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XLI REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS E DOS POSTERS





            Metodologia: Análise retrospectiva dos processos clínicos de   em unidade de saúde adequada. Em Portugal, durante o estado de
            doentes internados com teste de SARS -CoV -2 positivo (01/03-  emergência (entre 19 de março e 02 de maio de 2020) vários cen-
            -30/06/2020). As variáveis analisadas foram dados demográficos,   tros interromperam transitoriamente as administrações de ITSC.
            sintomatologia, comorbilidades, total de dias de internamento,   Este estudo pretende, no contexto da pandemia COVID -19, esti-
            terapêutica, mortalidade, patologia cutânea e alérgica prévia e   mar a proporção de doentes que não reiniciaram ITSC após a
            realização de biópsia cutânea.                    interrupção das administrações programadas, descrever o impac-
            Resultados e conclusões: Foram incluídos 237 doentes, 127   to no número e intervalo entre administrações de ITSC e compa-
            (54%) do sexo masculino, mediana de idade de 79 anos. As queixas   rar os doentes que reiniciaram com os que não reiniciaram ITSC.
            mais frequentes foram febre, tosse e dispneia. A COVID -19 foi   Metodologia: Foram incluídos todos os doentes que fizeram pelo
            motivo de internamento em 197 (83%) e 192 (81%) apresentavam   menos 2 administrações de ITSC (manutenção mensal) entre 01/01
            comorbilidades. Antecedentes de patologia cutânea em 7 (3%),   e 18/03/2020 nas Unidades de Imunoalergologia da CUF -Porto. O
            mas em nenhum foram descritas manifestações cutâneas. Instituí-  número de administrações de ITSC foi contabilizado com base no
            da terapêutica com Antihistamínicos em 18 (8%), com descrição   registo clínico eletrónico e considerando dois períodos de 11 se-
            de manifestações cutâneas em 7 destes.            manas: 01/01 -18/03/2020 (pré -estado de emergência, PEE) e 02/05-
            Foram descritas manifestações cutâneas em 9 doentes, 2 apresen-  -18/07/2020 (retoma de atividade regular, RAR). Foram excluídos
            taram urticária na admissão e restantes desenvolveram manifes-  os doentes com registo de término de ITSC (previamente planea-
            tações durante o internamento, nomeadamente lesões vesiculares,   do) >4 semanas antes do final do estudo (n=2).
            urticária e rash inespecífico. Em 4 doentes houve suspeita de RAF   Resultados e conclusões: Foram incluídos 213 doentes, 98 (46%)
            e num deles foi realizada biópsia cutânea que revelou alterações   do sexo feminino, com idade média±desvio padrão de 25±14 anos;
            compatíveis com necrólise epidérmica tóxica. Os doentes com   91 (43%) tinham <18 anos. Doze porcento (n=25) dos doentes não
            manifestações cutâneas apresentaram um tempo de internamento   reiniciaram ITSC após a interrupção das administrações progra-
            mais longo (p<0,001), com uma mediana de 27 dias, não se tendo   madas e 15% (n=32) fizeram apenas uma administração no período
            verificado diferenças significativas na mortalidade. Foram descritas   RAR. O tempo médio entre a última administração PEE e a pri-
            manifestações cutâneas em 4% (9/237) dos doentes internados   meira no período RAR foi de 11,1±3,0 semanas; em 98 (52%) doen-
            com diagnóstico de COVID 19. Em 4 destes doentes, foi colocada   tes o intervalo entre administrações foi >10 semanas. Nos doentes
            como hipótese de diagnóstico RAF, o que motivou redução da   que reiniciaram ITSC no período RAR, o número médio de admi-
            terapêutica ou substituição por fármacos de segunda linha, o que   nistrações por doente foi significativamente menor neste período
            poderá justificar o aumento do tempo de internamento. Não se   em comparação com o período PEE (2,27±0,73 vs 2,42±0,50 res-
            verificou associação entre história de patologia cutânea e/ou alér-  petivamente, p=0,014). Não foram encontradas diferenças signifi-
            gica prévia e o aparecimento de manifestações cutâneas em con-  cativas na idade, sexo ou tempo de início de ITSC entre os doen-
            texto de COVID -19. Na maioria dos casos verificou -se ausência   tes que reiniciaram e os que não reiniciaram ITSC.
            de registos referentes à inspecção cutânea, o que pode ter con-  Mais de 10% dos doentes que estavam a fazer ITSC de forma re-
            tribuído para um subdiagnóstico de manifestações cutâneas secun-  gular antes da pandemia COVID -19 não retomaram as administra-
            dárias à COVID.                                   ções imediatamente após a retoma de atividade. Nos que retoma-
                                                              ram o tratamento, a regularidade das administrações parece ser
                                                              menor do que antes da pandemia. É fundamental avaliar o impac-
            PO 46 – Impacto da pandemia COVID -19 nas         to das interrupções prolongadas na eficácia da ITSC.
            administrações de imunoterapia subcutânea com
            aeroalergénios
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            A M Pereira , M Alves -Correia 1,2,3 , L M Araújo 1,2,4 , A Morete , M   PO 47 – Papel da imunoalergologia num hospital de
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            Pereira 1,2,3 , J A Fonseca 1,2,3,5               referência para a pandemia COVID -19
            1   Unidade de Imunoalergologia, CUF -Porto Hospital e Instituto,   L Carneiro Leão, L Amaral, A Coimbra, J L Plácido
             Porto, PORTUGAL                                  Serviço de Imunoalergologia, Centro Hospitalar Universitário São
            2   Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde   João, EPE, Porto, PORTUGAL
             (CINTESIS), Faculdade de Medicina da UP, Porto, PORTUGAL
            3   MEDIDA – Medicina, Educação, Investigação, Desenvolvimento   Objectivo: Descrever o papel da Imunoalergologia num hospital
             e Avaliação, Porto, PORTUGAL                     de referência para a COVID -19
            4   Unidade de Imunologia Básica e Clínica, Departamento de   Metodologia: A actividade dos elementos do Serviço de Imunoa-
             Patologia, Faculdade de Medicina da UP, Porto, PORTUGAL  lergologia (SIA) dividiu -se em 2 sectores: a) assistência aos doen-
            5   Departamento da Medicina da Comunidade, Informação e   tes habitualmente acompanhados pelo SIA; b) colaboração nas
             Decisão em Saúde (MEDCIDS), Faculdade de Medicina da UP,   actividades relacionadas com a COVID -19.
             Porto, PORTUGAL                                  Resultados e conclusões: a) Confrontado com a suspensão de
                                                              toda a actividade clínica de ambulatório e com a necessidade de,
            Objectivo: A imunoterapia subcutânea com aeroalergénios (ITSC)   ainda assim, assegurar os cuidados aos seus doentes, o SIA dese-
            é um tratamento que implica administrações regulares, habitual-  nhou rapidamente um plano de contingência, que incluiu a reali-
            mente mensais, e que deve ser feito por um profissional treinado   zação de todas as consultas previamente agendadas, convertendo-

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            REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA
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