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XXXVIII REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS E DOS POSTERS
PO 25 – Validade dos testes cutâneos no diagnóstico de
SESSÃO DE POSTERS III hipersensibilidade a beta -lactâmicos
ALERGIA A FÁRMACOS / ALERGÉNIOS A R Sousa e Silva , R Pereira Reis , F Inácio 1
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1 Hospital S. Bernardo – CHS, Setúbal, PORTUGAL
E IMUNOTERAPIA
As reacções de hipersensibilidade a beta -lactâmicos (BL) são motivo
Dia: 7 de Outubro de referenciação frequente à consulta de Alergia Medicamentosa do
Horas: 08:30 – 10:00 Hospital de São Bernardo–CHS. Com base na história clínica, o al-
Sala: 2
goritmo diagnóstico inclui testes cutâneos, análises in vitro e provas
de provocação com fármacos. Pretende -se caracterizar a população
Moderadores: Daniel Machado, Sofia Campina
de doentes referenciados por eventual hipersensibilidade a BL.
Este estudo retrospectivo descreve uma população de 113 doentes,
PO 24 – Angioedema por IECAS – A importância da referenciados a esta consulta com história imprecisa de alergia a BL,
história clínica submetidos a testes cutâneos em picada e intra -dérmicos (ID) com
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M Marques , I Rezende , L Cunha , H Falcão 1
1 Serviço de Imunoalergologia do Centro Hospitalar e alergénios major (PPL) e minor (MDM) de penicilinas nos últimos
30 meses.
Universitário do Porto, Porto, PORTUGAL
A idade média da população é 39.3 anos (2 a 78). 82 (72.6%) doen-
tes eram do sexo feminino. 53.1% (60) relatavam história sugesti-
Objectivo: Avaliar a abordagem clínica, terapêutica e orien- va de hipersensibilidade imediata a BL (anafifaxia, angioedema ou
tação dos doentes com diagnóstico de angioedema desenca- urticária), e 27.4% (24) uma história sugestiva de hipersensibilida-
deado pelos IECAs avaliados em consulta externa (CE) de de tardia (exantema maculo -papular). Sem histórias sugestivas de
Imunoalergologia (IA) do Centro Hospitalar e Universitário do AGEP, SJS/TEM ou DRESS. 29 não tinham memória do tipo de
Porto. reacção. 69 doentes (61,1%) já terminaram o estudo alergológico.
Metodologia: Realizou -se um estudo retrospectivo durante Documentou -se reacção de hipersensibilidade a BL em 17 (15.1%)
3 anos, através da análise dos processos clínicos de todos os destes doentes (4 apresentaram testes PPL positivos, 5 testes
doentes com diagnóstico de angioedema, observados em CE MDM positivos, 1 teste ID com benzilpenicilina (BP) positivo, 1
de IA. Analisaram -se as variáveis: género; idade; clínica; recur- teste ID positivo com amoxicilina e 1 doente com testes ID posi-
so ao serviço de urgência (SU); terapêutica no episódio; evo- tivos para BP, ampicilina e amoxicilina). De entre os 60 doentes
lução e orientação. Foi aplicado o teste Qui -quadrado para com testes negativos, 5 tiveram prova de provocação positiva com
estudar a associação entre as variáveis categóricas: terapêuti- amoxicilina oral. O doseamento de IgE’s específicas para Amoxi-
ca instituída/evolução da doença e proveniência/suspensão do ciloil, Ampiciloil, Peniciloil G e Peniciloil V foi realizado em 38
IECA. doentes. Apenas 1 doente apresentou doseamento de IgE’s espe-
Resultados: Revisão de 62 casos de doentes enviados à con- cíficas Peniciloil G (0,95 kUA/l) e Peniciloil V (1,27 kUA/l).
sulta de IA por angioedema. Apenas em 29% o diagnóstico final 6 doentes com IgE’s específicas negativas terminaram o estudo com
estabelecido foi angioedema por IECAs. A idade média dos diagnóstico de hipersensibilidade a BL (2 PPL positivos, 1 teste ID
doentes era 63,7 anos (min 52; máx 74) e 66,6% era do género positivo com BP, outro com amoxicilina e 2 provas de provocação
masculino. A localização do angioedema ocorreu na língua em positivas).
33,3% e nos restantes locais (lábio, hemiface; língua e hemiface; 6 doentes com diagnóstico de hipersensibilidade (47.1%) descre-
língua e lábio) surgiu em igual frequência, 16,7%. Nenhum dos viam uma reacção do tipo hipersensibilidade imediata, 35.3% des-
doentes teve obstrução da via aérea. Aquando do episódio de creviam uma reacção do tipo tardio e os restantes 3 doentes
angioedema, 22% dos doentes não recorreu ao SU e a aborda- (17.6%) não tinham memória da reacção inicial.
gem terapêutica foi feita com anti -histaminico em 75% dos ca- Os resultados confirmam a baixa sensibilidade dos testes in vitro
sos. Nos doentes que recorreram ao SU (66,6%), a medicação no diagnóstico de hipersensibilidade a BL. A história clínica tem
com anti -histamínico e corticoide foi feita em 85% dos casos. um papel fundamental no diagnóstico de reacções de hipersensi-
Quanto à evolução, verificou ‑se que a duração do quadro foi bilidade a fármacos mas ainda assim é essencial realizar os testes
independente da terapêutica instituída (p>0,05). No que res- apropriados para documentar a sua existência.
peita à proveniência dos doentes, 60,1% foram orientados atra-
vés do Hospital (CE ou SU) e, nestes, em 72,7% dos casos PO 26 – Suspeita de alergia à amoxicilina – Investigação
tinha -lhes sido suspenso o IECA. Nos doentes provenientes do em crianças com sintomas de baixo risco
Centro de Saúde, 39,9%, em nenhum deles tinha sido suspenso A Rodrigues , A Forno , A. J. Cabral , A Marques 1
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o IECA. 1 Hospital Dr. Nélio Mendonça, Funchal, PORTUGAL
Conclusões: A associação causal entre o uso do IECA e o episó-
dio de angioedema torna -se crucial, uma vez que a suspensão do Introdução e Objectivo: Os antibióticos mais utilizados em
fármaco está indicada. A orientação para CE de IA deve ser pon- idade pediátrica são a amoxicilina e a associação amoxicilina com
derada. A terapêutica com anti -histaminicos e corticóides não tem ácido clavulânico. A alergia a estes beta -lactâmicos é frequente-
eficácia comprovada.
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REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA

