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XXXVIII REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS E DOS POSTERS
identificar doentes com PPO negativa. Uma sIgE>9,34 kU/L tem
SESSÃO DE COMUNICAÇÕES ORAIS I
uma sensibilidade de 58,8% e especificidade de 92,9% de identificar
ALERGIA ALIMENTAR / ANAFILAXIA doentes com PPO positiva.
Conclusão: A alergia ao peixe é comum na infância e pode ser
transitória. A sIgE rGad c 1 parece ser um bom marcador prog-
Dia: 6 de Outubro
Horas: 08:30 – 10:00 nóstico de aquisição de tolerância a peixe, podendo auxiliar na
Sala: 1 escolha do momento para realizar PPO nestes doentes.
Moderadores: Josefina Cernadas, José Ferraz de Oliveira
CO 02 – Esofagite eosinofílica numa consulta de alergia
CO 01 – Contributo da parvalbumina recombinante alimentar: caracterização e comparação entre idade pe-
RGAD C 1 como marcador de aquisição de tolerância diátrica e idade adulta
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na alergia ao peixe S Carvalho , A C Costa , J Marcelino , F Cabral Duarte ,
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J Marcelino , S Carvalho , A. C. Costa , F. C. Duarte , M Pereira Barbosa 1
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M. C. Santos , M Pereira Barbosa 1 1 Serviço de Imunoalergologia, Hospital de Santa Maria, Centro
1 Serviço de Imunoalergologia, Hospital de Santa Maria, Centro Académico de Medicina de Lisboa, CHLN, Lisboa, PORTUGAL
Hospitalar Lisboa Norte, Lisboa, PORTUGAL
2 Laboratório de Imunologia Clínica, Faculdade de Medicina, Introdução: Esofagite Eosinofílica(EoE) é uma doença inflamató-
Instituto de Medicina Molecular da Universidade de Lisboa, ria crónica do esófago, mediada imunologicamente e caracteriza-
Lisboa, PORTUGAL da por sintomas relacionados com disfunção esofágica e infiltração
da mucosa esofágica por eosinófilos(Eo).
Introdução: A alergia ao peixe é comum em países onde o seu Objetivo: Caracterizar os doentes(dts) com diagnóstico de EoE
consumo é elevado. As parvalbuminas são alergénios major e res- e analisar as diferenças entre dts com diagnóstico em idade
ponsáveis pela alergia a múltiplos peixes por reatividade cruzada (RC) pediátrica(Cr,<18 anos) e adulta(Ad,>18 anos).
às parvalbuminas específicas de espécie. A RC à parvalbumina do Métodos: Estudo observacional retrospetivo dos dts seguidos no
bacalhau (Gadus callarias) Gad c 1 é considerada a mais frequente. serviço de Imunoalergologia, Fev/2009 a Jul/2017, com diagnóstico
Objectivo: Avaliação da aquisição de tolerância com base na de- de EoE. Foram divididos em Cr e Ad, caracterizados de acordo
terminação da parvalbumina recombinante rGad c 1 num grupo com dados demográficos,história de atopia, sintomas,
de doentes alérgicos a peixe. sensibilizações[Teste Cutâneos por Picada(TCP), Testes epicutâ-
Métodos: Estudo retrospetivo de 81 doentes – seguidos em Con- neos (TEpi)],IgE Total e Eo, achados na endoscopia digestiva
sulta de Alergia Alimentar – com alergia a peixe, confirmada por alta(EDA)e biopsias. Avaliou -se a correlação entre sensibilização
testes cutâneos e doseamento de IgE específica. A aquisição de alimentar, clínica grave(Idas ao SU ou internamento por complica-
tolerância ao peixe foi avaliada por prova de provocação oral ções de EoE,ClinG) ou histologia grave(biópsia com Eo>50 e/ou
(PPO). Análise estatística (SPSS V.23): estatísticas descritivas, tes- microabcessos,HistG).
te t -student e curva ROC. Resultados: 74 dts (81% sexo masculino, média de idades
Resultados: Foram incluídos 81 doentes (55 homens, 26 mulheres) 27±17anos),36 Cr e 38 Ad. Média de idades de início dos sintomas
com média de idade de 14±9 anos (62 com <18 anos). 63 (78%) tinham e de diagnóstico(anos) foi nas Cr 7 e 9, nos Ad 31 e 34, respeti-
história prévia de rinite, 35 (43%) de asma e 54 (67%) de eczema. A vamente. 96% Cr e 67% Ad tinham história de atopia. Os sintomas
média de idade no primeiro contacto conhecido com peixe foi mais frequentes foram disfagia(73%) e refluxo gastro-
8,9±4,0 meses (min 4, máx 36), sendo os contatos possíveis dis- -esofágico(46%) nas Cr; impactação(85%) e disfagia(46%) nos Ad.
tribuídos da seguinte forma: oral em 78 doentes (96%), cutâneo 92% das Cr e 71% dos Ad tinham sensibilização a aeroalergénios.
em 22 (27%) e inalatório (vapores) em 16 (20%). A média de idade Em 77% das Cr e 69% dos Ad havia sensibilização alimentar. Nas
da primeira manifestação clínica foi aos 39±87 meses. Consideran- Cr foram mais frequentemente positivos: TCPs a leite(25%) e
do apenas doentes cujos primeiros sintomas surgiram antes dos 5 mariscos(19%), TEpic a mariscos(50%) e carne(19%); nos Ad:
anos (n=66; 81%), a média é de 16±13 meses. As manifestações TCPs a leite(21%), frutos frescos e frutos secos(ambos 18%),
clínicas observadas foram: angioedema/urticaria em 58 doentes TEpic a mariscos(35%) e carne(13%). Nas EDA observou -se: es-
(72%), sintomas gastrointestinais em 28 (35%), eczema em 27 triação em 65% e placas brancas em 50% das Cr; placas brancas
(33%), sintomas respiratórios em 19 (23%), síndrome de alergia em 42% e anéis esofágicos em 35% dos Ad; 13% dos Ad tinham
oral em 10 (12%) e sintomas cardiovasculares em 2 (2%). 28 doen- estenose mas nenhuma Cr. HistG(46%) associou -se a ClinG(35%),
tes (35%) apresentaram anafilaxia. A IgE específica (sIgE) para rGad p=0,001, nas Cr, mas o mesmo não foi objetivado no grupo Ad
c 1 foi determinada antes e após aquisição de tolerância a, pelo [ClinG(22%) e HistG(17%), p=0,5]. Não houve correlação entre
menos, 1 peixe. Antes da tolerância, a sIgE (kU/L) tinha uma média sensibilização alimentar e ClinG ou HistG em ambos grupos
de 21,03±25; após: 3,22±5 (p<0.001). A curva ROC (área sob cur- (p>0,01).O valor médio de IgE Total(KUA/l)foi 653 nas Cr e 458
va 0.854) mostrou que, nesta população, uma sIgE rGad c 1<2,105 nos Ad. Os valores de eosinófilos foram 679 e 413, respetiva-
kU/L tem uma sensibilidade de 90,2% e especificidade de 62,5% de mente nas Cr e Ad.
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REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA

