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XLVII REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS,
            POSTERS E CASOS CLÍNICOS





            PO24 – ESCALADA DA DOSE DE MANUTENÇÃO             PO25 – CARACTERIZAÇÃO DOS DOENTES SOB
            NA IMUNOTERAPIA COM VENENOS DE                    IMUNOTERAPIA COM VENENO DE
            HIMENÓPTEROS: SÉRIE DE SEIS CASOS                 HIMENÓPTEROS COM DOSE DE MANUTENÇÃO DE
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            Grilo Mendes A , Barradas Lopes J , Ferreira J , Barreira P 1  200µG DE VENENO DE APIS MELLIFERA
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            1  Unidade Local de Saúde Gaia/Espinho, Vila Nova de Gaia, Portugal  Gonçalves L , Tavares V , Caiado J, Branco Ferreira M , Cosme J 1,2
                                                                                                   1,2
                                                              1   Serviço de Imunoalergologia, Unidade Local de Saúde de Santa
            Introdução: A imunoterapia com venenos de himenópteros (VIT)   Maria, Lisboa, Portugal
            é o tratamento de eleição para a prevenção de reações sistémicas   2   Clínica Universitária de Imunoalergologia, Faculdade de Medicina
            após novas picadas. Contudo, uma pequena proporção de doentes   da Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal
            mantém reações sistémicas após repicada ou durante a própria
            VIT, podendo beneficiar do aumento da dose de manutenção para   Os doentes sob imunoterapia com veneno de himenópteros (VIT)
            200 µg. A evidência relativa à segurança e eficácia desta estratégia   com 100 µg de dose de manutenção por vezes mantêm reações
            permanece limitada.                               sistémicas, não tendo alcançado assim o estado de dessensibiliza-
            Descrição dos casos: Descrevem-se seis doentes (4 homens),   ção. Estes doentes podem beneficiar do aumento para 200 µg.
            idade 30-74 anos, submetidos a VIT por alergia ao veneno de   Objetivos: caracterização dos doentes sob 200 µg de VIT a abelha.
            abelha (Apis mellifera, n=4), vespa (Vespula spp., n=1) e Vespa   Estudo retrospetivo dos doentes que aumentaram dose de manu-
            velutina (n=1). Todos apresentavam antecedentes de anafilaxia   tenção de VIT com Apis mellifera para 200 µg. Avaliaram-se dados
            (grau III-IV de Mueller) e resposta insuficiente à dose convencio-  demográficos, clínicos e laboratoriais. A anafilaxia foi classificada
            nal de manutenção (100 µg), evidenciada por reações sistémicas   segundo a escala de Ring and Messmer.
            durante a VIT e/ou após repicada. Em todos foi efetuada escala-  Incluídos 7 doentes com anafilaxia a veneno de abelha (4 mulheres;
            da progressiva da dose com aumentos de 20 µg a cada 4 semanas   idade média 44,29±8,01 anos no início da VIT, nenhum com mas-
            até atingir 200 µg. Três doentes necessitaram de terapêutica   tocitose sistémica). No aumento foi utilizado o protocolo de Ruëff
            adjuvante com omalizumab para melhorar a tolerância e permi-  et al (2024). O motivo do aumento foi: A-anafilaxia durante a
            tir a escalada da dose. Até à data, três doentes atingiram e man-  manutenção (n=4); B-anafilaxia pós suspensão de omalizumab
            têm a dose de 200 µg, dois encontram-se em fase de incremen-  (n=3).
            to e um apresentou falência terapêutica, por persistência de   Na indução, 5 doentes tiveram anafilaxia graus 2 e 3 no Ultra-rush
            reações sistémicas, apesar de VIT com 200 µg associada a oma-  (UR) e 1 grau 2 no Cluster.
            lizumab, tendo sido suspensa a imunoterapia. Nos cinco doentes   No Grupo A, 2 doentes apresentaram anafilaxia com a repicada,
            que permanecem em tratamento, a escalada da dose decorreu   graus 1 e 2 no 5º ano de VIT, e 1 grau 2 no 4ºano; 1 doente apre-
            sem intercorrências.                              sentou múltiplas anafilaxias (graus 2 e 3), com dificuldade em atin-
            Discussão: Nesta série de casos, a escalada da dose de manu-  gir os 100 µg. No Grupo B, todos apresentaram anafilaxia (graus
            tenção da VIT para 200 µg demonstrou um perfil de segurança   2 e 3) nas tentativas de suspensão de omalizumab, mesmo com
            favorável, mesmo em doentes considerados de elevado risco.   otimização da terapêutica adjuvante. Todos os doentes toleraram
            Contudo, o reduzido tempo de seguimento e a ausência de um   os 200 µg, sem reações locais ou sistémicas. Após os 200 µg,
            número suficiente de repicadas após a escalada não permitem,   apenas 1 doente (Grupo A) foi repicado, tendo apresentado obs-
            nesta fase, aferir a eficácia clínica desta estratégia. Estes resul-  trução nasal transitória, sem necessidade de adrenalina. Dados
            tados apoiam a segurança da escalada da dose em doentes se-  laboratoriais apresentados na tabela I.
            lecionados, sendo necessários estudos prospetivos com maior   A subida para 200 µg parece ser bem tolerada, sem reações asso-
            dimensão e seguimento prolongado para confirmar o benefício   ciadas mesmo nos doentes que apresentaram anafilaxia com VIT
            clínico.                                          100 µg, devendo ser considerada em doentes não dessensibiliza-
                                                              dos. Será importante avaliar se o perfil das IgE específicas após os
                                                              200µg acompanha o benefício clínico.




















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            REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA
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