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XLVII REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS,
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          PO19 – UTILIZAÇÃO DE DUPILUMAB EM DOENTES         PO20 – PADRÕES DE REATIVIDADE CLÍNICA
          COM ESOFAGITE EOSINOFÍLICA REFRATÁRIA             E LABORATORIAL NA ALERGIA ALIMENTAR
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          Grilo Mendes A , Garcia M , Queirós Gomes J , Reis Ferreira A 1  A SEMENTES DE GIRASSOL
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          1   Serviço de Imunoalergologia da ULSGE, Vila Nova de Gaia,   C. Pereira L , Alves M , Tavares B , Todo Bom A , Carrapatoso I ,
                                                                                                         1
                                                                           1
           Portugal                                         Maresch  2
          2   Serviço de Imunoalergologia do Hospital Dr Nélio de Mendonça,   1  Serviço de Imunoalergologia, ULS de Coimbra, Coimbra , Portugal
           Funchal, Portugal                                2  Serviço de Patologia Clínica, ULS de Coimbra, Coimbra , Portugal
          Introdução: O dupilumab constitui uma opção terapêutica para   Introdução: O girassol pode ser consumido como semente iso-
          doentes com esofagite eosinofílica (EEo) refratária, existindo ain-  lada, óleo, componente de diversos alimentos e ração para animais.
          da experiência limitada em contexto de prática clínica nacional. O   A alergia alimentar a semente de girassol é rara, sendo frequentes
          objetivo deste trabalho foi descrever a experiência de um centro   manifestações clínicas graves, incluindo anafilaxia. Estão caracte-
          de Imunoalergologia com dupilumab em doentes com EEo refra-  rizados 4 alergénios alimentares: 3 albuminas 2S (Hel a 15, 16 e
          tária.                                            17) e 1 LTP (Hel a 3), responsáveis por reatividade cruzada com
          Métodos:  Estudo observacional retrospetivo dos doentes com   significado clínico. Atualmente não é possível identificar, por roti-
          EEo tratados com dupilumab (300 mg semanal) no nosso centro.   na, os alergénios implicados.
          Foram avaliadas características e resposta clínicas, evolução en-  Objetivos: Caracterizar os padrões de reatividade clínica e labo-
          doscópica e histológica e segurança.              ratorial na alergia alimentar a sementes de girassol.
          Resultados: Dos 36 doentes codificados como tendo EEo, 4   Metodologia: Foi efetuado estudo retrospetivo de doentes se-
          encontravam-se sob dupilumab, por persistência de atividade   guidos por Imunoalergologia entre 2008 e 2026, sintomáticos após
          clínica e/ou histológica, apesar de tratamento otimizado com   ingestão de sementes de girassol. Foram registados dados demo-
          inibidor da bomba de protões em dose dupla e corticoterapia   gráficos, exposição a sementes, manifestações clínicas de alergia,
          tópica. Todos eram do sexo masculino, com idades entre os 16   atopia, resultados de testes cutâneos e/ou doseamentos de IgE
          e os 50 anos, apresentavam doença de longa duração (mediana   específica (sIgE) a extratos totais e a monocomponentes, quando
          de 7 anos) e história de impactações alimentares recorrentes.   possível. A gravidade das manifestações foi classificada segundo a
          Um apresentava estenose esofágica com necessidade de múltiplas   escala oFASS-5.
          dilatações endoscópicas e outro sofreu laceração esofágica após   Resultados: Identificou-se alergia a sementes de girassol em 21
          impactação alimentar com necessidade de internamento. Três   doentes, (15 género feminino). Os três padrões de reatividade
          doentes apresentavam comorbilidades atópicas (asma e/ou rino-  identificados foram: alergia isolada (n=8), alergia alimentar simul-
          conjuntivite alérgica). Nenhum fez evicção alimentar empírica.   tânea a frutos secos e/ou leguminosas (n=4), alergia alimentar si-
          Após uma mediana de 12 meses de tratamento verificou-se me-  multânea – síndrome LTP (n=9). Na tabela 1, indicam-se os res-
          lhoria clínica em todos, com resolução da disfagia e ausência de   tantes resultados para os 3 padrões de reatividade identificados,
          novas impactações. Todos apresentaram resposta histológica,   e na tabela 2 indica-se a análise estatística referente à idade de
          tendo três atingido remissão (≤6 eosinófilos/CGA). No doente   início de sintomas.
          com fenótipo fibroestenótico verificaram-se melhoria clínica e   Conclusões: Esta amostra corrobora a raridade desta alergia,
          remissão histológica, apesar da persistência da remodelação en-  particularmente a alergia isolada (possivelmente dependente de
          doscópica (traquealização e diminuição do calibre do lúmen). Em   alergénios específicos), de início mais tardio, com maior exposição
          dois doentes foi possível suspender a corticoterapia tópica após   a sementes para alimentação de aves, podendo constituir uma via
          remissão. Não ocorreram efeitos adversos graves nem interrup-  de sensibilização. Nos restantes grupos a reatividade cruzada po-
          ções do tratamento.                               derá explicar a sensibilização múltipla. A discrepância de idades
          Conclusões: Nesta série de casos, o dupilumab demonstrou efi-  entre os vários grupos pede uma reflexão e mais estudos sobre
          cácia e segurança em doentes com EEo refratária, incluindo doen-  exposição aos alergénios implicados e fatores que potenciem sen-
          ça de longa duração e fenótipo fibroestenótico, permitindo bene-  sibilização a determinados alergénios bem como a necessidade de
          fício clínico consistente, remissão histológica na maioria dos casos   melhorar métodos de diagnóstico.
          e redução da necessidade de corticoterapia tópica.
















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                                             REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA
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