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XLVII REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS,
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          Discussão: Este caso ilustra o potencial benefício do exercício   observação direta de lesão eritematosa túmida na região infrauri-
          físico regular e progressivo como estratégia de indução de tole-  cular direita (Figura 1), motivou que o diagnóstico de urticária
          rância na urticária colinérgica. A recorrência após interrupção e   fosse questionado e referenciada para Dermatologia. A biópsia
          a melhoria com a retoma sugerem um efeito dependente da ex-  cutânea revelou um infiltrado inflamatório perivascular e periane-
          posição contínua, traduzindo elevação transitória do limiar de   xial com um aumento da deposição de mucina na derme. A cor-
          reatividade. Embora promissora, esta abordagem exige avaliação
          do risco de manifestações sistémicas, reforçando a necessidade de
          mais literatura sobre o tema.


          CC06 – QUANDO A URTICÁRIA NÃO É URTICÁRIA:
          UM DESAFIO DIAGNÓSTICO
          Barros F , Geraldes R , Figueiredo A , Farinha I , Todo-Bom A 1
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          1  Serviço de Imunoalergologia - ULSCoimbra, Coimbra, Portugal
          2  Serviço de Dermatologia - ULSCoimbra, Coimbra, Portugal
          Introdução: A urticária caracteriza-se por pápulas pruriginosas,
          com ou sem angioedema e classifica-se em urticária crónica (UC)
          quando persiste por mais de 6 semanas. Contudo, lesões urtica-
          riformes persistentes, atípicas ou refratárias à terapêutica devem
          motivar a reconsideração do diagnóstico e investigação de diag-
          nósticos diferenciais. Apresenta-se um caso clínico que evidência
          os desafios da prática clínica perante a ausência de lesões ou fo-
          tografias das mesmas à avaliação clínica.
          Descrição do caso clínico: Jovem do sexo feminino, 27 anos,
          referenciada à consulta de Imunoalergologia por urticária com 10
          anos de evolução. Reportava lesões cutâneas recorrentes na face,
          pescoço e tórax, predominantemente nas estações quentes, re-
          fratárias anti-histamínicos orais. Na primeira consulta, sem lesões
          ou fotografias das mesmas, reportava lesões eritematoprurigino-
          sas com duração inferior a 24 horas, foi medicada com anti-hista-
          mínicos e solicitado estudo analítico. O estudo inicial revelou
          apenas ligeira eosinofilia periférica. Em consulta subsequente, a


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                                             REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA
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