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XLI REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS E DOS POSTERS





          PO 39 – Referenciação em imunoalergologia:        seminada durante o Estado de Emergência. Em 12 de Março de
          Experiência de um centro                          2020, por decisão da Ministra da Saúde, toda a actividade clínica
          C Valente                                         programada foi suspensa.
          Centro Hospitalar Vila Nova De Gaia/Espinho, Vila Nova de Gaia/  O objectivo foi descrever e analisar a experiência pessoal na uti-
          Espinho, PORTUGAL                                 lização das ferramentas disponibilizadas pelo Centro Hospitalar
                                                            Universitário São João para contactar os doentes durante as oito
          Objectivo: Os pedidos para primeira consulta de Imunoalergo-  semanas iniciais da Pandemia.
          logia (IA) são provenientes, na sua grande maioria, dos cuidados   Metodologia: Análise e reflexão pessoal da actividade clínica
          de saúde primários (CSP). Este trabalho teve como principal ob-  realizada durante o Estado de Emergência devido à Pandemia CO-
          jetivo avaliar os motivos de referenciação das primeiras consultas   VID -19.
          do Serviço de IA do Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia/Espinho   Resultados e conclusões: Foi disponibilizado o acesso remoto
          (CHVNG/E) provenientes dos CSP.                   às aplicações SClínico, PEM e JOne, para realização de teletrabalho
          A consulta de IA do CHVNG/E é constituída por uma consulta de   e outras tarefas assistenciais a partir de casa. Os telemóveis hos-
          IA geral e IA específicas de diversas áreas.      pitalares foram desbloqueados para efectuar chamadas. Durante
          Metodologia: Estudo retrospetivo com inclusão de todas as pri-  este período, para alem da minha actividade no Serviço de Imu-
          meiras consultas de IA geral provenientes dos cuidados de saúde   noalergologia, também me voluntariei no combate ao COVID -19.
          primários realizadas em 2019 no CHVNG/E.          Realizei mais de 250 contactos telefónicos.
          Resultados e conclusões: Foram incluídos um total de 1103   Comentários: Apesar de reconhecer a importância da inovação
          primeiras consultas, 61,7% do género feminino (n=680), idade mé-  tecnológica na área da saúde, tenho reservas no uso de chamadas
          dia de 33 anos (2 – 54 anos).                     telefónicas simples porque estas não substituem a relação médico
          Os motivos de referenciação foram: queixas nasoculares (42%), quei-  doente presencial ou mesmo a utilização das ferramentas que nos
          xas cutâneas (26%), suspeita de alergia a fármacos (22%), queixas   permitem fazer medicina à distância com qualidade, preservando
          brônquicas (22%), suspeita de alergia alimentar (7%), suspeita de   a segurança e a protecção dos dados dos doentes. Portanto, o
          alergia a veneno de himenópteros (1%) e suspeita de anafilaxia (1%).  termo consulta é incorrecto. A monitorização à distância e plata-
          Cento e cinquenta e oito doentes (14% do total dos doentes en-  formas de e -Health já existem.
          caminhados pelos CSP) não prosseguiram estudo imunoalergoló-  Outra questão é fazer diagnósticos por telemóvel sendo necessá-
          gico, 52% por queixas já resolvidas à data da primeira consulta de   rio definir de quem é a responsabilidade.
          IA, 44% por ausência de história sugestiva e 3% por já serem se-  Houve benefícios? Sim. Os doentes não se sentiram abandonados.
          guidos noutra consulta pelo mesmo motivo.         A grande maioria ficou grata e sensibilizada. Houve maior conforto
          Dos doentes com ausência de história sugestiva do foro imunoa-  para aqueles que tinham medo de se deslocar ao hospital. A plata-
          lergológico, 35% apresentavam queixas cutâneas, 35% suspeita de   forma PEM permitiu a prescrição imediata. O protocolo elaborado
          alergia alimentar, 26% suspeita de alergia a fármacos, e os restan-  pelo Serviço de Doenças Infecciosas que foi usado no TeleCovid
          tes 4% queixas nasoculares e brônquicas.          foi útil na redução do número e duração de internamentos.
          Duzentos e cinquenta e oito doentes (23% do total de doentes   A monitorização através de telefonemas (ou de uma aplicação
          encaminhados pelos CSP) não realizaram qualquer tratamento   específica de doenças crónicas) podem apenas em circunstâncias
          prévio à consulta de IA geral, 109 na presença de queixas nasocu-  específicas e momentos especiais, como o Estado de Emergência,
          lares, 57 com queixas brônquicas e 92 com queixas cutâneas.  complementar a consulta presencial. Porque na verdade a relação
          As queixas nasoculares são o motivo de referenciação mais fre-  médico doente é último reduto do humanismo e da solidariedade
          quente.                                           entre as pessoas. É nesta condição, insubstituível.
          Cento e cinquenta e oito doentes não prosseguiram estudo imu-
          noalergológico maioritariamente por queixas resolvidas à data da
          primeira consulta.                                PO 41 – Telemedicina num serviço de imunoalergologia
          As queixas cutâneas, a suspeita de alergia a fármacos e a alimentos   – Mudança de paradigma?
          foram as áreas que levantaram mais dúvidas.       I Sangalho, S Palma -Carlos, P Leiria Pinto
          Este estudo vem reforçar a importância da articulação entre os   Serviço de Imunoalergologia, CHULC – Hospital Dona Estefânia,
          CSP e a IA, quer através de ações de formação, quer através da   Lisboa, PORTUGAL
          elaboração de critérios de referenciação.
                                                            Objectivo: A pandemia de COVID -19 obrigou a uma restrutura-
                                                            ção rápida dos cuidados de saúde com generalização da telecon-
          PO 40 – “Teleconsultas”: Em que circunstâncias?   sulta (Tc), prescindindo -se do exame objectivo (EO) e de exames
          A Coimbra                                         complementares de diagnóstico (ECD) baseando as decisões uni-
          Centro Hospitalar Universitário São Joao EPE, Porto, PORTUGAL  camente na história clínica. Pretendeu -se analisar esta realidade
                                                            no período de confinamento, num Serviço de Imunoalergologia de
          Objectivo: A Pandemia COVID -19 trouxe novos desafios ao con-  referência.
          ceito da consulta tradicional. A consulta realizada através de cha-  Metodologia: Comparou -se o movimento assistencial de Abril
          mada telefónica foi utilizada pela primeira vez de uma forma dis-  e Maio de 2020 (exclusivamente não presencial) com o período

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                                             REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA
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