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XXXVIII REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS E DOS POSTERS
(LV) -13,3%, leguminosas -20% (amendoim -13,3%, feijão -6,7%, soja- Discussão: A reação alérgica à vacina nas crianças com alergia
‑6,7%), milho ‑13,3%, uva ‑13,3% e tomate ‑6,7%. Dois doentes fize- alimentar ao ovo é muito rara e a administração em ambiente
ram protocolo prévio de indução de tolerância ao LV (ITLV). As hospitalar está recomendada nos casos de anafilaxia ao ovo e a
manifestações foram mucocutâneas 100%, respiratórias 87%, car- toma não deve ser adiada. Para além do acréscimo dispensável dos
diovasculares 40%, gastrintestinais 13% e perda de conhecimento custos hospitalares, existiu um desnecessário e importante atraso
20%. Em 33% tiveram »3 episódios de AIEDA antes do diagnóstico no cumprimento do PNV, colocando estas crianças em risco. Aten-
etiológico. dendo ao surto recente de sarampo, inclusivamente com a lamen-
Conclusões: A AIEDA é uma entidade pouco frequente que cons- tável morte de uma adolescente não protegida, a não vacinação
titui um desafio diagnóstico e carece de abordagem personalizada pode ter graves consequências. É por isso, necessário desmistificar
fundamental para que o doente não deixe de praticar EF essencial e garantir a segurança da sua realização no local habitual de admi-
ao seu bem -estar físico e social. A sensibilização a LTP e a omega- nistração da vacinação nos cuidados de saúde primários.
-5 -gliadina presente em dois terços dos doentes têm sido aponta-
das como principais causas de AIEDA. Discute -se ainda o papel da
ITLV prévia nestas reações. Todos os doentes encontram -se con-
trolados com a evicção dos alimentos implicados 4 horas antes de SESSÃO DE POSTERS II
EF, sendo portadores de dispositivo auto injector de adrenalina.
ASMA / RINITE
PO 12 – Atraso na administração da vaspr por suspeita Dia: 6 de Outubro
de alergia ao ovo Horas: 08:30 – 10:00
1
1
A M Mesquita , L Amaral , A Coimbra 1 Sala: 3
1 Serviço de Imunoalergologia, Centro Hospitalar de São João,
E.P.E, Porto, PORTUGAL Moderadores: Ana Margarida Romeira, Carlos Lozoya
Introdução: A norma de orientação da Direção -Geral da Saúde PO 13 – Qualidade de vida e sintomas depressivos em
sobre a vacina combinada contra o sarampo, parotidite e a rubéo- crianças com asma grave
1,2
2
1
1
la (VASPR), recomenda às crianças com alergia não grave ao ovo M Lobato , M Araújo , J Gaspar Marques , P Carreiro Martins ,
a administração no serviço de vacinação habitual e não recomen- P Leiria Pinto 1,2
da a referenciação hospitalar. Contudo continuam a surgir dúvidas. 1 Serviço de Imunoalergologia, Hospital de Dona Estefânia,
Descrição de 6 casos referenciados pelo médico de família por Centro Hospitalar de Lisboa Central, EPE, Rua Jacinta Marto,
suspeita de alergia ao ovo condicionando atraso na administração Lisboa, PORTUGAL
da VASPR. 2 CEDOC, Integrated Pathophysiological Mechanisms Research
1.º Caso: menino 15 meses, com 2 episódios de exantema macu- Group, Nova Medical School, Campo dos Mártires da Pátria,
lopapular generalizado após ingestão de gema. Administração da Lisboa, PORTUGAL
VASPR, orientada para o centro de saúde (CS).
2.º: menino 5 anos, com exantema generalizado após ingestão de Introdução: Apesar de se desconhecer a real prevalência de asma
ovo, mas sem qualquer restrição alimentar. Tolera ingestão de ovo grave, sabe -se que se trata de uma forma de doença que pode
processado. Encaminhado para o CS. interferir na qualidade de vida (QoL) do doente e associar -se com
3.º: menino 8 anos, com história de eritema generalizado após sintomas depressivos.
ingestão de clara de ovo. A primeira toma da VASPR foi realizada Objetivos: Avaliar a qualidade de vida e a sintomatologia depres-
na consulta, sem intercorrências, mas a segunda toma foi recusa- siva numa amostra de doentes pediátricos com diagnóstico de
da novamente no CS. Para evitar maior atraso da imunização foi asma grave, seguidos em consulta de Imunoalergologia.
de novo administrada na consulta. Metodologia: Numa amostra de crianças com asma grave, defi-
4.º: menino 4 anos, com agravamento da dermatite atópica após nida de acordo com os critérios da ERS/ATS, com idades com-
ingestão de ovo. Faz evicção total de alimentos contendo ovo. preendidas entre os 6 e os 12 anos, seguidos em consulta de Imu-
Vacinação recusada no CS, e foi administrada na primeira consulta. noalergologia no Hospital de Dona Estefânia, foram aplicados os
5.º: menino 2 anos, com episódios de exantema maculopapular questionários ACT (Childhood Asthma Control Test), CARAT
generalizado após ingestão ou contacto com clara. Pais com receio Kids (Control of Allergic Rhinitis and Asthma Test for Children),
de anafilaxia após a vacina. A VASPR foi administrada na consulta. CDI (Children’s Depression Inventory) e PAQLQ (Paediatric As-
6.º: menino 13 meses, com 2 episódios de eritema peribucal após thma Quality of Life Questionnaire), durante o período compreen-
ingestão de ovo mal cozinhado. Tolera a ingestão de alimentos com dido entre Agosto de 2016 e Junho de 2017. Os critérios utilizados
vestígios de ovo. Orientado para o CS para administração da VAS- para interpretação dos dois últimos questionários foram: CDI >
PR. 16 – compatível com presença de sintomatologia depressiva. Para
Todas estas crianças apenas apresentaram manifestações cutâneas. o PAQLQ, um score de 7 - indicativo de ausência de interferência
Todas as crianças toleraram a administração da vacina. na QoL, um score inferior a 7 - indicativo de interferência na QoL,
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REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA

