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TESTE DE TRANSFORMAÇÃO LINFOCITÁRIA
NO ESTUDO DA HIPERSENSIBILIDADE A FÁRMACOS / ARTIGO ORIGINAL
associados à maioria dos falsos positivos e dos falsos Contacto
negativos, dada a sua predominância na amostra analisa- Sofia Farinha
Centro Hospitalar de Setúbal, Hospital São Bernardo
da, que não permite dar significado a estes resultados.
Rua Camilo Castelo Branco
Também o tempo decorrido entre a reação e a exe- 2910 -446 Setúbal
cução dos TTL no nosso grupo não permite comparações
ou conclusões, dada a elevada dispersão dos tempos na
amostra, óbvia pelos desvios -padrão das médias. REFERÊNCIAS
Apesar de todos os pontos fracos, o TTL permitiu
confirmar a alergia a um fármaco em 36 casos cuja con- 1. Demoly P, Adkinson NF, Brockow K, Castells M, Chiriac AM,
firmação não foi possível por testes cutâneos, represen- Greenberger PA, et al. International consensus on drug allergy.
Allergy 2014; 69: 420-37
tando este número 58,1% dos casos de alergia da amos-
2. Pichler WJ. Lymphocyte transformation test. In Hans -Werner
tra estudada. Para além disso, evidenciou uma provável Vohr (Ed.). Encyclopedia of Immunotoxicology (Online).
capacidade de identificar reatividade alérgica em vários 3. Pichler WJ, Tilch J. The lymphocyte transformation test in the
grupos e fármacos. diagnosis of drug hypersensitivity. Allergy 2004: 59: 809 -20.
4. Kano Y, Hirahara K, Mitsuyama Y, Takahashi R, Shiohara T. Uti-
li ty of the lymphocyte transformation test in the diagnosis of drug
sensitivity: dependence on its timing and the type of drug eruption.
CONCLUSÕES Allergy 2007; 62: 1439 -44.
5. Mayorga C, Celik G, Rouzaire P, Whitaker P, Bonadonna P, Cer-
O TTL revelou -se como um teste com razoável poder nadas JR, et al, on behalf of In vitro tests for Drug Allergy Task
Force of EAACI Drug Interest Group. In vitro tests for drug
de discriminação na identificação de um fármaco como
hypersensitivity reactions: an ENDA/EAACI Drug Allergy Inter-
causa de reação alérgica. No entanto, o diagnóstico não est Group position paper. Allergy 2016; 71: 1103 -34.
poderá dispensar uma cuidada análise da história clínica 6. Colégio de Imunoalergologia – Ordem dos Médicos. Manual de
e a execução de testes cutâneos, quando possível. Boas Práticas – Procedimentos diagnóstico e tratamento em
Imunoalergologia. Site da Ordem dos Médicos 2011.
Deverão ser revistos alguns pormenores de execução
7. Brockow K, Garvey LH, Aberer W, Atanaskovic -Markovic M,
técnica, como a forma do fármaco utilizada, no sentido Barbaud A, Bilo MB, et al. Skin test concentrations for systemi-
de otimizar os resultados. cally administered drugs – an ENDA/EAACI Drug Allergy Inter-
A interpretação dos índices de estimulação obtidos est Group position paper. Allergy 2013;68:702-12.
8. Aberer W, Bircher A, Romano A, Blanca M, Campi P, Fernandez
deverá ser revista e provavelmente ajustada de acordo
J, et al. Drug provocation testing in the diagnosis of drug hyper-
com o fármaco estudado. sensitivity reactions: general considerations. Allergy. 2003;58:
Serão necessários estudos mais alargados da sua uti- 854-63.
lização em vários grupos de fármacos. 9. Tomaz EMM, Viseu MR, Ferrão AF, Correia SH, Peres MJ, Reis
RP, et al. Optimising the lymphocyte transformation test in drug
Apesar dos seus pontos fracos, o facto de detetar um
allergy diagnosis. J Allergy Clin Immunol 2007; 119, Suppl: S39.
mecanismo envolvido na quase totalidade das reações 10. White KD, Chung WH, Hung SI, Mallal S, Phillips EJ. Evolving
alérgicas a fármacos, os seus resultados, a ausência de models of the immunopathogenesis of T cell -mediated drug al-
risco associado e a inexistência de técnicas in vitro alter- lergy: The role of host, pathogens, and drug response. J Allergy
Clin Immunol 2015; 136:219 -34.
nativas com bons resultados, justificam amplamente a sua
utilização no estudo da alergia a fármacos.
Financiamento: Nenhum
Declaração de conflitos de interesses: Nenhum
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REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA

