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XXXVIII REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS E DOS POSTERS





            Métodos: Foram convidados a participar todos os doentes com   Resultados: Foram avaliados 61 doentes, a maioria (67%) do gé-
            alergia confirmada a LTP acompanhados desde 2014 na consulta   nero masculino. A mediana das idades foi de 9 anos (P25 -P75: 4 -15
            de Imunoalergologia da Unidade de Portimão do Centro Hospita-  anos). Vinte e sete doentes (44%) referiam história de anafilaxia
            lar do Algarve. Foi criado e aplicado um questionário padronizado   com o peixe, 22 (36%) queixas com o contato e 17 (28%) queixas
            a todos os participantes e realizados testes cutâneos por picada e   com a inalação de vapores de cozedura. Trinta e cinco doentes
            através de técnica prick -to -prick para uma bateria composta por   (57%) efetuaram provas de provocação oral a pelo menos um
            32 alimentos.                                     peixe, sendo que 2/3 destes toleravam pelo menos um peixe e em
            Resultados: Participaram 25 doentes neste estudo. Os alimentos   10 doentes existia tolerância a dois ou mais peixes. O atum em
            que mais frequentemente provocaram reações alérgicas foram a   conserva foi o melhor tolerado (19 casos), seguido da pescada (10
            casca (90%), polpa (64%) e sumo de pêssego (56%), amendoim   casos) e do linguado (7 casos). A mediana dos valores de IgE es-
            (58%) e noz (42%). Os sintomas mais frequentemente reportados   pecífica para bacalhau, pescada, linguado, atum, sardinha e salmão
            foram SAO (50%), urticária (50%) e anafilaxia (36%). Não ocorre-  foram respetivamente 5,2 kUA/L (P25 -P75: 1,9 a 15,6 kUA/L), 3,8
            ram  reações  nas  quais  co ‑fatores  tenham  sido  identificados.   kUA/L (P25 -P75: 1,2 a 12,5 kUA/L), 3,7 kUA/L (P25 -P75: 0,8 a 9,9
            Observaram -se diversas discrepâncias entre as sensibilizações   kUA/L), 2,6 kUA/L (P25 -P75: 0,9 a 6,6 kUA/L), 3,8 kUA/L (P25-
            identificadas em testes cutâneos e a verdadeira tolerância a ali-  -P75: 1,4 a 14,9 kUA/L) e 4,1 kUA/L (P25 -P75: 1,4 a 12,7 kUA/L).
            mentos.                                           Os valores de IgE específica não se associaram com a gravidade da
            Conclusões: Este estudo apresenta o perfil alergológico de 25   reação nem com a aquisição de tolerância
            doentes com síndrome LTP residentes no Barlavento Algarvio. Os   Conclusões: Os doentes com história de alergia ao peixe media-
            alimentos implicados nas reações alérgicas são similares aos des-  da por IgE podem tolerar alguns peixes e inclusivamente superar
            critos em estudos portugueses e espanhóis, mas distintos dos   a sua alergia, pelo que se deve promover a prática de provas de
            apresentados em populações francesas e italianas. As diferenças   provocação oral a estes alimentos.
            entre os resultados obtidos através de testes cutâneos e os dados   Palavras -chave: Alergia ao peixe mediada por IgE, Alergia alimen-
            obtidos através de história clínica / provas de provocação parece   tar, IgE, Aquisição de tolerância
            sugerir que estes primeiros não são suficientes na maioria dos
            casos para definir a melhor dieta de eliminação possível.
                                                              PO 04 – Caraterização de doentes sensibilizados a PRU P 3
                                                                            1
                                                                                   2
                                                              N Pinto , M Lobato , V Matos , P Carreiro Martins , P Leiria
                                                                    1
                                                                                                  1,3
            PO 03 – Caraterização da população alérgica ao peixe  Pinto 1,3
                                               1
                                        2
                  1
                         1
                                 1
            N Pinto , E Finelli , M Lobato , V Matos , S Prates , P Carreiro   1   Serviço de Imunoalergologia, Hospital de Dona Estefânia,
                  1,3
            Martins , P Leiria Pinto 1,3                       Centro Hospitalar de Lisboa Central, E.P.E., Rua Jacinta Marto,
            1   Serviço de Imunoalergologia, Hospital de Dona Estefânia,   Lisboa, PORTUGAL
             Centro Hospitalar de Lisboa Central, E.P.E., Rua Jacinta Marto,   2   Serviço de Patologia Clínica, Hospital de S. José, Centro
             Lisboa, PORTUGAL                                  Hospitalar de Lisboa Central, E.P.E., Rua José António Serrano,
            2   Serviço de Patologia Clínica, Hospital de S. José, Centro   Lisboa, PORTUGAL
             Hospitalar de Lisboa Central, E.P.E., Rua José António Serrano,   3   CEDOC, Integrated Pathophysiological Mechanisms Research
             Lisboa, PORTUGAL                                  Group, Nova Medical School, Campo dos Mártires da Pátria,
            3   CEDOC, Integrated Pathophysiological Mechanisms Research   Lisboa, PORTUGAL
             Group, Nova Medical School, Campo dos Mártires da Pátria,
             Lisboa, PORTUGAL                                 Introdução: A alergia a frutos da família das rosáceas é uma
                                                              causa frequente de alergia alimentar, particularmente nos países
            Introdução: O peixe é um alimento muito presente na dieta dos   Mediterrânicos. As proteínas transportadoras de lípidos (LTP) são
            portugueses e sobejamente conhecido pelo seu potencial alergé-  o alergénio mais relevante em alimentos de origem vegetal poden-
            nico. A maioria das reações alérgicas são mediadas por IgE, desen-  do associar -se a reações sistémicas graves.
            cadeadas por via digestiva, inalatória ou cutânea. Clinicamente   Objetivo: Avaliar as caraterísticas clínicas dos doentes seguidos
            podem dar origem a quadros ligeiros, como urticária de contacto   em consulta de Imunoalergologia sensibilizados à LTP recombinan-
            da cavidade orofaríngea, ou quadros sistémicos graves. Apesar de   te do pêssego, através do doseamento sérico da rPru p 3.
            existir reatividade cruzada, a alergenicidade é variável entre as   Métodos: Tratou -se de um estudo retrospetivo, que incluiu todos
            espécies.                                         os doentes com história de alergia a alimentos de origem vegetal,
            Objectivo: Avaliar os doentes seguidos em consulta de Imunoa-  sensibilizados a rPru p 3 (>/= 0,35 kUA/L), avaliados entre Junho
            lergologia, com história clínica de alergia ao peixe mediada por IgE   de 2012 e Junho de 2017.
            e caracterizá -los clinicamente.                  Resultados: Foram avaliados 53 doentes, sendo 55% do género
            Métodos: Foram analisados retrospectivamente, entre Janeiro de   feminino. A mediana das idades foi de 18 anos (P25 -P75: 11 -26
            2012 e Julho de 2017, os processos dos doentes com história de   anos). A mediana dos valores de rPru p 3 foi de 6,6 kUA/L (P25-
            alergia ao peixe mediada por IgE, que efectuaram doseamento de   -P75: 2,3 a 13 kUA/L). Em termos de história de alergia a alimentos,
            IgE específicas para peixes.                      38 eram alérgicos ao pêssego (em 12 de forma isolada), 25 a outras


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            REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA
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