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XLVII REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS,
POSTERS E CASOS CLÍNICOS
Metodologia: A monitorização aerobiológica realizou-se com um PO23 – PERFIL DE SENSIBILIZAÇÃO A
captador volumétrico tipo Hirst (EN 16868:2019). A época polí- AEROALERGÉNIOS POR FAIXA ETÁRIA NUMA
nica principal (EPP) e o calendário polínico foram determinados POPULAÇÃO ATÓPICA DO SUL DE PORTUGAL
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utilizando o módulo AeRobiology para R. A variação intradiária Coelho J , Lages M , Santos N , Paes M , Ribeiro F , São Braz M 1
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horária foi analisada nos dias da EPP com concentrações superio- 1 ULS Algarve – Serviço de Imunoalergologia, Faro, Portugal
res à média sazonal e ausência de precipitação. O potencial impac-
to na saúde foi avaliado pela frequência de dias com concentrações Objetivos : A prevalência das doenças alérgicas apresenta uma
acima dos limiares de risco descritos na literatura. tendência crescente, agravada pelas alterações climáticas que in-
Resultados: Identificaram-se 37 tipos polínicos, totalizando tensificam as estações polínicas na Europa. As guidelines ARIA-
145003 grãos/m³ durante o período de estudo (37447 grãos/m³ -EAACI 2024–2025 reforçam a necessidade de dados epidemio-
em 2023 e 67765 grãos/m³ em 2024). O espetro polínico foi do- lógicos locais para orientar a seleção de baterias de testes cutâneos
minado por Quercus (25%) e Cupressaceae (12%). O calendário por picada (TCP) e imunoterapia específica adaptada ao perfil
polínico evidenciou uma sucessão sazonal iniciada por táxones de alergénico regional e à faixa etária. O objetivo deste trabalho é
floração invernal (Fraxinus, Cupressaceae, Alnus, Corylus), segui- caracterizar o perfil de sensibilização cutânea a aeroalergénios
da de intensa emissão polínica na primavera com Platanus, Betula, numa população atópica do sul de Portugal, estratificado por faixa
Quercus e Pinus, a presença prolongada de concentrações rele- etária.
vantes de Urticaceae e Poaceae durante a primavera e o verão, e Metodologia: Estudo observacional retrospetivo de doentes
no final da primavera com Olea e Castanea. A dinâmica intradiária atópicos que realizaram TCP na Unidade Local de Saúde do Algar-
revelou cinco padrões: picos diurnos (Alnus, Fraxinus, Platanus), ve entre 2021-2025. Foram avaliadas variáveis clínicas, demográfi-
distribuição bimodal (Olea, Poaceae), picos matinais associados a cas e perfil de sensibilização. Os aeroalergénios foram agrupados
fontes locais (Cupressaceae), concentrações constantes ao longo em ácaros, faneras, pólenes, profilina e fungos e estratificados por
do dia com pico ao fim da tarde (Castanea, Pinus, Quercus, Urti- idade: <6, 6–11, 12–17 e ≥18 anos.
caceae) e picos noturnos indicativos de transporte atmosférico a Resultados: Incluíram-se 2873 doentes (52,3% masculinos; média
longa distância (Betula). Os limiares clínicos foram frequentemen- de idade 28,5±19,9 anos). Os ácaros apresentaram maior preva-
te excedidos, sobretudo para Poaceae e Cupressaceae. lência de sensibilização (82,7%), seguidos dos pólenes (67,3%) e
Conclusão: O perfil aerobiológico de Bragança apresenta eleva- faneras (41,6%). Dermatophagoides pteronyssinus foi o alergénio
da diversidade polínica e exposição alergénica prolongada ao lon- mais prevalente (71,6%) em todas as faixas etárias; entre os póle-
go do ano, constituindo um desafio para a prevenção e gestão das nes predominaram gramíneas (42,6%) e oliveira (39,4%) (Figura 1).
doenças alérgicas na região. A co-sensibilização a Dermatophagoides pteronyssinus/Dermato-
Agradecimentos: Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), phagoides farinae (63,1%) e a gramíneas/oliveira (24,5%) foi fre-
I.P., pela bolsa de doutoramento (2023.02934.BD) de T. Ribeiro. quente, com padrões distintos de mono- e co-sensibilização por
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REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA

