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XXXVIII REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS E DOS POSTERS





            Resultados: A perda de água transepidérmica foi independente   praticavam desporto federado; destes, 14 (34%) tinham DPA, dos
            do sexo e da sensibilização alergénica, de acordo com os resulta-  quais 8 (57%) tinham PBCL positiva. Dos 27 com SEE, 7 (25.9%)
            dos do teste U de Mann -Whitney. O teste de Friedman demons-  tinham PBCL positiva. A PBCL foi mais frequentemente positiva
            trou um efeito significativo da natação na PATE no dorso da mão   nos doentes com DPA (p=0.04). Não se verificou diferença signi-
            (χ2 (1) = 31,6; p <0,001), na face anterior do antebraço (χ2 (1) =   ficativa na positividade da prova para os atletas ou para os doentes
            43,6; p <0,001) e na flexura antecubital (χ2 (1) = 41,9; p<0,001). A   com exposição tabágica.
            análise pós -hoc com o teste de Wilcoxon (signed -ranks) revelou   Conclusão: A PBCL é um método útil no diagnóstico de BIE,
            diferenças significativas (p <0,001) entre cada uma das avaliações   estando também descrito como auxiliar no diagnóstico de asma,
            para a face anterior do antebraço e a flexura antecubital, porém   o que se verifica nesta amostra. Constatou ‑se que a PBCL foi
            no dorso da mão, embora significativamente diferente da primei-  determinante para o diagnóstico de BIE em 30% indivíduos com
            ra avaliação (p <0,001), não foram observadas diferenças significa-  SEE, assim como na confirmação de asma em 52% dos doentes
            tivas entre as medições imediatamente e 30 minutos após a sessão   com DPA e BD negativa e nos atletas com DPA.
            de treino de natação.
            Conclusão: Assim, a perda de água transepidérmica aumenta
            significativamente após uma sessão de treino de natação. O escla-  PO 17 – Rinite e qualidade de vida
                                                                                   1
                                                                        1
                                                                   1
                                                                                                     1
            recimento do significado clínico deste resultado requer investiga-  J S Pita , I Alen , M Pires Alves , C Ribeiro , C Loureiro , A Todo
                                                                                            1
            ção adicional.                                    Bom 1
                                                              1   Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, Coimbra,
                                                               PORTUGAL
            PO 16 – Relevância da prova de broncoprovocação com
            corrida livre no diagnóstico de asma e broncospasmo   Introdução: Segundo a literatura, cerca de 30% da população
            induzido pelo exercício                           portuguesa tem queixas sugestivas de rinite. O objetivo deste
            M Mesquita , A Reis Ferreira , I Lopes 1          trabalho é a caraterização demográfica e avaliação da qualidade de
                    1
                                 1
            1   Serviço de Imunoalergologia do CHVNG/E, Vila Nova de Gaia,   vida de uma população de doentes com rinite seguidos em Con-
             PORTUGAL                                         sulta de Imunoalergologia no Centro Hospitalar e Universitário
                                                              de Coimbra.
            Objetivo: A prova de broncoprovocação com corrida livre (PBCL)   Metodologia: Foram selecionados 66 doentes consecutivos com
            consiste na avaliação sequencial do FEV1 após corrida de seis mi-  rinite no período de Maio a Julho de 2017. Todos foram submetidos
            nutos ao ar livre, a pelo menos 90% da frequência cardíaca máxima,   a avaliação clínica e preencheram inquéritos de qualidade de vida:
            sendo positiva se se verificar uma queda do FEV1 >10%, compara-  RAPP  (RhinAsthma  Patient  Perspective),  Short  Form  12v2®-
            tivamente ao FEV1 basal. Com este trabalho pretendeu -se avaliar   -Health Survey (SF -12v2®, com avaliação da saúde física, mental e
            a relevância da PBCL no diagnóstico de asma e broncospasmo   actividade social) e Visual Rating Scale (escala visual analógica, de
            induzido pelo exercício (BIE) em doentes com sintomas respira-  0 a 10).
            tórios aquando da realização de exercício.        Resultados: Dos 66 doentes que participaram, verificou ‑se um
            Métodos: Estudo retrospetivo descritivo dos registos clínicos de   predomínio do sexo feminino (63%). A idade mínima foi de 15 anos
            todos os doentes que realizaram PBCL entre janeiro de 2014 e   e a máxima de 76, com uma média de idades de 38 (±14 anos). 97%
            dezembro 2016, solicitadas pelo Serviço de Imunoalergologia;   dos doentes apresentou sensibilização alérgica, a maioria a aler-
            avaliaram ‑se características demográficas, IMC, diagnóstico prévio   génios perenes (45%), seguida da sensibilização a alergénios sazo-
            de asma (DPA) ou sintomas exclusivamente com o exercício (SEE),   nais e perenes (29%) e da sensibilização a alergénios sazonais (26%).
            prática de desporto e exposição tabágica.         Quanto à classificação, a mais frequentemente observada foi a
            Resultados: Foram incluídos 169 doentes, tendo a prova sido   rinite persistente moderada a grave (55%). Relativamente à tera-
            positiva em 41.4% (70 doentes, 61.4% mulheres, mediana de idades   pêutica em curso, todos referiram cumprir medicação, sendo que
            13 anos (IQR 11 -17). Destes, 51.4% tinham DPA, 21.4% praticavam   35% dos doentes tinham necessidade de 3 ou mais fármacos. No
            desporto federado e dois (2.9%) apresentaram IMC superior a   questionário RAPP, apenas 22 doentes (33%) consideraram ter
            30kg/m2; 82.9% dos doentes apresentaram queda significativa do   uma boa qualidade de vida (<15), com distribuição semelhante na
            FEV1 nos primeiros 5 minutos ou imediatamente após término da   rinite intermitente e persistente. Na Visual Rating Scale, 60% dos
            prova, tendo 1 doente apresentado prova positiva aos 30 minutos.   doentes consideraram ter sintomas superiores ou iguais a 5 numa
            A mediana da queda do FEV1 foi 13.1% (IQR 11.4 -16) e de 390 ml   escala de 0 a 10. Relativamente aos questionários SF12v2®, a clas-
            (IQR 300 -470). Nos indivíduos com SSE (n=114), a prova foi posi-  sificação média atribuída ao parâmetro General Health foi “Bom”,
            tiva em 34 (29,8%) e 58 realizaram prova de broncodilatação (BD),   Physical Functioning – “Muito Bom”; Role Physical – “Excelente”;
            que foi negativa em 55 casos (94.8%). Dos doentes com BD nega-  Role Emotional – “Bom”; Bodily Pain – “Muito Bom”; Mental Heal-
            tiva, em 15 (27%) a PBCL foi positiva. Nos indivíduos com DPA   th – “Bom”; Vitality – Razoável; Social Functioning – “Muito Bom”.
            (n=55), a prova foi positiva em 36 (65,5%) e 41 realizaram BD, que   Conclusões: Os resultados relativos à rinite persistente são pró-
            foi negativa em 25 casos (61%). Dos doentes com BD negativa, em   ximos dos descritos para a população portuguesa. Apenas 33%
            13 casos (52%) a PBCL foi positiva. Do total de doentes, 41 (24.3%)   dos doentes consideram ter uma boa qualidade de vida. A maioria


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            REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA
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