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XXXVIII REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS E DOS POSTERS





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             SESSÃO DE COMUNICAÇÕES ORAIS II                6, verificando ‑se um aumento de 100% após 6 meses de omali-
                 ALERGIA CUTÂNEA / ALERGÉNIOS               zumab (média 12 valores).
                        E IMUNOTERAPIA                      Conclusão: A terapêutica com omalizumab permite, de forma
                                                            segura, atingir o controlo total dos sintomas e melhoria de quali-
                                                            dade de vida nos doentes com urticária crónic
          Dia: 7 de Outubro
          Horas: 08:30 – 10:00
          Sala: 1
                                                            CO 10 – Testes epicutâneos no diagnóstico do eczema
                                                            das mãos
          Moderadores: Mário Miranda, Rita Câmara
                                                                                     1
                                                                                             1
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                                                                              1
                                                            B Kong Cardoso , C Cruz , E Matos , E Tomaz , F Inácio 1
                                                            1   Hospital de S.Bernardo – Centro Hospitalar de Setúbal,
          CO 09 – Eficácia e segurança a longo -prazo do     Setúbal, PORTUGAL
          omalizumab em doentes com urticária crónica
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          M Paulino , A C Costa , J Marcelino , F Duarte , A Santos ,    Introdução: O eczema das mãos é uma patologia comum, sendo
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          E Alonso , E Pedro , M A Pereira -Barbosa 1       a dermatite de contacto (DC) alérgica uma das suas causas mais
          1   Serviço de Imunoalergologia, Centro Hospitalar Lisboa Norte
           – Hospital de Santa Maria, Lisboa, PORTUGAL      importantes. Porém, muitos estudos apontam a DC irritativa como
                                                            a principal causa de eczema das mãos. A diferenciação entre as
                                                            duas causas não é possível em termos clínicos. O objetivo deste
          Objectivo: Avaliação da eficácia e segurança a longo ‑prazo do   estudo foi detetar a prevalência de DC alérgica em doentes com
          tratamento  com omalizumab  em  doentes(dts) com  urticária   eczema das mãos, assim como os alergénios mais frequentemente
          crónica(UC).                                      implicados.
          Métodos: Estudo retrospectivo de dts submetidos a tratamento   Métodos: Foram incluídos todos os doentes com eczema das
          com Omalizumab por UC num Serviço de Imunoalergologia, de   mãos e testes epicutâneos (TE) realizados durante 3 anos. Foram
          Março2009 ‑Junho2017. Para avaliação da eficácia foram utilizados:   utilizadas a bateria europeia Standard (BS) e outras baterias não
          Urticaria Activity Score (UAS e UAS7), Dermatology Life Quality   estandardizadas. Analisaram ‑se os dados referentes à profissão,
          Index (DLQI) e Urticaria Control Test (UCT).      localização das lesões, resultados do TE e respetiva relevância
          Resultados: Incluíram -se 62 doentes [54(87%) sexo feminino,   clínica, causa provável e o diagnóstico final.
          média de idades 48,9±13,8 anos], 3 dts com UC indutível e 59   Resultados: Estudaram -se 80 doentes (71% mulheres) com
          com UC espontânea(UCE). A média de idades no início do oma-  idade média de 45 anos e 4 com <18 anos. Tiveram resultados
          lizumab foi 46±14 anos. Em média, o início da UC foi aos 41±14,7   positivos 59% dos doentes (67% em mulheres; 39% em homens).
          anos. Por controlo total da UC, 12(19%) dts já suspenderam   A média de positividades por pessoa foi de 2.3. Os doentes
          omalizumab, em média há 2,4 anos; a duração média do trata-  com queixas de eczema também em outras localizações (43%)
          mento foi de 2,1 anos; Outros 5 doentes interromperam omali-  apresentaram uma maior taxa de positividades (65%) em com-
          zumab mas houve necessidade de reiniciar por UC não contro-  paração com os doentes com apenas eczema nas mãos (54%).
          lada:  4  dts  pararam  omalizumab  por  período  <6  meses  e  1   As sensibilizações mais frequentes foram: cosméticos (37%),
          doente durante >1 ano. Atualmente, 50 dts mantêm tratamento   metais (30%) e aditivos das borrachas (11%). Em 41% dos doen-
          com omalizumab com uma duração média de 30 meses (1 mês -7,9   tes o alergénio encontrado foi considerado relevante. Nos
          anos). O início de tratamento com omalizumab ocorreu em mé-  doentes com positividade, 23% eram de causa profissional,
          dia 4,7 anos após inicio dos sintomas de UC. Nenhum doente   nomeadamente cabeleireiras/esteticistas, trabalho manual e
          reportou efeitos adversos da terapêutica.98% dos dts fizeram   preparação alimentar. Nos doentes com TE negativos o diag-
          previamente corticoterapia sistémica, 30% ciclosporina e 3%   nóstico final foi de: DC irritativa (61%), dermatite atópica (3%)
          imunoglobulina endovenosa. No início do omalizumab, 66% es-  e eczema disidrótico (9%). Em 24% dos casos o diagnostico
          tavam sob corticoterapia sistémica. Actualmente, apenas 1 doen-  final não foi possível.
          te está sob corticoterapia (fez apenas 1 administração). Dos dts   Conclusões: Neste estudo mais de metade dos doentes apre-
          a realizarem omalizumab, apenas 1 doente necessita de trata-  sentaram positividades evidenciando a importância de descartar
          mento com periodicidade 3/3 semanas(sem), 2 dts de 5/5 sem,   a DC alérgica nos doentes com eczema das mãos. DC alérgica foi
          10 de 6/6 sem, 1 de 7/7 sem, 2 de 8/8 sem, os restantes 34 dts   diagnosticada mais frequentemente em doentes com eczema em
          4/4 semanas; 5 dts necessitaram de aumento da dose de omali-  múltiplas localizações. A proporção de eczemas ocupacionais foi
          zumab (até 600 mg, 4/4semanas).Antes de iniciar omalizumab   significativa, facto demonstrado também em outros estudos que
          (T0), a média do valor de DLQI foi de 13,9 pontos e UAS7 de   identificaram a dermatite das mãos como uma doença profissional
          24,1 valores, verificando ‑se por cada sessão um decréscimo de   frequente. A grande proporção de doentes sem diagnóstico real-
          1,78% e 11,31%, respetivamente. O valor médio de UAS em T0   ça a dificuldade existente na classificação etiológica do eczema
          foi de 2,9 valores, tendo sido necessárias em média 3 sessões   das mãos.
          para atingir UAS=0.Para análise de UCT, foram incluídos os dts
          com UCE que iniciaram omalizumab a partir de 2016, com dura-

                                                                                                              185

                                             REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA
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