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XXXVIII REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS E DOS POSTERS
PO 07 – Utilidade do TAB no diagnóstico de alergia à confirmada desde a infância e que foram resolvidos espontanea-
clara de ovo mente, ao longo dos anos.
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C Cruz , R Reis , F Ferreira , S Correia , E Tomaz , F Inácio 1 Casos Clínicos: Trata -se de quatro doentes, com idades atuais
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1 Serviço de Imunoalergologia, Hospital de São Bernardo, compreendidas entre os 13 e os 25 anos. Todos apresentam his-
Setúbal, PORTUGAL tória pessoal de alergia respiratória com polissensibilização a ae-
roalergénios e antecedentes de eczema atópico. Três tinham tam-
Objetivo: Investigar a capacidade do teste de ativação de basófi- bém história de outras alergias alimentares, atualmente resolvidas.
los (TAB) na discriminação de alergia à clara de ovo numa popu- As manifestações de alergia ao peixe iniciaram -se na primeira in-
lação de crianças com sensibilização à clara de ovo, mas com níveis fância, eram de tipo imediato, de gravidade variável, sendo que
de IgE’s específicas que, em estudo por nós realizado anteriormen- todos referiam sintomas por inalação ou contacto cutâneo e dois
te, se tinham associado a uma prova de provocação oral (PPO) reportavam reações anafiláticas após ingestão. Para o diagnóstico,
negativa em cerca de 50% dos casos. todos realizaram testes cutâneos e doseamentos de IgE específicas,
Métodos: Estudo prospetivo em que se realizou TAB a 12 crianças que foram positivos. Em dois casos foram feitas provas de provo-
sensibilizadas à clara de ovo, todas com IgE’s específicas à clara de cação oral (PPO), aos 3 e 4 anos, as quais foram também positivas.
ovo e ovalbumina inferiores a 4,15 e 4,22 kUA/L, respetivamente, O atum em conserva foi sempre tolerado por uma das doentes, e
e PPO com clara de ovo realizadas há menos de um ano. Foram o primeiro peixe a ser introduzido em PPO e tolerado pelos res-
colhidos os seguintes dados: idade, sexo, clínica da reação à clara tantes, entre os 4 e os 14 anos. Ao longo dos anos, verificou ‑se
de ovo, outras doenças alérgicas, resultados das IgE’s específicas redução gradual da reatividade cutânea e dos níveis de IgE espe-
ao ovo, resultados das PPO ao ovo. O TAB foi considerado positi- cífica, embora mantendo critérios de positividade. Os restantes
vo quando a percentagem de ativação foi superior a 15% em pelo peixes foram introduzidos progressivamente em PPO, a partir dos
menos uma das concentrações (indicação do fabricante). 9 a 14 anos, e atualmente todos os doentes têm uma alimentação
Resultados: As crianças estudadas tinham idade média de 5,8 anos, sem restrições à ingestão de peixe.
75% eram do sexo masculino, 33% tinham clínica de anafilaxia e 75% Conclusões: Apesar de ser considerada persistente, a alergia ao
antecedentes pessoais de atopia. Os valores médios de IgE específica peixe pode ser ultrapassada. O atum em conserva parece ser o
para a clara de ovo e ovalbumina eram de 2,14 e 1,35, respetivamente. peixe mais facilmente tolerado, de acordo com os dados da lite-
Duas crianças tiveram de ser excluídas por ativação basal dos basófilos, ratura que o indicam como menos alergénico devido à sua modi-
o que impossibilitou a validação dos resultados do TAB. Dos dez casos ficação no processo de enlatamento. Mesmo em doentes com
analisados, cinco tiveram PPO positiva à clara de ovo (cozinhada ou crua), testes cutâneos e IgE específicas positivas, a realização sequencial
sendo o TAB positivo em três; nos cinco com PPO negativa, dois tiveram de PPO com diferentes peixes pode contribuir para identificar os
TAB positivo, num dos casos com um valor de ativação de 16,5%. casos em que tenha ocorrido tolerância a alguns ou mesmo a todos
Conclusões: A concordância entre os resultados do TAB e das os peixes. As PPO devem ser efetuadas em centros experientes e
PPO foi de 60%. Embora este valor seja modesto, é de salientar caso o doente se encontre motivado, de acordo com a evolução
que este estudo incluiu apenas uma população com valores de IgE clinica e laboratorial.
específica de relevância clínica duvidosa. No entanto, não são des-
prezáveis os resultados falsos negativos, principalmente se consi-
derarmos a possibilidade de um TAB negativo poder induzir uma PO 09 – Segurança da ingestão de medusa em doentes
falsa segurança na realização da PPO. A eventual decisão de reali- alérgicos a mariscos e peixes
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zação de PPO em função dos resultados do TAB teria evitado uma L Amaral , A Raposo , Z Morais , A Coimbra 1
PPO positiva em 3 crianças, o que é relevante tendo em conta ao 1 Serviço de Imunoalergologia, Centro Hospitalar de São João
risco envolvido. Os falsos positivos dos TAB, com o inconvenien- E.P.E., Porto, PORTUGAL
te de prolongarem desnecessariamente uma evicção, poderão 2 Centro de Investigação Interdisciplinar Egas Moniz, CiiEM, Egas
provavelmente ser diminuídos com o alargamento do estudo a um Moniz Cooperativa de Ensino Superior, Caparica, PORTUGAL
maior número de doentes, que nos possibilite a determinação de
um limiar de positividade próprio, adaptado à nossa população. Introdução: O consumo de medusa está a aumentar na Europa.
Catostylus tagi é uma medusa comestível nativa da costa portuguesa.
Objetivo: Avaliar a segurança da ingestão de C. tagi em doentes
PO 08 – Sem espinhas com alergia alimentar a peixes, crustáceos e/ou cefalópodes e a
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M Araújo , S Prates , P Carreiro Martins , P Leiria Pinto 1,2 sua disposição de introduzi -la na dieta.
1 Hospital Dona Estefânia, Centro Hospitalar Lisboa Central, Métodos: As amostras de C. tagi foram capturadas no estuário
Lisboa, PORTUGAL do rio Tejo e preparadas no laboratório da Egas Moniz, como
2 CEDOC, Integrated Pathphysiological Mechanisms Research descrito previamente [1]. Os patês foram preparados com C. tagi,
Group, Nova Medical School, Lisboa, PORTUGAL misturado com maionese, a 5%, 10%, 15% e 25% w/w, amostras 1,
2, 3 e 4 respetivamente. Foram incluídos 20 adultos alérgicos a
Introdução: A alergia ao peixe é geralmente considerada persis- peixes, crustáceos e/ou cefalópodes e com história prévia de rea-
tente. Apresentamos quatro casos clínicos de alergia ao peixe ções sistémicas graves e destes 12 (60%) com anafilaxia. Os testes
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REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA

