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XLI REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS E DOS POSTERS
























          aumento do limiar de tolerância. (5 –> 40 ml). Os pais não desejam,   4,74 e 4,17 para Pru p3, maçã, avelã, tomate, trigo e alface. Realizou-
          para já, novas PPO. Atualmente, mantém ingestão de leite termi-  -se, ainda, prova de provocação oral com ácido acetilsalicílico que
          camente tratado (bolo, bolachas, pastelaria), que tolera desde os   foi negativa.
          5 anos de vida.                                   Apesar das recomendações de restrição de alimentos de origem
          A vasta maioria das crianças diagnosticadas com APLV ultrapassam   vegetal, o doente sofreu 3 episódios de anafilaxia com necessida-
          a sua alergia aos 6 anos de idade. No entanto, alguns doentes   de de autoadministração de adrenalina. Dois, durante treinos de
          apresentam alergias persistentes que se estendem à vida adulta.   futebol após ingestão de bolo de amêndoa; e de carne grelhada
          Títulos elevados de sIgE acompanham frequentemente estas situa-  com piri -piri, arroz de feijão e toma de paracetamol. O terceiro
          ções, particularmente a sIgE para a Caseína, uma proteína termor-  episódio ocorreu em repouso, após ingestão de pizza pepperoni
          resistente e que é normalmente utilizada como marcador de per-  com cerveja e sangria. O doente foi diagnosticado com síndrome
          sistência. Neste caso, a evolução analítica é muito favorável, mas   LTP associado a co -fatores nomeadamente exercício físico, toma
          os TCP e as PPO são persistentemente positivas, com limiares de   de AINES e álcool. Iniciou imunoterapia específica sublingual com
          tolerância progressivos. Este caso ilustra a necessidade de reali-  extrato de pêssego (SLIT Pru p3) que cumpriu durante 3 anos,
          zação de PPO em ambiente controlado.              tendo -se observado apenas um episódio de anafilaxia após grelha-
                                                            da mista com condimentos e treino de futebol, 8 meses após início
                                                            de SLIT.
          CC 03 – Síndrome LTP – Variabilidade clínica e co -fatores  Este caso clínico ilustra de forma expressiva as limitações não só
          H Pereira, I Farinha, E Faria, A Todo -Bom, I Carrapatoso  na dieta mas também em todo o quotidiano dos doentes com
          Serviço de Imunoalergologia, Centro Hospitalar e Universitário   síndrome LTP, reforçando a importância dos co -fatores na gravi-
          de Coimbra, Coimbra, PORTUGAL                     dade das manifestações clínicas. A imunoterapia específica permi-
                                                            tiu uma melhoria significativa da qualidade de vida deste doente.
          Objectivo: A síndrome LTP pode apresentar fenótipos de gravi-
          dade diversa, desde uma reação localizada a anafilaxia. Pretendeu-
          -se descrever um caso de síndrome LTP com manifestações clíni-  CC 04 – Alergia alimentar a peixes mediada por
          cas de gravidade variável.                        parvalbuminas: 2 padrões invulgares de alergenicidade
          Metodologia: Apresentamos o caso de um doente do sexo mas-  M Bragança , B Bartolomé , A Coimbra , L Carneiro -Leão , L
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          culino, 25 anos, trabalhador na área da restauração, enviado à   Amaral 1
          consulta de Imunoalergologia aos 19 anos por suspeita de anafila-  1   Serviço de Imunoalergologia, Centro Hospitalar Universitário de
          xia ao diclofenac. Apresentava sintomas de rinite alérgica e asma   São João, Porto, PORTUGAL
          brônquica e relatava vários episódios de reação alérgica após in-  2   R&D Department, Roxall, Bilbao, SPAIN
          gestão alimentar, desde reações cutâneo -mucosas localizadas até
          reações anafiláticas. A destacar: síndrome de alergia oral e/ou ri-  Objectivo: Descrição de dois casos clínicos de alergia alimentar
          noconjuntivite e/ou prurido cutâneo com a ingestão de frutos da   a peixes mediada por parvalbuminas em contexto de oligo - e mo-
          família das rosáceas e frutos secos e, 2 episódios de anafilaxia; um   nossensibilização clínica específica de espécie.
          após ingestão de chocolate de avelã e toma de diclofenac, durante   Metodologia: Doente 1: Criança de 11 anos do sexo feminino
          treino de futebol; e o outro após ingestão de tâmaras com bacon,   com o diagnóstico prévio de asma e rinite alérgica polissensibili-
          alface e tomate.                                  zada a ácaros e pólenes. Descritos episódios de prurido naso-
          Resultados e conclusões: Os testes de sensibilidade cutânea   -ocular e edema labial imediatamente após a ingestão de dourada,
          foram positivos a diversos alimentos, com destaque para pêssego,   sardinha e robalo. Tolerava bacalhau, salmão, atum em lata e cru.
          maçã, kiwi, alho, avelã, amêndoa, amendoim, e ainda para gramí-  Doente 2: Criança de 10 anos do sexo feminino com antecedentes
          neas, artemísia e lepidoglyphus destructor. Os valores de IgE es-  de dermatite atópica e rinite alérgica polissensibilizada a ácaros e
          pecífica (em KU/L) foram respetivamente de 53,3; 61,7; 16,9; 14,2;   pólenes. Apresentou prurido orofaríngeo e eritema perioral ime-

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                                             REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA
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