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XXXVIII REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS E DOS POSTERS





          rosáceas, 30 a frutos de casca rija (em 6 de forma isolada) e um a   tiva, estatisticamente significativa e forte entre a presença de ana-
          leguminosas. Onze doentes (21%) eram simultaneamente alérgicos   filaxia e o SQV (r=0,77;p<0,001) no grupo [4 ‑6] e uma correlação
          ao pêssego, outras rosáceas e frutos de casca rija. As apresenta-  positiva, estatisticamente significativa e moderada entre o núme-
          ções clínicas mais frequentes foram anafilaxia (em 23 casos) e   ro de alimentos (r=0,509;p<0,01) e a clínica (r=0,574;p<0,01) no
          síndrome pólen -alimento (noutros 23). As sensibilizações a aeroa-  SQV no grupo com 7 ou mais anos.
          lergénios mais frequentes foram aos pólenes de gramíneas e de   Conclusões: Da aplicação do questionário e da análise das dife-
          oliveira (em 51% e 40%). Os doentes sensibilizados a pólen, quer   rentes variáveis concluiu -se que nos doentes com AA, a gravidade
          de gramíneas quer de oliveira, apresentaram valores de rPru p 3   das manifestações e o número de alimentos implicados estão as-
          superiores aos não sensibilizados (p= 0,014). Os níveis de rPru p   sociados a uma diminuição do SQV. Esta associação sugere que
          3 não se associaram com a idade, gravidade da reação, número de   pode ser vantajosa a aplicação desde tipo de questionários na
          alimentos envolvidos nem com história pessoal de asma ou rinite   abordagem dos doentes com AA.
          alérgica. Não se identificaram variáveis associadas com a gravida-
          de da reação.
          Conclusões: Na nossa amostra, uma proporção significativa de   PO 06 – Reactividade cruzada em doentes com
          doentes alérgicos a alimentos de origem vegetal e sensibilizados a   sensibilização a camarão
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          LTP é alérgico a mais do que um alimento. A cossensibilização a   B Kong Cardoso , E Tomaz , A P Pires , F Inácio 1
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          pólenes associou -se com níveis superiores de rPru p 3. Contudo,   1   Hospital de S.Bernardo – Centro Hospitalar de Setúbal,
          valores superiores de rPru p 3 não parecem associar -se com a   Setúbal, PORTUGAL
          gravidade da reação.
          Palavras -chave: Alergia a rosáceas, LTP, pêssego, rPru p 3  Introdução: A alergia a camarão representará 0.6% a 2,8% das
                                                            alergias alimentares. A tropomiosina do camarão (rPen a1) foi iden-
                                                            tificada como alergénio major e responsabilizada pelas reações
          PO 05 – Qualidade de vida na alergia alimentar    cruzadas com outros crustáceos e com os ácaros do pó doméstico,
          – Percepção dos cuidadores                        não estando completamente clarificada a dimensão deste seu papel.
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          I Rezende , M Marques , H Falcão , L Cunha 1      O objetivo deste trabalho foi caracterizar o grupo que reconhece
          1   Serviço de Imunoalergologia do Centro Hospitalar e   o rPen a1 num grupo de doentes sensibilizados ao camarão.
           Universitário do Porto, Porto, PORTUGAL          Metodologia: Foram revistos os processos de 81 doentes refe-
                                                            renciados à consulta de imunoalergologia por suspeita de alergia
          Objectivo: Análise do impacto da AA na qualidade de vida nas   a camarão. Recolheram -se dados referentes aos resultados dos
          crianças e nos seus familiares.                   testes prick (TP) a camarão e ácaros do pó doméstico e valores
          Metodologia: Análise de dados demográficos e aplicação do ques-  de  IgE  específica  a  camarão,  rPen  a1  e  outros  crustáceos.
          tionário Food Allergy Quality of Life Questionnaire – Parent Form   Consideraram -se positivos testes prick com diâmetro da pápula
          (FAQLQ -PF) (traduzido para Português) a pais de 100 crianças com   igual ou superior a 3mm e IgE específicas com valor >0.35 kU/L.
          alergia alimentar, seguidos em consulta externa de Imunoalergolo-  Resultados: No grupo estudado, 69% (n=56) eram do sexo femi-
          gia Pediátrica no Centro Materno Infantil do Norte, de um modo   nino, 31% (n=25) do masculino e a idade média era de 33,8 ± 18,3
          consecutivo durante 6 meses. As idades das crianças eram com-  (1 -77) anos. Cinquenta doentes (61,7%) apresentaram positividade
          preendidas entre os 0 -12 anos. Na avaliação da qualidade de vida   nos TP e/ou IgEs específicas para o camarão. Destes os 15 (30%)
          foram analisadas 15, 26 ou 30 questões, dependendo da idade da   que reconheciam o rPen a1 apresentaram uma idade média de 22,1
          criança. Cada pergunta tinha uma escala de 0 a 6 (6 = maior impac-  ± 13.7 anos, significativamente inferior aos rPen a1 negativos (38.6
          to na qualidade de vida). A análise estatística foi realizada com re-  ± 18.1 anos); o seu valor de IgE para camarão foi de 16.8± 40.1
          curso ao SPSS. O teste à normal distribuição dos dados foi realiza-  kU/L contra 6.2± 27 kU/L no grupo dos negativos. Apresentavam
          do com recurso ao teste de Shapiro ‑Wilk (p>0,05). Dividiram ‑se   TP positivo para ácaros 12/13 (92,3%) dos rPen a1 positivos e 19/26
          os grupos nas faixas etárias 0 -3; 4 -6 e 7 ou mais anos. Estudou -se   (73,1%) dos negativos. IgEs positivas para caranguejo e/ou lagosta
          a existência de correlação entre o género; número de alimentos   foram encontradas em todos os casos de rPen a1 positivos em que
          implicados e o tipo de reacção (anafilaxia VS sem anafilaxia) com o   o doseamento foi efectuado (7/7) e em 64,7% (11/17) dos negativos.
          Score de Qualidade de Vida (SQV) para cada grupo etário.  No grupo com TP e IgE específivas negativos para o camarão 10/15
          Resultados: Das 100 crianças com alergia alimentar, 74 foram   doentes (66,7%) tinham TC positivo para ácaros e não se verificou
          incluídas no estudo, sendo 67% do género masculino. A distribui-  qualquer positividade nas IgE específicas para lagosta ou camarão.
          ção por faixas etárias foi: 21% dos [0 -3]; 35% dos [4 -6] e 42% com   Conclusões: Os doentes com rPen a 1 positivo são mais novos
          7 ou mais anos. A alergia ao ovo (41%) e às proteínas do leite de   e tendem a apresentar valores de IgE ao camarão superiores. Este
          vaca (39%) (APVL) foram as mais documentadas e 43% apresenta-  grupo apresenta sensibilização mais frequente a ácaros do pó do-
          va múltiplas alergias, sendo a mais comum a associação APLV +   méstico e a outros crustáceos, sugerindo os resultados a impor-
          ovo (21%). Verificou ‑se que existe uma correlação positiva, esta-  tância do Pen a1 na reactividade cruzada envolvendo o camarão,
          tisticamente significativa e moderada entre o número de alimentos   mas também algum papel de outros alergénios na reactividade
          e o SQV (r=0,577; p<0,001) no grupo [0 -3]; uma correlação posi-  cruzada entre crustáceos.


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                                             REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA
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