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XXXVIII REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS E DOS POSTERS





          cutâneos picada -picada (TCPP) foram realizados com a umbela de   eczema atópico (n=5) e rinoconjuntivite alérgica (n=3). Os testes
          C. tagi. Se negativos, foram convidados a ingerir as amostras com   cutâneos por picada / doseamento de IgE específica iniciais foram
          aumento crescente das concentrações e com intervalos regulares.   negativos para o alimento causador, à exceção de um doente com
          Uma escala hedónica de 9 pontos foi aplicada após análise sensorial   sensibilização para PLV. Em 2 doentes constatou -se sensibilização
          e posteriormente foram convidados a responder a um breve ques-  a PLV durante seguimento.Foram realizadas provas de provocação
          tionário. Este estudo foi aprovado pela Comissão de Ética Hospi-  oral em 12 doentes, a partir dos 6 meses de idade. Ocorreu reso-
          talar e obteve -se consentimento informado escrito.  lução clínica em seis doentes, com uma mediana de idades de 8,5
          Resultados: Todos apresentaram TCPP negativos com C. tagi.   meses. A maioria dos doentes com FPIES a PLV mantém a doença,
          Todos aceitaram provar os patês e não se observaram reações   enquanto no grupo com FPIES a outros alimentos observou -se
          imediatas ou tardias. Estes doentes classificaram as amostras com   resolução em mais de metade dos doentes.
          uma pontuação média de 6.75 (±0.91). Dezassete (85%) dos par-  Conclusões: A FPIES é uma alergia alimentar não IgE mediada
          ticipantes referiram estar dispostos a introduzir C. tagi na sua   grave que pode levar a internamento hospitalar. A presença de
          dieta.                                            doença alérgica concomitante é frequente. O alergénio mais fre-
          Conclusões: Nesta amostra de doentes com alergia alimentar   quentemente envolvido é o leite, e parece estar associado a per-
          grave a peixes, crustáceos e/ou cefalópodes, os testes cutâneos e   sistência da doença. A resolução clínica observou -se em 6 dos 13
          as provocações orais foram todos negativos. A ingestão de medu-  doentes, numa mediana de idades de 3 anos. 3 casos dos 7 casos
          sa parece ser segura neste grupo e deste modo estes resultados   com persistência de FPIES apresentavam IgE específica específica
          poderão ser extrapolados para uma população mais abrangente.   para o alimento causador.
          Apesar da alergia alimentar e consequente necessidade de evicção
          alimentar, a grande maioria gostou de ingerir C. tagi.
          Referências: [1] Morais Z, Raposo A (2014). Procedure of freez-  PO 11 – Anafilaxia induzida pelo exercício – Frequência
          ing, thawing and cooking edible jellyfish with obtainment of a food   e caracterização clínica
                                                                                              1
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          product for snack (in Portuguese). PT 106389; p 11.  M Correia , A Gaspar , I Mota , F Benito -Garcia , C Arêde , G
                                                                           1
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                                                                  1
                                                            Sampaio , G Pires , S Piedade , LM Borrego , M Morais-
                                                            -Almeida 1
          PO 10 – Síndrome de enterocolite induzida por     1   Centro de Imunoalergologia, Hospital CUF Descobertas,
          alimentos – Caracterização de uma série de casos   Lisboa, PORTUGAL
                                                  1
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          D Trincão , E Finelli , N Pinto , J Belo , M Paiva , S Prates , A M   2   CEDOC, Imunologia, NOVA Medical School – Faculdade de
          Romeira , S Rosa , P Leiria Pinto 1                Ciências Médicas, Lisboa, PORTUGAL
                      1
                1
          1   Serviço de Imunoalergologia, Hospital de Dona Estefânia,
           CHLC, EPE, Lisboa, Lisboa, PORTUGAL              Introdução: A anafilaxia induzida pelo exercício (AIE) é uma for-
                                                            ma rara de anafilaxia que ocorre na sequência de exercício físico
          Introdução: A Síndrome de Enterocolite Induzida por Alimentos   (EF). A AIE dependente de alimentos (AIEDA) constitui um subti-
          (FPIES) é uma doença alérgica não IgE -mediada que afeta o trato   po de AIE em que a reacção anafilática ocorre durante EF apenas
          gastrointestinal. A apresentação clínica é tardia e caracterizada   quando precedido pela ingestão de determinado(s) alimento(s). A
          por vómitos, diarreia e desidratação após ingestão dos alimentos   presença de co ‑fatores como jejum, toma de anti ‑inflamatórios
          causadores, com gravidade variável. A caracterização de grupos   não -esteróides e álcool também parecem ter um papel importan-
          de doentes auxilia o melhor conhecimento da história natural,   te neste tipo de reações. Dada a sua raridade, existem poucos
          diagnóstico e impacto desta doença.               estudos epidemiológicos publicados na literatura.
          Objetivo: Caracterizar uma série de doentes com diagnóstico de   Objectivo e Metodologia: Caracterização retrospetiva de 15
          FPIES.                                            doentes com diagnóstico de AIE (idade média 29,6(±12,5) anos,
          Métodos: Estudo retrospectivo dos doentes seguidos por FPIES   20% com <18 anos e 73% género masculino). Foi avaliada a apre-
          no Serviço de Imunoalergologia do HDE de 2010 a 2016, através   sentação clínica, etiologia, investigação alergológica, história pes-
          da revisão de processo clínico.                   soal de atopia e duração da doença. A sensibilização a alimentos
          Resultados: Incluímos 13 doentes, 7 do sexo masculino, com uma   implicados foi documentada por testes in vivo (extratos Bial Aris-
          mediana de idade de início de oito meses (mínimo 1 mês – máximo   tegui® e alimentos em natureza) e/ou testes in vitro (IgE especí-
          – 25 anos). A demora no diagnóstico teve uma mediana de seis   ficas, ImmunoCAP/ISAC, ThermoFisher®).
          meses. Os alimentos causadores mais frequentes foram as proteí-  Resultados: Todos os casos identificados apresentavam AIEDA.
          nas do leite de vaca (PLV, n=5), ovo (n=2), peixe (n=2) e arroz   O primeiro episódio de AIEDA ocorreu em média aos 26,3±13,4
          (n=2).Outros alimentos implicados foram frango, cereais, cenoura   [3;51] anos. Atopia presente em 87% dos doentes, com 13% de
          e batata. Registou -se reação a mais do que um alimento em 3   asmáticos, 93% com rinite e/ou conjuntivite alérgica, 40% com
          casos. O tempo médio de início de sintomas foi de 2,5 horas. Os   co ‑sensibilização a Lipid transfer proteins (LTP) e 13% a profilina.
          sintomas mais frequentes foram vómitos (n=11) e diarreia (n=5).   A AIEDA representou, no nosso centro, 3% das causas de anafi-
          Seis doentes necessitaram de internamento por desidratação. Sete   laxia. Os alimentos implicados foram: trigo -40% (omega -5 -gliadina
          doentes tinham doença alérgica concomitante, nomeadamente   em 4 doentes), frutos secos -33,3%, rosáceas -20%, leite de vaca
                                                                                                              197
                                             REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA
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