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XLI REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS E DOS POSTERS
Resultados e conclusões: Foram incluídos 20 doentes, 70% crianças com >6 anos. O acompanhamento dos doentes é um
(n=14) sexo masculino, mediana de idades 10 anos (14<18 anos). desafio, sendo particularmente difícil a determinação da aquisição
5 (25%) nunca ingeriram avelã (IgE avelã>0,35), 9 (45%) referi- da tolerância e do melhor momento para realizar a Prova de Pro-
ram anafilaxia, 5 (25%) SAO e 1 (5%) urticária de contato. A vocação Oral (PPO), o gold standard da alergia alimentar. A his-
média de idades na 1.ª reação foi 13,4 anos. O Cor a 8 foi im- tória clínica é fundamental. Os testes cutâneos em picada (TCP)
plicado em 50% (n=10, média de idade (µ) 15,5anos), seguido associados ao doseamento de IgE específicas (sIgE) orientam o
do Cor a 9 (n=7;µ=9,8anos), do Cor a 14 (n=7;µ=6,3anos), Cor diagnóstico e têm valor prognóstico, mas não existe um valor de
a 9 + 14 (n=3) e do Cor a 1 (n=4;µ=18,8 anos), 3 doentes po- cut -off globalmente aceite. O Teste de Ativação dos Basófilos
lissensibilizados. Três crianças <=4 anos, apresentaram anafi- (TAB) poderá dar informação adicional, aumentando a segurança
laxia e os alergéneos implicados foram o Cor a 9 e o Cor a 14. da PPO
A sensibilização a Cor a 8 esteve presente transversalmente Metodologia: Estudo retrospetivo dos doentes com APLV IgE
nas faixas etárias >= 5 anos, com clínica desde SAO (20%) a mediada, que realizaram TAB no Laboratório de Imunologia e
anafilaxia (30%), sendo desconhecida nas restantes. A média Biologia Molecular. Todos são acompanhados no Serviço de Imu-
de IgEs para Cor a 8, 9, e 14 correlacionou -se positivamente noalergologia, realizando TCP e doseamento de sIgE com proteí-
com a gravidade da reação. A sensibilização Cor a 1 verificou- nas do leite de vaca. Os TAB foram realizados por avaliação do
-se acima dos 7 anos e apenas implicou SAO. Verificou -se que aumento de CD63 (GlicoProteína 63) por Citometria de Fluxo
as nsLTPs foram os alergénios mais frequentemente implicados após estimulação in vitro do sangue total dos doentes com dife-
na AA avelã. Os perfis de sensibilização a avelã exibiram varia- rentes concentrações de extratos de Leite Total e Caseína.
ções de acordo com a idade. Nas crianças mais novas, predo- Resultados e conclusões: Nos últimos 6 anos, foram avaliados
minou a sensibilização às proteínas de armazenamento (PA) da 16 doentes com recurso a TAB ao leite total e caseína, 10 do gé-
avelã Cor a 9 e Cor a 14. Tanto as PA como as nsLTPs parecem nero feminino e 6 do masculino, com idade média de 6 anos (1 -17
ser marcadores de alergia grave à avelã. Por outro lado, a sen- anos). Destes, 9 doentes já realizaram PPO (Tabela 1). Todos apre-
sibilização a Cor a 1, responsável por tipos de reações mais sentam TCP positivos (pápula >3mm) para as proteínas do leite
ligeiras parece ocorrer em faixa etárias mais elevadas. De acor- de vaca. Verificamos uma elevada correlação (0,89) entre os valo-
do com estes resultados, o doseamento de alergéneos mole- res de sIgE e o nível de Ativação de Basófilos. Verificou -se con-
culares da avelã parece promissor no diagnóstico de AA, con- gruência dos resultados do TAB com a PPO em 2 casos, sendo que
tudo são necessários mais estudos para a sua otimização e o Valor Preditivo Positivo e Negativo (VPP e VPN respetivamente)
padronização. do teste foi 33%.
O TAB poderá trazer informação acrescida quando a história clí-
nica e os TCP sejam positivos, mas as sIgE baixas. Nestes, o TAB
PO 34 – Acompanhamento de doentes com alergia às poderá aumentar a confiança na proposta da PPO. O VPN calcu-
proteínas do leite de vaca – Papel do teste de ativação lado foi de 33%. Mas se olharmos para os dois resultados em que
de basófilos o TAB foi negativo e a PPO positiva verificamos que existia já um
R Silva, M Proença, S Correia, J Marcelino, I Didenko, E Tomaz limiar de tolerância (40 e 110 ml). Os 3 doentes com resultados
1 Hospital de S. Bernardo, CHS EPE, Setúbal, PORTUGAL não validáveis apresentavam estimulação basal elevada, vindo a ter
PPO positivas, o que nos leva a pensar que poderemos extrair
Objectivo: A alergia às proteínas do leite de vaca (APLV) é uma mais informação do TAB. Globalmente, os dados fornecidos pelo
das alergias alimentares mais prevalentes nos grupos pediátricos, TAB poderão reforçar a segurança na seleção de doentes propos-
atingindo 3% no primeiro ano de vida, reduzindo para <1% nas tos a PPO.
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REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA

