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XXXVIII REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS E DOS POSTERS





          na QoL entre os diferentes grupos de himenópteros. A maioria   resultados obtidos (betalactâmico suspeito ou alternativo).
          dos doentes encontrava -se sob VIT (28 doentes), não havendo   Resultados: Foram avaliados 105 doentes, com idades entre os
          diferenças na QoL quando comparado com os que já terminaram,   5 e 82 anos (média de 36,8 anos, média 21,8 anos); 75 eram do
          nem correlação com a duração do tratamento. O grau de gravi-  sexo feminino. As RH foram classificadas como imediatas (até 1
          dade da reação não teve interferência e fazer -se acompanhar dia-  hora após a administração) em 41 doentes e não imediatas (mais
          riamente do dispositivo para autoadministração de adrenalina   de 1 h após a administração) em 60 doentes. Em 4 doentes, não
          (todos os doentes tinham prescrição) diminuiu significativamente   foi possível estabelecer a cronologia da reacção. Os TC foram
          a QoL (p=0,010).                                  positivos em 13 doentes (12,4%): cefazolina (1), cefuroxima (1), BP
          Conclusões: Reação sistémica a VH tem impacto significativo na   (3: um com PPL e MDM negativos e os outros 2 com PPL e MDM
          QoL do doente, mesmo após VIT, o que demonstra um impacto   positivos) e AC (9). Todos os TCP com PPL e / ou MDM positivos
          psicológico duradouro de uma reação sistémica com risco de mor-  foram também positivos para BP. Não existiram reacções sistémi-
          te iminente, reforçando assim, a necessidade de seguimento em   cas associadas aos TC. Sete doentes com TC negativos apresen-
          consulta destes doentes. Tal como descrito na literatura, a QoL   taram PP positiva com o fármaco suspeito. O valor preditivo ne-
          é pior nas mulheres e em quem se faz acompanhar diariamente do   gativo dos TC (BP, AC, cefuroxima e betalactâmico suspeito,
          dispositivo de adrenalina. Este estudo aplica pela primeira vez o   excluindo PPL e MDM) foi de 92,4%.
          VQLQ -P nos doentes com alergia a P em Portugal, não havendo   Conclusões: Na nossa amostra, o uso de PPL e MDM na avaliação
          diferenças entre os doentes com alergia a V, A e P.  diagnóstica de RH a betalactâmicos não melhorou o diagnóstico
                                                            de alergia. Os TC foram seguros. Considerando o tempo dispen-
                                                            dido e os custos associados, pode ser razoável realizar TC somen-
                                                            te com BP, AC, cefuroxima e o betalactâmico suspeito, podendo
             SESSÃO DE COMUNICAÇÕES ORAIS III               o PPL e MDM ser realizados em casos mais graves (reações anafi-
                                                            láticas, por exemplo) se os outros testes forem negativos.
                   ASMA / ALERGIA A FÁRMACOS

          Dia: 8 de Outubro                                 CO 18 – Teste de transformação linfocitária no
          Horas: 08:30 – 10:00                              diagnóstico de reações cutâneas graves de
          Sala: 1                                           hipersensibilidade a fármacos
                                                                              1
                                                                                      1
                                                                                             2
                                                                                                     1
                                                                     1
                                                            L Brosseron , D Malheiro , S Cadinha , R Viseu , M J Sousa ,
          Moderadores: Alice Coimbra, Carlos Loureiro       J P Moreira da Silva 1
                                                            1   Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia/Espinho, Vila Nova de
          CO 17 – Testes cutâneos com PPL e MDM no diagnóstico   Gaia, PORTUGAL
          de alergia a betalactâmicos – precisamos reconsiderar?  2   Centro Hospitalar de Setúbal, Setúbal, PORTUGAL
                                        1
                                                1
          A Neves , A Romeira , C Alves , J Marques , P Martins , P Leiria
                         1
                1
                                1
          Pinto 1                                           Introdução: O teste de transformação linfocitária (TTL) tem um
          1  Hospital Dona Estefânia, Lisboa, PORTUGAL      papel importante no diagnóstico de reações de hipersensibilidade
                                                            a fármacos (HF), principalmente quando a prova de provocação
          Introdução: A avaliação diagnóstica das reacções de hipersensi-  (PP), gold -standard para o diagnóstico, se encontra contraindicada.
          bilidade (RH) a betalactâmicos (imediata ou não imediata) inclui a   O objectivo deste trabalho foi caracterizar uma série de doentes
          realização de testes cutâneos (TC) (prick (TCP), intradérmicos(TID)   referenciados à consulta de alergia a fármacos (2011 - 2016) com
          e epicutâneos (TE)), testes in vitro e provas de provocação (PP)   reações cutâneas graves, submetidos a TTL.
          com o fármaco (suspeito ou alternativo). Os algoritmos de diag-  Método: Análise retrospectiva com avaliação de dados demográ-
          nóstico propostos pela European Network for Drug Allergy   ficos e clínicos. A HF foi considerada provável com base numa
          (ENDA) incluem a realização de TC com peniciloil -polilisina (PPL),   história clínica sugestiva, suportada ou não por testes cutâneos
          mistura de determinantes minor (MDM) e benzilpenicilina (BP),   (TC) e/ou TTL.
          juntamente com os fármacos suspeitos.             Resultados: Total de 100 doentes (D) com suspeita de HF (SHF)
          Objetivos: O trabalho teve como objectivo avaliar o papel do   submetidos a TTL: 38 com reações cutâneas graves (1 SJS, 1 AGEP,
          PPL e MDM no diagnóstico de hipersensibilidade a betalactâmicos   1 SDRIFE, 1 EM, 5 vasculites, 12 DRESS e 17 outras reações cutâ-
          através de testes cutâneos.                       neas graves com algum grau de atingimento sistémico – ORCG).
          Material e métodos: realizou -se uma análise restrospectiva do   Idade média 61±15 anos; 23 (61%) do sexo feminino; 97% não-
          algoritmo diagnóstico aplicado a doentes referenciados ao Serviço   -atópicos; 50% polimedicados; 95% com várias co -morbilidades e
          de Imunoalergologia do Hospital Dona Estefânia, com história de   nenhum com história prévia de HF. Biópsia cutânea realizada em
          suspeita de alergia a betalactâmicos, durante um período de 3 anos   6, apoiando em todos o diagnóstico. Os principais fármacos sus-
          (2014 a 2016). Todos os doentes realizaram TCP e TID com PPL,   peitos foram antibióticos (ATB) (39%), alopurinol (26%), agentes
          MDM, BP, amoxicilina / ácido clavulânico (AC), cefuroxima e o   antituberculosos (AT) (13%) e meios de contraste iodado (MCI)
          betalactâmico suspeito. As PP foram realizadas de acordo com os   (8%). Em 15 D com SHF a ATB, os testes epicutâneos (TE) foram


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                                             REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA
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