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XLVII REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS,
POSTERS E CASOS CLÍNICOS
PO27 – ASSOCIAÇÃO ENTRE A IGE ESPECÍFICA PO28 – AVALIAÇÃO DE UM PROGRAMA DE
PARA VESPA VELUTINA NIGRITHORAX E A FORMAÇÃO EDUCACIONAL NO CONHECIMENTO,
GRAVIDADE DA ANAFILAXIA: UMA COORTE CAPACITAÇÃO E CONFIANÇA RELATIVA A
DE 19 DOENTES DOENÇAS ALÉRGICAS EM PROFISSIONAIS DE SAÚDE
Macedo C , Miranda J , Barata L , Salgado M , Barata L , Alendouro P , Sousa J , Silva D , Moreira A , Piedade N , Rosmaninho I ,
2,3
2,3
2,3
1,4
2,3
1
1
1
1
1
1
3,9
3
5
Geraldes L 1 Soares A , Martins C , von Hafe S , Silva L , Pádua I 6,7,8 , Maia A ,
3
2,3
1 Uls Alto Ave, Guimarães, Portugal Lourinho I 10,11
Objetivos: Caracterizar o perfil demográfico, clínico e de sensi- 1 Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, Porto, Portugal
bilização em doentes com alergia ao veneno de Vespa velutina 2 Unidade de Imunologia Básica e Clínica, Departamento Patologia;
nigrithorax (VVN) e explorar a associação entre biomarcadores Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, Porto, Portugal
laboratoriais e a gravidade da anafilaxia. 3 Serviço de Imunoalergologia, ULS São João, E.P.E Centro Hospitalar
Metodologia: Estudo observacional retrospetivo de 19 doentes Universitário de São João, Porto, Portugal
com reação sistémica após picada de VVN, seguidos numa consul- 4 Instituto Português de Oncologia do Porto Francisco Gentil, Porto,
ta de Imunoalergologia. Analisaram-se variáveis demográficas, Portugal
antecedentes de exposição a himenópteros, gravidade da reação 5 Equipa Saúde Escolar, UCC Castelo da Maia, ULS São João, Maia,
(escala modificada da WAO), triptase basal, IgE específica para Portugal
Apis mellifera, Vespula spp, Vespa crabro, Polistes spp, VVN e 6 University Institute of Health Sciences (IUCS-CESPU), Gandra,
respetivos componentes moleculares. Os biomarcadores foram Portugal
comparados entre doentes utilizando o teste de Mann–Whitney. 7 i4HB / UCIBIO – Translational Toxicology Research Laboratory,
Resultados: A idade média foi de 57,2±20,4 anos, com predomí- Gandra, Portugal
nio do sexo masculino (89,5%) e residência em meio rural (89,5%). 8 CUF Porto Trindade Hospital, Porto, Portugal
A maioria dos doentes (18/19; 94,7%) referia antecedentes de pi- 9 EPIUnit – Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto,
cadas por himenópteros, dos quais 4/18 (22,2 %) tinham sido pre- Laboratório para a Investigação Integrativa e Translacional em
viamente picados por VVN. Todos os doentes apresentaram sen- Saúde Populacional (ITR), Porto, Portugal
sibilização a outros vespídeos. Os níveis médios de IgE específica 10 ICBAS – Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar,
foram Vespula spp (13,7±12,5 kUA/L), Vespa crabro (11,4±11,8 Universidade do Porto, Porto, Portugal
kUA/L), VVN (11,3±13,9 kUA/L) e Polistes spp (7,5±9,5 kUA/L). A 11 ISPUP – Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto,
triptase basal encontrava-se disponível em 18 doentes, com valor Porto, Portugal
médio de 4,66±1,93 µg/L, sem valores sugestivos de doença mas-
tocitária. Os doentes com anafilaxia grau 4 (n=10) apresentaram Objetivo: Desenvolver e avaliar o impacto de uma intervenção
IgEs VVN significativamente superior à dos doentes grau 3 (n=9) educacional baseada em casos-problema no conhecimento e per-
(mediana 14,40 vs. 1,40 kUA/L; p=0,020). Não se observaram di- ceção de confiança e capacitação de profissionais de saúde em
ferenças significativas para os restantes biomarcadores. áreas-chave da imunoalergologia.
Conclusões: Nesta coorte, a alergia ao veneno de VVN ocorreu Metodologia: Realizou-se um estudo quasi-experimental pré-
predominantemente em homens residentes em meio rural e pre- -pós, sem grupo de controlo, desenhado segundo o modelo ADDIE
viamente expostos a himenópteros. A ocorrência de anafilaxia na e reportado de acordo com as guidelines TREND e TIDieR. A
primeira picada identificada por VVN na maioria dos doentes é intervenção decorreu nas jornadas de imunoalergologia da ULS
compatível com sensibilização prévia por reatividade cruzada com São João, em formato presencial e online, abrangendo anafilaxia/
outros vespídeos, suportada pela elevada homologia entre os prin- alergia alimentar, asma, diagnóstico alergológico, dessensibilização/
cipais alergénios. A IgEs VVN foi o único biomarcador associado imunoterapia e autocuidado. O conhecimento e a perceção de
à maior gravidade da anafilaxia, sugerindo potencial valor prognós- confiança/capacitação foram avaliados por questionário pré e pós-
tico a confirmar em estudos multicêntricos. -formação. O conhecimento através de score global de 0–12 e a
confiança/capacitação por escala de Likert. O projeto foi aprova-
do pela comissão de Ética da ULS São João.
Resultados: Inscreveram-se 185 profissionais de saúde, dos quais
74 completaram a avaliação pré-pós. O score global de conheci-
mento aumentou significativamente, de uma mediana de 9,5 [8,0;
11,0] para 11,0 [9,0; 12,0] (p<0,001). Observou-se melhoria na
perceção de confiança e de capacitação aos seis meses (n=25) e
elevada satisfação com a formação (n=41).
Conclusões: A intervenção associou-se a melhoria do conheci-
mento e da perceção de confiança e capacitação em imunoalergo-
logia, embora persistam fragilidades em domínios como anafilaxia,
avaliação funcional respiratória, diagnóstico alergológico e imuno-
terapia, que reforçam a necessidade de treino prático regular.
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REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA

