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XXXVIII REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS E DOS POSTERS





            CO 11 – Angioedema isolado: análise restrospetiva de   CO 12 – Dermatite de contacto alérgica a
            uma série de 53 doentes                           metilisotiazolinona: uma epidemia emergente
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            A P Galamba Palhinha , D Pina Trincão , M Paiva , P Leiria Pinto 1  L Amaral , E Silva , M Oliveira , A P Cunha 4
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            1   Hospital Dona Estefânia, Centro Hospitalar Lisboa Central,   1   Serviço de Imunoalergologia, Centro Hospitalar de São João
             E.P.E., Lisboa, PORTUGAL                          E.P.E., Porto, PORTUGAL
                                                              2   Serviço de Medicina do Trabalho e Saúde Ocupacional, Centro
            Introdução: O angioedema sem urticária (AESU) representa   Hospitalar do Baixo Vouga E.P.E., Aveiro, PORTUGAL
            cerca de 20% dos casos de angioedema(AE). A sua classificação foi   3   Serviço de Saúde Ocupacional, Centro Hospitalar de São João
            recentemente revista.                              E.P.E., Porto, PORTUGAL
            Objectivo: Caracterização clínica de uma população de doentes   4   Serviço de Dermatologia, Centro Hospitalar de São João
            com AESU.                                          E.P.E., Porto, PORTUGAL
            Metodologia: Avaliação retrospetiva de doentes com AESU ob-
            servados entre 2009 -2017 no Serviço de Imunoalergologia do   Introdução: A metilisotiazolinona (MI) é utilizada como conser-
            Hospital Dona Estefânia. Utilizou ‑se a classificação publicada em   vante em produtos domésticos, ocupacionais e, desde 2005, em
            2014 pelo HAWK Group.                             cosméticos. Faz parte da preparação de metilcloroisotiazolinona
            Resultados: Foram incluídos 53 doentes com média etária de   (MCI)/ MI e apenas nos últimos anos começou a ser testado iso-
            54±23 anos, dos quais 43 eram do sexo feminino. 11 doentes   ladamente como alergénio na série básica. Dados epidemiológicos
            tinham AE hereditário(AEH) e 42 AE adquirido(AEA). Todos os   recentes demonstraram que a taxa de sensibilização de MI varia
            doentes com AEH tinham deficiência de C1 ‑inibidor, dos quais 4   entre 1% e 6%, com um aumento acentuado nos últimos anos.
            tinham AEH do tipo 1 e 7 AEH do tipo 2. A idade média de   Objetivos: Caracterizar os doentes sensibilizados a MI e avaliar
            apresentação foi 8 anos e a demora média para diagnóstico   a prevalência de sensibilização a MI nos doentes que realizaram
            (DMD) de 6 anos. O AE dos membros (n=7) e a dor abdominal(n=7)   testes epicutâneos.
            foram os locais mais afectados e 2 tiveram edema da glote. 5   Métodos: Estudo transversal com inclusão dos doentes que rea-
            doentes estão sob profilaxia de longo prazo, 4 com antifibrino-  lizaram a série básica europeia e portuguesa do Grupo Português
            líticos e um com danazol, 5 doentes fizeram terapêutica com   de Estudo das Dermatites de Contacto, num departamento de
            concentrado de C1 -INH em contexto de crise grave. Relativa-  Dermatologia de um hospital terciário entre 2011 e 2016. Foram
            mente ao AEA, em 21 doentes foi diagnosticado AEA relaciona-  selecionados aqueles que apresentaram positividade para MI.
            do com os inibidores da enzima conversora da angiotensina (AEA-  Resultados: Dos 1768 doentes (70% mulheres) testados, 972
            -IECA), enquanto o AEA idiopático histaminérgico(AEA -IH) foi   (55%) apresentaram positividade de acordo com o sistema de pon-
            observado em 16 e o AEA idiopático não histaminérgico(AEA-  tuação do grupo internacional de dermatites de contato. Destes,
            -InH) em 5 doentes. Os doentes com AEA -IH iniciaram sintomas   114 indivíduos (12%) apresentaram positividade para MI; 81 (71%)
            aos 54 anos e a DMD foi de 3 anos, sendo a face a região mais   mulheres; idade média (mínimo -máximo) de 44,3 (8 -86) anos; 33%
            afetada(n=14). No AEA -IECA, a média etária foi 65 anos, tendo   apresentavam história pessoal de comorbilidades alérgicas. As
            o AE surgido entre 3 dias e 5 anos após inicio da terapêutica e a   mãos, isoladamente ou associadas a outras regiões do corpo foi o
            DMD foi de 1 ano. A área mais afectada foi a face(n=8), seguida   local afetado mais frequente (54 casos, 47%), seguida de dermati-
            pela língua(n=7). 2 doentes desenvolveram edema da glote. 4 de   te generalizada (33 casos, 29%). Nos doentes sensibilizados a MI,
            13 doentes que foram medicados com ARA -II mantiveram AE   não se verificaram diferenças significativas relativamente ao géne-
            que resolveu com a sua suspensão. Nos restantes doentes com   ro (p = 0,267), idade (p = 0,616) ou presença de comorbilidades
            AEA -IECA o AE resolveu após suspensão do fármaco. Os doen-  alérgicas (p = 0,536). A partir de junho de 2012, 1,1% dos doentes
            tes com AEA -InH tinham idade média inicial de 53 ano, e atingi-  apresentaram positividade para MI. Após 2012, observou -se um
            mento preferencial da face e extremidades. Dos 5 doentes com   aumento significativo na sensibilização a MI, que aumentou de 5,7%
            este diagnóstico, 3 encontram ‑se controlados sob profilaxia com   em 2013 para 6,3%, 11,9% e 12,2% em 2014, 2015 e 2016, respeti-
            antifibrinolíticos.                               vamente.
            Conclusões: O AESU integra um grupo heterogéneo de patolo-  Discussão: Nesta amostra verificou ‑se que, entre 2012 e 2016, a
            gias O AEH inicia -se em idade pediátrica e tem expressão clínica   sensibilização à metilisotiazolinona cresceu mais do que dez vezes.
            variável, enquanto o AEA é diagnosticado acima dos 50 anos, sen-  Estes dados fornecem evidência adicional da crescente epidemia
            do o AEA -IECA a causa mais frequente. Nalguns doentes os ARA-  de sensibilização à MI nos últimos anos, em conformidade com o
            -II podem associar -se com persistência de AE em doentes com   reportado em diversos países europeus e reforça a necessidade
            AEA ‑IECA. Os antifibrinolíticos parecem ser uma opção terapêu-  da determinação de concentrações seguras nos produtos, parti-
            tica eficaz em doentes com AEA ‑INH.              cularmente nos cosméticos.









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            REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA
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