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XXXVIII REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS E DOS POSTERS
considera que a rinite tem impacto na sua qualidade de vida. No Conclusões: O diagnóstico de RAL foi confirmado em 75% dos
entanto, a análise do questionário SF -12 indica que estes doentes casos estudados, o que revela a importância de prosseguir a inves-
consideram que a sua saúde global não será inferior à média, com tigação nestes doentes, possíveis candidatos a imunoterapia espe-
excepção do parâmetro Vitality, no qual a média das classificações cífica com alergénios. A PPN continua a ser o padrão ‑ouro do
atribuídas foi “Razoável”. diagnóstico da RAL. Embora atualmente se considere o dosea-
mento de IgEs nas secreções nasais e o TAB como métodos auxi-
liares no diagnóstico, estes testes carecem ainda de mais estudos
PO 18 – Rinite alérgica local – Contributo dos testes in para a sua otimização e padronização.
vivo e in vitro para o diagnóstico
2
Ruben Duarte Ferreira 1,3,4 , Sara Silva 1,3,4 , Rute Morgado ,
2
2,4
1,4
Dora Pereira , Susana Moreira , Elisa Pedro , PO 19 – Pode o tratamento da rinite alérgica melhorar
1,4
Conceição Pereira Santos , Manuel Branco Ferreira , o olfacto?
3,4
1
2
1
Manuel Barbosa 1,4 M Batista , C Cruz , M Santos , L Antunes 2
1 Serviço de Imunoalergologia, Centro Hospitalar de Lisboa 1 Hospital São Bernardo, Setúbal, PORTUGAL
Norte, Lisboa, PORTUGAL 2 Hospital Garcia de Orta, Almada, PORTUGAL
2 Laboratório de Fisiopatologia Respiratória, Serviço de
Pneumologia, Centro Hospitalar de Lisboa Norte, Lisboa, Introdução: O olfato pode estar afetado na rinite alérgica (RA).
PORTUGAL Existem poucos estudos sobre a disfunção olfativa nesta patologia.
3 Laboratório de Imunologia Clínica, Faculdade de Medicina da Fizémos um estudo piloto com o objetivo de avaliar a função ol-
Universidade de Lisboa, Instituto de Medicina Molecular, fativa em pacientes com RA antes e depois do tratamento com
Lisboa, PORTUGAL duas opções farmacológicas diferentes.
4 Centro Académico de Medicina de Lisboa, Lisboa, PORTUGAL Métodos: Foram selecionados aleatoriamente 20 doentes com
RA (com testes PRICK e/ou IgE específicas a aeroalergénios posi-
A Rinite Alérgica Local (RAL) tem por base uma resposta inflama- tivos) sem terapêutica em curso, observados em consulta de Otor-
tória mediada por IgE, produzida apenas ao nível da mucosa nasal rinolaringologia de um Hospital Distrital. Foram excluídos os
(entopia), que não se acompanha de produção de IgE ‑específica doentes com outra patologia do foro otorrinolaringológico ou
(sIgE) circulante doseável ou sensibilização nos testes cutâneos psiquiátrico. Os participantes foram divididos em 2 grupos: o gru-
por picada (TCP). Estima -se que 69,6% das rinites consideradas po 1 fez tratamento com anti -histamínico oral (A -H1) e o grupo
não alérgicas correspondam a RALs. Pretendeu -se avaliar o con- 2 com corticoide tópico nasal, durante 2 semanas. Os sintomas
tributo de testes in vivo e/ou in vitro em doentes que apresentam nasais dos doentes e a sua função olfativa foram avaliadas antes e
clínica sugestiva de alergia, embora sem evidência de atopia. depois do curso terapêutico através da aplicação do Teste de Con-
Metodologia: Vinte doentes (média de idades: 44 anos; 80% fem.) trolo da Asma e Rinite Alérgica (CARAT) e do Barcelona Smell
com clínica sugestiva de rinite alérgica desencadeada por exposição Test (BAST -24), respectivamente.
ao pó doméstico e que apresentavam TCPs e sIgEs negativos para Resultados: Os pacientes tinham uma idade média de 33 anos
ácaros realizaram Prova de Provocação Nasal (PPN) com extrato (Min 19; Máx 52; DP 9.8), 60% do sexo feminino. A maioria dos
de ácaros (Laboratórios Leti®). Foi seleccionado extracto de D. doentes apresentava rinite persistente moderada a grave (n=14,
pteronyssinus ou L. destructor de acordo com a história clínica. 70%). Na avaliação pré -terapêutica os dois grupos de doentes
O resultado da PPN teve em conta critérios clínicos e avaliação apresentaram um score no CARAT inferior a 8 na pontuação das
rinomanométrica basal e pós -PPN. Foram doseadas IgEs nas se- vias aéreas superiores, refletindo um não controlo da RA,
creções nasais antes da PPN, no final e após 1h. Em 10 doentes, 4 observando -se na avaliação pós -terapêutica que 80% dos doentes
controlos saudáveis e 4 doentes com rinite alérgica foi efetuado passaram a apresentar um score superior a 8. Nos parâmetros
teste de ativação de basófilos (TAB) com extrato de ácaros. avaliados pelo BAST ‑24, também nos dois grupos se verificou glo-
Resultados: Quinze das 20 PPNs (75%) foram positivas. Efetuaram- balmente uma melhoria dos resultados após o curso de 2 semanas
-se 14 PPNs com extrato de D. pteronyssinus (12 positivas) e 6 com de terapêutica. No que refere à discriminação dos cheiros (esco-
L. destructor (3 positivas). Foram consideradas positivas 5 PPNs lha forçada), verificou ‑se no grupo 1 uma média inicial de 59,5±14.42,
(35,7%) quando utilizados apenas critérios clínicos, 3 PPNs (21,4%) que passou a 69±12,2 (p<0.05) após as 2 semanas de terapêutica;
quando utilizados apenas critérios rinomanométricos (aumento da o grupo 2 apresentou uma média inicial de 54,5±12,34 e posterior
resistência em >100%) e 7 PPNs (42,9%) quando utilizados ambos. ao tratamento de 71,5±13,75 (p<0.05). Três doentes (um no grupo
As IgEs nas secreções nasais foram superiores a 0.10 kU/L em todos 1 e dois no grupo 2) não apresentaram alterações nos resultados
os doentes, embora sem diferenças significativas entre doentes pós - terapêutica.
com prova positiva ou negativa ou controlos saudáveis e entre os Conclusões: No nosso estudo, os pacientes com RA não tratada
tempos de recolha das secreções nasais. O TAB mostrou índices apresentaram uma melhoria na função olfativa após 2 semanas de
de estimulação superiores nos doentes com PPN positiva em rela- terapêutica. Nos dois grupos verificou ‑se melhoria estatisticamen-
ção aos dos doentes com PPN negativa e controlos saudáveis, em- te significativa no olfacto, sem diferença valorizável entre as duas
bora inferiores a 2 em 5 doentes (VPP=80%). opções de tratamento.
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REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA

