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XLVII REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS,
            POSTERS E CASOS CLÍNICOS





            CC04 – DERMATITE DE CONTACTO ASSOCIADA            Esta sensibilização múltipla limita a escolha de sensores alternati-
            AO SENSOR GUARDIAN 4 EM ADOLESCENTE               vos, reforçando a necessidade de maior transparência na compo-
            COM MÚLTIPLAS SENSIBILIZAÇÕES                     sição destes dispositivos e da implementação de estratégias per-
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            Silva L , Guimarães J , Marcelino J 1,2,3 , Dias C , Vieira J , Pereira H ,   sonalizadas de proteção da barreira cutânea.
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            Gonçalves T , Ferrão A , Tomaz E 1
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            1  Unidade Local de Saúde da Arrábida, Setúbal, Portugal
            2  Charité-Universitätsmedizin Berlin, Berlim, Alemanha  CC05 – O EXERCÍCIO COMO ESTRATÉGIA
            3   Fraunhofer Institute for Translational Medicine and Pharmacology   TERAPÊUTICA NA URTICÁRIA COLINÉRGICA:
             ITMP, Berlim, Alemanha                           UM CASO DE INDUÇÃO DE TOLERÂNCIA
                                                                               1
                                                              Dourado C , Moscoso T , Chambel M 1
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            Introdução: A dermatite de contacto alérgica associada a senso-  1  Hospital Cuf Descobertas, Lisboa, Portugal
            res de monitorização contínua de glicose é um desafio crescente
            na população, em particular na pediátrica.        Introdução: A urticária colinérgica é uma urticária crónica indu-
            Descrição do caso clínico: Rapaz de 11 anos, com antecedentes   tível normalmente desencadeada pela elevação da temperatura
            pessoais de Diabetes Mellitus tipo 1 e dermatite atópica. Desde   corporal e pelo exercício físico. O diagnóstico baseia-se na histó-
            os 17 meses de idade, apresentava episódios recorrentes de lesões   ria clínica e confirmado por prova de provocação por ergometria.
            eczematosas, pruriginosas e exsudativas, estritamente localizadas   A abordagem terapêutica inclui anti-histamínicos de segunda ge-
            na área de inserção do sensor de glicose Freestyle Libre. Aos 9   ração e, em casos refratários, terapêutica biológica. A literatura
            anos passou a utilizar o sensor Guardian 4 (Medtronic). Inicalmen-  sobre protocolos de indução de tolerância pelo exercício físico é
            te com tolerância, mas após 18 meses de utilização, passou a de-  escassa.
            senvolver quadro de placas eritematosas recorrentes, exsudativas   Descrição: Mulher, de 37 anos, com rinite alérgica. Recorre à
            e descamativas, circunscritas aos locais de aplicação do sensor e   consulta por episódios diários de lesões maculopapulares pruri-
            adesivo. Foi referenciado a consulta de Imunoalergologia e foram   ginosas no tronco e membros inferiores, associadas a angioede-
            realizados testes epicutâneos que foram positivos para: Colofónia,   ma periférico, com dois anos de evolução. As lesões surgiam
            Metilisotiazolinona (MI), 2-hidroxietil metacrilato (HEMA), for-  após exercício físico e esforços mínimos (como caminhar), re-
            maldeído, dicromato de potássio e o adesivo do sensor Guardian   solvendo-se espontaneamente em 30 minutos. Sem outros sin-
            4. A evicção alergénica e implementação de barreiras físicas miti-  tomas associados. Medicada com bilastina 80 mg/dia, reduzida
            garam as lesões cutâneas enquanto se investigam alternativas ade-  para 40 mg/dia por efeitos adversos, com controlo parcial dos
            quadas.                                           sintomas. Persistia sensação de queimadura/calor corporal e
            Discussão: Ainda que não se possa estabelecer causalidade defi-  marcada intolerância ao exercício, com aparecimento de urticá-
            nitiva, a positividade ao HEMA e ao adesivo do Guardian 4 apoiam   ria após cinco minutos de marcha. Iniciou, no domicílio, um
            a hipótese de reatividade cruzada com acrilatos estruturalmente   programa progressivo de exercício em passadeira e com bicicle-
            relacionados. A reação à colofónia sugere a presença de resinas   ta estática, associado à medicação. Verificou-se aumento gradual
            naturais usadas na fixação do adesivo, também possivelmente en-  da tolerância ao exercício, de uns minutos inicialmente até duas
            volvidas na hipersensibilidade. As reações positivas à MI e formal-  horas sem aparecimento de lesões com a evolução dos treinos
            deído sugerem sensibilizações prévias a conservantes ubíquos em   (figuras 1 e 2). A interrupção da atividade física durante um mês
            produtos de higiene e desinfeção e fitas médicas utilizadas na fixa-  associou-se a recidiva clínica, com recuperação após dois meses
            ção do sensor. Já a reação ao dicromato de potássio poderá tra-  de reintrodução consistente do exercício. Atualmente, sob bi-
            duzir sensibilização prévia com relevância clínica local pela liber-  lastina 40 mg + 10 mg, apresenta escassas lesões e prurido ligei-
            tação de vestígios de crómio pela agulha do dispositivo na inserção.   ro no exercício prolongado.























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            REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA
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