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XLI REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS E DOS POSTERS
Foram avaliados os seguintes parâmetros: sintomatologia, motivo Objectivo: As mastocitoses são patologias caracterizadas pela
de internamento, patologia respiratória crónica, comorbilidades, hiperactivação e acumulação de mastócitos clonais, em diversos
internamento em UCIP, ventilação invasiva, corticoterapia, esta- tecidos e órgãos. O osso é frequentemente afectado.
belecimento de teto terapêutico e morte. Diversas citocinas podem desempenhar um papel na diminuição
Resultados e conclusões: Foram incluídos 237 doentes, 51% da densidade óssea, em doentes com mastocitoses sistémicas (MS).
homens, com mediana de idade de 79 anos. As comorbilidades Porém, a relação entre citocinas e osteosclerose associada a MS
mais comuns foram HTA, DM e cardiopatia. A patologia respira- é amplamente desconhecida.
tória foi reportada em 38 (16%) desses doentes: 16 com asma, 12 Este estudo pretende distinguir perfis bioquímicos e citocínicos
com DPOC, 4 com rinite, 4 com síndrome da apneia obstrutiva nas MS com perda óssea/osteosclerose, comparando -as com as
do sono (SAOS) e 2 com doença pulmonar intersticial. Os sintomas MS com osso normal.
mais enumerados foram febre, tosse e dispneia o que está de Metodologia: Estudo retrospectivo transversal com 120 doentes
acordo com o total da população. Em 6 destes doentes o motivo com MS, divididos em 3 grupos, sem diferenças para a idade e sexo,
de internamento não foi a COVID, tendo o teste RT -PCR sido de acordo com a condição óssea: 1) normal, 2) osteoporose/os-
realizado em rastreio hospitalar em doentes assintomáticos a nível teopenia grave, 3) osteosclerose difusa. Foram recolhidas triptase,
respiratório. A patologia respiratória crónica associou -se a um marcadores sanguíneos de remodelação óssea. Adicionalmente,
®
maior tempo de internamento (p=0.020), menos odds de ser es- realizaram -se análises multiplex (Bio -Plex MAGPIX™ Multiplex
tabelecido um “teto terapêutico” (p=0.014) assim como a maior Reader, Bio -Rad) de amostras previamente congeladas para de-
número de admissões em unidade de nível II (p=0.037). Verificou- terminação de níveis de diversas citocinas potencialmente envol-
-se ainda uma maior realização de corticoterapia inalada (p=0.003). vidas no metabolismo ósseo.
Sem diferenças estatisticamente significativas ao nível da taxa de Foram pesquisadas diferenças entre os grupos com patologia óssea
admissão na UCIP (p= 0.078), de ventilação invasiva (p=0.145) ou vs com osso normal, para os diferentes marcadores.
da taxa de mortalidade (p=0.199). A asma e a DPOC mostraram Resultados e conclusões: A perda de massa óssea estava asso-
tendências semelhantes em relação aos outcomes analisados. ciada a níveis superiores de triptase (p=0.01), interferão (IFN -)
No total da população estudada, 16% dos doentes tinham antece- gama (p=0.05), interleucina (IL -)1beta (p=0.05) e IL -6 (p=0.05),
dentes de patologia respiratória crónica. A presença dessa pato- face ao osso normal.
logia associou -se a maior tempo de internamento, embora sem A osteosclerose difusa estava associada a níveis superiores de
influência nas taxas de admissão na UCIP, de ventilação invasiva triptase (p<0.001), telopéptido C -terminal do colagénio tipo I
ou de mortalidade. Estudos multicêntricos, com inclusão de maior (p<0.001), propéptido N -terminal do procolagénio tipo I
número de doentes, poderão ajudar a clarificar o verdadeiro im- (p<0.001), osteocalcina (p<0.001), fosfatase alcalina óssea
pacto da doença respiratória crónica no prognóstico da COVID -19. (p<0.001), osteopontina (p<0.01) e RANTES (p=0.01), e inferio-
res de IFN -gama (p=0.03) e ligando do recetor ativador do fator
nuclear KB (RANKL) (p=0.04). Verificou -se, também, uma ten-
PO 44 – Perfis citocínicos em doentes com mastocitose dência para associação entre osteosclerose e níveis inferiores de
sistémica e patologia óssea IL -6 (p=0.062).
T Rama , A F Henriques , L Sanchez -Muñoz , A Matito , M Jara- Os doentes com MS e perda de massa óssea apresentam um per-
3,4
3,4
3,4
1
-Acevedo 4,5,6 , C Caldas 4,7,8,9 , A Mayado 4,7,8,9 , J I Muñoz -González 4,7,8,9 , fil proinflamatório/osteoclastogénico. Pelo contrário, os doentes
A García -Montero 4,7,8,9 , A Órfão 4,7,8,9 , I Alvarez -Twose 3,4 com osteosclerose difusa apresentam não só níveis mais elevados
1 Serviço de Imunoalergologia, Centro Hospitalar Universitário de citocinas relacionadas com a formação óssea e marcadores de
São João, Porto, PORTUGAL remodelação óssea, mas também um perfil citocínico tendencial-
2 Serviço de Imunologia, Faculdade de Medicina da Universidade mente imunossupressor.
do Porto, Porto, PORTUGAL
I
3 nstituto de Estudios de Mastocitosis de Castilla La Mancha,
Hospital Virgen del Valle, Toledo, SPAIN PO 45 – Manifestações cutaneas em doentes internados
4 Red Española de Mastocitosis, Toledo, SPAIN por COVID -19 no CHVNG/E
5 Servicio de Secuenciación de DNA (NUCLEUS), Instituto de S Garcia, A R Presa, L Cruz, S Cadinha, I Lopes
Investigación Biomédica de Salamanca (IBSAL), USal, Salamanca, Serviço de Imunoalergologia,CHVNGE, Vila Nova De Gaia,
SPAIN PORTUGAL
6 Centro de Investigación Biomédica en Red de Cáncer
(CIBERONC), Instituto de Salud Carlos III, Madrid, SPAIN Objectivo: As manifestações clínicas da COVID -19 são muito
7 Centro de Investigación del Cáncer (IBMCC, USAL -CSIC), heterogéneas afetando diferentes órgãos e sistemas, incluindo a
Universidad de Salamanca, Salamanca, SPAIN pele. Ainda que pouco relatadas, as manifestações cutâneas mais
8 Departamento de Medicina, Universidad de Salamanca, Salamanca, frequentemente descritas têm sido rash, urticária, lesões vesicu-
SPAIN lares e acrais. Estudos recentes apontam as recções adversas aos
9 Servício General de Citometria (NUCLEUS), Instituto de fármacos (RAF) como fator confundidor. O objectivo deste estu-
Investigación Biomédica de Salamanca (IBSAL), USal, Salamanca, do foi caracterizar doentes internados por COVID -19 no CHVN-
SPAIN G/E com registo de manifestações cutâneas.
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REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA

