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XLI REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS E DOS POSTERS





















          O nível médio da tIgE nas crianças foi aproximadamente 3 vezes   específica (sIgE) para Bet v 1 variou entre 0,7 e 20.1 kUA/L (me-
          superior ao do grupo dos adultos. A sIgE ao polvo foi positiva   diana 5.1 kUA/L). Do total dos doentes, 27 (93%) apresentaram
          (>0.35 KU/L) em 18% das crianças e em 66% dos adultos. Dos que   alergia respiratória (todos rinite; 37% asma;) e 25 (86%) sintomas
          efetuaram TCP com extratos comerciais: os mesmos foram nega-  com alimentos. Destes, 13 eram monossensibilizados (MS) a PR -10
          tivos em todas as crianças e positivos em 56% dos adultos.  e 12 cossensibilizados (CS) (LTPs, profilinas, taumatinas e/ou pro-
          Os TCPP foram positivos em 23% das crianças (67% destas para   teínas de armazenamento (PA)). Nos MS, 11/13 (84%) apresentavam
          polvo e lula e 33% apenas para lula) e em 56% dos adultos (60%   história prévia de emigração (Suíça, Luxemburgo, Alemanha). A
          para polvo e lula, 20% apenas para polvo e 20% apenas lula).  apresentação clínica foi exclusivamente de SAO (n=13) nos MS vs
          Só 1 criança e 2 adultos tiveram PPO positiva cujos detalhes se en-  anafilaxia (n=8) e SAO (n=4) nos CS. Em relação à alergia alimentar,
          contram na Tabela 1. No grupo com PPO negativas, a sIgE foi posi-  nos MS, 12 referiam queixas com fruta fresca (rosáceas – maiori-
          tiva em 30% das crianças e em 62% dos adultos. TCP foram positivos   tariamente maçã, pêra e pêssego), 9 com frutos secos (maioritaria-
          em 62% dos adultos e em nenhuma criança. Além disto, os TCPP   mente avelã, noz e amêndoa) e 2 a legumes (cenoura). A sIgE para
          foram positivos em 25% das crianças e em metade dos adultos.  Bet v 1 foram superiores nos doentes MS (11,7kU/L versus 4,8kU/L)
          Quase todas as crianças eram atópicas, enquanto só metade dos   e associaram -se à quantidade de alimentos envolvidos nos monos-
          adultos o eram. Os TCPP foram positivos em 25% das crianças e   sensibilizados. Em 2 dos 3 doentes submetidos imunoterapia sub-
          em 50% dos adultos que tiveram PPO negativa, com o respetivo   cutânea com extrato de bétula por rinoconjuntivite alérgica a bé-
          cefalópode. O nível de sIgE foi positivo em 30% das crianças e em   tula, verificou -se melhoria dos sintomas com alimentos.
          62% dos adultos cuja PPO foi negativa, reforçando a importância   Conclusões: Na nossa amostra, a grande maioria de doentes
          clínica de efetuar PPO.                           sensibilizados à Bet v 1 apresentam alergia respiratória e sintomas
                                                            com alimentos. Em 84% dos doentes MS, a sensibilização prova-
                                                            velmente ocorreu noutro país. A cossensibilização a LTPs e/ou PA
          PO 32 – Alergia a alimentos em doentes sensibilizados a   e/ou taumatinas associou -se a maior gravidade da reação.
          Bet vI
          C Ferreira , A R Presa , M Figueiredo , A P Cruz , M J Sousa ,
                                              2
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          I Lopes , A Reis Ferreira 1                       PO 33 – Alergia a avelã: Importância dos alergéneos
               1
          1  Serviço de Imunoalergologia, CHVNG/E, GAIA, PORTUGAL  moleculares
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          2  Serviço de Patologia Clínica, CHNNG/E, GAIA, PORTUGAL  L Cunha , C. Ferreira , I Falcão , M L Marques , H Falcão 1
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                                                            1  Centro Hospitalar e Universitario do Porto, Porto, PORTUGAL
          Objectivo: Bet v 1, o alergénio major do pólen de Betula sp,   2  Centro Hospitalar Vila Nova Gaia/Espinho, VNG, PORTUGAL
          pertence ao grupo das proteínas PR -10 (pathogenesis -related) e
          cerca de 70% dos doentes alérgicos a Bet v 1 apresentam sintomas   Objectivo: A gravidade da alergia à avelã (Corylus avellana) de-
          como síndrome de alergia oral (SAO), após ingestão de rosáceas   pende do perfil de sensibilização do doente, podendo variar desde
          (maçã, pêssego, cereja), apiáceas (aipo, cenoura), Fabaceas (amen-  sintomas de alergia oral (SAO) a anafilaxia potencialmente fatal.
          doim, soja) e avelã, por reatividade cruzada com PR -10. No norte   O estudo dos alergéneos moleculares da avelã (Cor a 1, 8, 9 e 14)
          e centro da Europa, a Bet v 1 é o principal alergénio nos doentes   têm vindo a assumir um importante papel, tanto no diagnóstico
          com alergia respiratória, mas em Portugal estima -se que a preva-  como na previsão da gravidade da reação alérgica. Objetivo: Ca-
          lência de sensibilização a Bet v 1 seja baixa, considerando a baixa   racterizar os diferentes perfis de sensibilização à avelã dos doen-
          presença na flora autóctone. O estudo pretendeu avaliar as carac-  tes da consulta de Alergia Alimentar (AA) do Centro Hospitalar
          terísticas clínicas dos doentes seguidos em consulta de Imunoa-  Universitário do Porto.
          lergologia sensibilizados a Bet v 1.              Metodologia: Estudo retrospetivo dos doentes com sensibiliza-
          Metodologia: Análise retrospetiva dos processos clínicos dos   ção/alergia à avelã, diagnosticados com base na história clínica,
          doentes sensibilizados a Bet v 1 (IgE >= 0,35 kUA/L).  testes cutâneos, IgEs específicas para os alergénios moleculares
          Resultados e conclusões: Foram incluídos 29 doentes, 19 (65.5%)   habitualmente implicados e/ou prova de provocação oral (PPO),
          do sexo feminino, com idade mediana de 33 anos (6 -69 anos). A IgE   seguidos na consulta de AA entre 2017 e 2019.
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                                             REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA
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