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XLI REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS E DOS POSTERS





            CC 08 – Experiência de administração de lanadelumab   CC 09 – Rinossinusite crónica complicada por epistaxis
            – Caso clínico                                    recorrente como causa de descontinuação de
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            A Spínola Santos , M Branco Ferreira , N Fernandes , E Pedro 1  terapêutica de pressão positiva contínua na via aérea
            1   Serviço de Imunoalergologia, Hospital Santa Maria, Centro   D Canhoto, A J Ferreira
             Hospitalar Universitário de Lisboa Norte, Lisboa, PORTUGAL  Serviço de Pneumologia, Centro Hospitalar e Universitário de
            2   Clínica Universitária de Imunoalergologia, Faculdade de Medicina,   Coimbra, Coimbra, PORTUGAL
             Universidade de Lisboa, Lisboa, PORTUGAL
                                                              Objectivo: A rinossinusite crónica é uma causa comum de má
            Objectivo: O lanadelumab é um anticorpo monoclonal humani-  adesão à terapêutica de pressão positiva contínua na via aérea
            zado que inibe a calicreína plasmática e está indicado no tratamen-  (CPAP), geralmente por xerose e obstrução nasal. Numa pequena
            to profilático de longa duração (TPLD) das crises agudas de an-  fracção de doentes, as complicações hemorrágicas são o factor
            gioedema hereditário (AEH) tipo 1 e tipo 2.       motivante da descontinuação desta terapêutica, constituindo fac-
            Descreve -se a experiência da administração do lanadelumab numa   tores de risco para a sua ocorrência a utilização de anticoagulação
            doente (dte) com diagnóstico de AEH com contraindicação TPLD   e pressões elevadas.
            com androgénios.                                  Metodologia: Homem de 80 anos, autónomo, foi admitido em
            Metodologia: Caso Clínico: Dte 37 anos, sexo F, com o diagnós-  Serviço de Urgência por epistaxis aguda de elevado débito da
            tico de AEH tipo 2 desde os 12 anos, manifestado por crises re-  porção anterior da face direita do septo nasal, ocorrida durante
            correntes de angioedema com envolvimento cutâneo/ mucoso da   o sono, acompanhada de síncope e lesão renal aguda pré -renal. A
            face e faríngeo -laríngeo frequente e crises abdominais. Aos 16 anos   hemorragia foi controlada com tamponamento anterior com po-
            teve crise com asfixia que motivou ITO. Desde então, iniciou an-  límero não absorvível de álcool de polivinil e absorvível de celulo-
            drogénios como TPLD até aos 28 anos, altura em que se detetou   se oxidada, tendo o doente tido alta após vigilância com prescrição
            nodulo hepático no controlo ecográfico que foi avaliado poste-  de antibioterapia e pomada hemostática para aplicação local.
            riormente por TAC abdominal e biópsia hepática ecodirigida que   Tratava -se de doente hipertenso com rinossinusopatia crónica com
            mostrou hiperplasia nodular focal. Iniciou C1 inibidor ev como   anos de evolução não medicada, e hipocoagulado com rivaroxaba-
            TPLD, suspendeu os androgénios e a dte engravidou pela 1.ª vez.   no por fibrilhação auricular paroxística.
            Durante toda a gravidez teve necessidade de TPLD com 1000 U   Por último, encontrava -se sob tratamento de síndrome de apneia
            de C1 inibidor em dias alternados. Depois do parto a dte não   obstrutiva do sono moderado com auto -CPAP nocturno 7/13
            aceitou manter C1 inibidor ev, reiniciou androgénios em baixa dose   cmH2O. A este respeito, encontrava -se adaptado com interface
            (estanazolol 2mg/dia ou danazol 200mg/dia) com necessidade de   orofacial e sem fuga significativa, necessitando de incremento da
            recorrer a terapêutica de crise aguda (icatibant sc ou C1inibidor   EPAP máxima por P95 de EPAP de 12.9 cmH2O e apresentando
            ev) frequentemente.                               xerose significativa das mucosas, com sensação de obstrução nasal.
            Aos 36 anos, a reavaliação do nódulo hepático com RMN,   Numa tentativa de prevenção de novos episódios hemorrágicos,
            categorizou -o como adenoma hepático e dada a existência de   foi inicialmente substituída a terapêutica hipocoagulante do doen-
            risco de evolução para adenocarcinoma e como a TPLD com   te por apixabano e adjuvada a terapêutica com auto -CPAP com
            C1 inibidor ev no passado não se mostrou eficaz, fez -se o pe-  humidificação plena e circuito aquecido. Apesar destas interven-
            dido de lanadelumab. O Infarmed autorizou -o em programa de   ções, o doente veio a apresentar nova epistaxis durante o sono,
            acesso precoce (PAP) nos seguintes termos:”Prevenção de   após 48h e ainda sob tamponamento nasal, complicada de queda
            crises recidivantes de AEH em doentes com idade > ou = 12   com traumatismo crânioencefálico ao assumir o ortostatismo.
            anos, com contraindicação, intolerância ou ausência de con-  Não apresentando condições para colocação de dispositivo de
            trolo com Berinert iv”. Em junho 2020, a dte inicia o lanadelu-  avanço mandibular por edentulação significativa, foi suspensa a
            mab 300 mg sc 15 /15 dias. As 3 primeiras administrações foram   terapêutica para a apneia obstrutiva do sono sob pena de nova
            efetuadas no H Dia de IA, permitindo o ensino da autoadmi-  complicação hemorrágica ameaçadora de vida.
            nistração e vigilância clinica de eventuais reações adversas.   Resultados e conclusões: Os episódios de epistaxis enquadraram-
            Reduziu -se progressivamente o danzol que interrompeu ao 20.º   -se numa combinação de agressão mecânica exógena (iatrogenia
            dia sob lanadelumab e continuou a autoadministração no do-  por CPAP com pressões elevadas), hipocoagulação em dose tera-
            micílio e à data já totalizou 4 administrações, mantendo -se   pêutica e fragilidade mucosal e vascular próprias da inflamação
            assintomática e dispondo icatibant sc para autoadministração   crónica. As complicações da rinossinusite crónica são uma causa
            no caso de crise.                                 comum mas subvalorizada de suspensão do tratamento com CPAP
            Resultados e conclusões: O lanadelumab mostrou -se eficaz e   e ventiloterapia.
            bem tolerado e foi uma alternativa na TPLD em doente com AEH
            com adenoma hepático com contraindicação para androgénios e
            com não controlo com C1 inibidor ev.







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            REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA
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