de existirem recomendações nacionais e in- de 2008 a Dezembro de 2016, analisámos retrospectivamente
ternacionais acerca da sua abordagem, não existe um protocolo aqueles com uma história de reação de hipersensibilidade apenas
clínico que integre a visão de todas as especialidades envolvidas aos derivados do grupo Pad. Foram realizadas provas de provoca-
(Imagiologia, Imunoalergologia e Medicina Intensiva) ção oral (PPO) com o fármaco alternativo e com o próprio, de
Objectivo: Estabelecer um protocolo prático de utilização trans- modo a estabelecer o diagnóstico.
versal e adequada à realidade hospitalar que inclua a definição das Resultados: Foram incluídos um total de 15 dts, com idade mé-
reações adversas e sua classificação, a identificação de factores de dia de 45 ± 20, sendo 13 dts do sexo feminino. Além do Ibupro-
risco para a ocorrência de reação adversa, e a abordagem diag- feno, o Flurbiprofeno, o Dexcetoprofeno e o Naproxeno foram
nóstica e terapêutica e de orientação dos doentes com RAANRC. também fármacos suspeitos. Os 15 dts toleraram Paracetamol 1g
Métodos: Revisão das recomendações nacionais e internacionais depois da reação. O quadro clínico despoletado, após a toma do
acerca da abordagem das RAANRC publicadas pelas sociedades AINE, foi Angioedema em 10 dts (5 dos quais também com Urti-
científicas de Imagiologia, Imunoalergologia e Medicina Intensiva. cária), só Urticária em 2 dts e Anafilaxia em 3 dts. As reações de
Elaboração de um protocolo por consenso de peritos destas es- hipersensibilidade foram imediatas em 6 dts (<1h); tardias em 7
pecialidades dts (>1h; 3 dos quais entre as 6 ‑24h) e retardadas (>24h) em 2
Discussão: As RAANRC subdividem -se em reações quimiotóxicas dts. As PPOs foram realizadas com o Ibuprofeno, com o Ácido
(relacionadas com as características de cada contraste) e reações acetilsalicílico (AAS) e com o Nimesulida em 9 dts, e nos restan-
alérgicas/pseudo alérgicas (com envolvimento de mediadores imu- tes 6 dts apenas com o AAS e com o Nimesulida. Todas as PPO
nológicos); podem ser classificadas em ligeiras, moderadas e graves diagnósticas foram positivas, sendo que num doente exclusiva-
com abordagens terapêuticas especificas. Constituem factores de mente ao Naproxeno; em 5 dts ao Ibuprofeno e em 9 dts a todo
risco para as RAANRC a reação previa a meio de contraste e asma o grupo Pad. Todos os doentes tiveram PPO negativa com o AAS
instável. A pré -medicação diminui a probabilidade de ocorrência e com o Nimesulida.
de nova reação, mas não exclui a possibilidade de reação grave. Os Conclusões: Foi estabelecido o diagnóstico de Anafilaxia ou Ur-
doentes com suspeita de reação alérgica/pseudo alérgica devem ticária /Angioedema induzida por um único AINE em 86,6% dos
ser encaminhados para consulta de Imunoalergologia para diagnós- dts e de Reações de hipersensibilidade retardadas induzidas por
tico definitivo, orientação para redução de risco e escolha de meio um único AINE em 13,4%, sendo que 60% são reações não ime-
de contraste alternativo. A inserção de alertas clínicos, assim como diatas. Todos os outros inibidores preferenciais da Cox1, o Nime-
a notificação de reação adversa deve ser assegurada. sulida e o Paracetamol são alternativas nestes 15 doentes.
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REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA

