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XLVII REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS,
POSTERS E CASOS CLÍNICOS
TCP, TCPP e IgE específica apresentaram valores superiores nas clusão de alergia (p=0,001), ao contrário do PEN-FAST (p=0,306).
PPO positivas (p<0,001). O TCP apresentou o melhor desempenho A discordância entre os scores foi significativa (44,0%,p<0,001),
(AUC 0,848; IC95% 0,705–0,990), seguido do TCPP (AUC 0,795; especialmente na identificação de falsos positivos (38:PEN-FAST;
IC95% 0,649–0,941) e IgE específica (AUC 0,731; IC95% 0,572– 2:BL-Predictor).
0,889). Os cut-offs de Youden foram ≥3mm, ≥3,5mm e ≥0,21kUA/L. Conclusão: Globalmente, o desempenho do BL-Predictor nesta
Limiares de ≥3,5mm, ≥8mm e ≥2,0kUA/L apresentaram especifi- coorte pediátrica foi mais consistente e alinhou-se com o descrito
cidades de 92,9%, 93,1% e 93,1%. Nenhum cut-off positivo atingiu nos estudos de validação em população adulta, sugerindo potencial
sensibilidade ≥90%. Jug r 1 negativo apresentou VPN de 88,2% utilidade deste score na estratificação do risco de hipersensibili-
(IC95% 67,8–96,4). dade a β-lactâmicos em idade pediátrica. Contudo, a ocorrência
Conclusão: O TCP apresentou o melhor desempenho, seguido de falsos negativos reforça que a sua utilização não dispensa a
do TCPP e da IgE específica. Identificaram-se limiares explora- confirmação diagnóstica por prova de provocação.
tórios de elevada especificidade, mas nenhum excluiu alergia
com segurança. A heterogeneidade metodológica e a reduzida
dimensão das subamostras limitaram a avaliação dos componen- PO18 – IMUNOTERAPIA ORAL VERSUS
tes moleculares. A PPO mantém-se essencial perante incerteza INTRODUÇÃO DE PROTEÍNA DO LEITE DE VACA
diagnóstica. ORIENTADA POR PROVAS DE PROVOCAÇÃO ORAL
SEQUENCIAIS: SELEÇÃO E RESULTADOS
Silva J , Soares A , Rosmaninho I , Piedade N , Coimbra A , Silva D 1
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PO17 – PEN-FAST OU BL-PREDICTOR? 1 ULS S. João, Porto, Portugal
ESTRATIFICAÇÃO DO RISCO DE
HIPERSENSIBILIDADE A Β-LACTÂMICOS EM IDADE Objetivos: Comparar as características clínicas, imunológicas e
PEDIÁTRICA os resultados de crianças e adolescentes com alergia às proteínas
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Manso Preto L , Barros F , Guedes C , Regalo S , Alves M , do leite de vaca (APLV) submetidos a imunoterapia oral (ITO) ou
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1,2
Carrapatoso I , Todo Bom A , Botelho Alves P 1,2 a introdução de proteínas do leite de vaca (PLV) orientada por
1 ULS Coimbra, Coimbra, Portugal provas de provocação oral (PPO) sequenciais, identificando fatores
2 Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, Coimbra, associados a cada estratégia.
Portugal Metodologia: Estudo retrospetivo de crianças e adolescentes
avaliados entre 2010 e 2025. Dos 111 doentes identificados, in-
Introdução/Objetivos: A suspeita de hipersensibilidade aos an- cluíram-se os submetidos a ITO e os que realizaram pelo menos
tibióticos β-lactâmicos é um motivo frequente de referenciação à três PPO, mantendo a quantidade de PLV tolerada. Compara-
consulta de Imunoalergologia. Na idade adulta, foram desenvolvi- ram-se características clínicas, sensibilização, tolerância na pri-
dos scores clínicos para estratificação do risco de alergia, nomea- meira PPO e tolerância final pelos testes de Mann–Whitney e
damente o PEN-FAST e o BL-Predictor, mas o seu desempenho exato de Fisher.
em idade pediátrica permanece por validar. Este estudo teve como Resultados: Incluíram-se 53 doentes, 30 do sexo masculino
objetivo avaliar e comparar o desempenho diagnóstico do PEN- (56,6%): 14 submetidos a ITO e 39 a introdução orientada por
-FAST e do BL-Predictor numa coorte pediátrica. PPO sequenciais. Os selecionados para ITO eram mais velhos
Material/Métodos: Estudo retrospetivo de crianças (<18anos) na primeira PPO (5,0 vs. 3,0 anos; p=0,035), apresentavam
com suspeita de hipersensibilidade a β-lactâmicos que concluíram maior IgE específica para leite de vaca (p=0,036) e caseína
o estudo alergológico no serviço de Imunoalergologia num hospi- (p<0,001), e tiveram maior seguimento (67,7 vs. 34,7 meses;
tal terciário entre 2020 e 2026. Os scores PEN-FAST e BL-Pre- p=0,041). Na primeira PPO, foi possível introduzir PLV na die-
dictor foram calculados com base nas características da reação- ta em 28/39 (71,8%) doentes do grupo das PPO sequenciais:
-índex. O diagnóstico de alergia foi confirmado por prova de 16/39 (41,0%) toleraram uma dose baixa (0–10 mL) e 12/39
provocação positiva e, em casos selecionados, testes cutâneos (30,8%) uma dose intermédia (>10–60 mL). No grupo de ITO,
positivos. O desempenho diagnóstico foi avaliado pela AUC e pe- a introdução foi possível em 4/13 (30,8%; p=0,019). A tolerância
las restantes medidas de validade diagnóstica, bem como outras final à PLV foi superior no grupo das PPO sequenciais (87,2%
medidas de associação para variáveis de distribuição não normal. vs. 57,1%; p=0,049).
Resultados: Foram incluídas 91 crianças, das quais 9 (9,9%) apre- Conclusões: A ITO foi selecionada em doentes mais velhos, com
sentaram alergia confirmada (7:prova de provocação positiva, com maior sensibilização ao leite de vaca e à caseína e menor tolerân-
reação ligeira; 2:testes intradérmicos positivos). Embora a diferen- cia na primeira PPO. A estratégia baseada em PPO sequenciais
ça entre as AUC não tenha sido estatisticamente significativa, o permitiu a introdução da quantidade de PLV tolerada e associou-
BL-Predictor apresentou maior capacidade discriminativa (AUC -se a maior proporção de doentes tolerantes na avaliação final,
0,785 vs 0,658). Em contrapartida, o PEN-FAST apresentou maior embora tenha sido aplicada a doentes com fenótipo basal mais
sensibilidade (66,7% vs 44,4%). Relativamente à classificação, o favorável (mais jovens, com menor sensibilização e maior tolerân-
baixo risco no BL-Predictor associou-se significativamente à ex- cia inicial).
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REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA

