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XLI REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS E DOS POSTERS





          as amarantáceas têm a capacidade de colonizar rapidamente zonas     6   Serviço de Imunoalergologia, Hospitais da Universidade de
          sob condições adversas que têm vindo a aumentar nalgumas re-  Coimbra,Centro  Hospitalar  e  Universitário  de  Coimbra,
          giões do mundo devido às alterações climáticas.Os objetivos des-  Coimbra, PORTUGAL
          te estudo foram: 1) Analisar a prevalência e o comportamento     7   Depart. Medicina da Comunidade, Informação e Decisão em
          aerobiólogico do pólen de Amaranthaceae na região do Alentejo;   Saúde MEDCIDS, Faculdade de Medicina, Universidade do
          2) analisar a influência dos fatores meteorológicos sobre as con-  Porto, Porto, PORTUGAL
          centrações de pólen atmosféricas; e 3) avaliar os níveis de expo-    8   Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde –
          sição dada a sua capacidade alergológica.           CINTESIS, Porto, PORTUGAL
          Metodologia: Para o estudo utilizaram -se os dados diários das     9   Unidade de Alergia, Instituto & Hospital CUF Porto, Porto,
          monitorizações polínicas do pólen de Amaranthaceae, de 2001 a   PORTUGAL
          2019, da Estação de monitorização de Évora da Rede Portuguesa   10   Hospital do Divino Espírito Santo – HDES, Ponta Delgada,
          de Aerobiologia – RPA e os dados diários dos parâmetros meteo-  PORTUGAL
          rológicos do Instituto Português do Mar e da Atmosfera – IPMA.  11   Clinica Universitária de Imunoalergolgoia – Faculdade de
          Resultados e conclusões: O pólen de Amaranthaceae apresen-  Medicina, Universidade de Lisboa, Lisboa, PORTUGAL
          tou uma baixa representatividade no espetro polínico da atmos-  12   Serviço de Imunoalergologia, Centro Hospitalar e Universitário
          fera da região, sempre inferior a 1% do pólen total coletado.  Lisboa Norte, Lisboa, PORTUGAL
          O Índice de pólen anual médio foi de 400 ± 112 grãos de pólen. A
          Estação de Pólen Atmosférica Principal – EPAP ocorreu entre abril   Objectivo: Na região do Alentejo, plantas do género Quercus
          e outubro, durou em média de 161 ± 16 dias. Os picos polínicos   são caraterísticas da paisagem, sendo de grande importância eco-
          ocorreram maioritariamente em maio.               lógica e socioeconómica, e a exposição a este pólen poderá ter
          Obtiveram -se correlações estatisticamente significativas ente os   impacto na saúde. Os objectivos deste estudo foram: Analisar: 1)
          níveis de pólen e os parâmetros: temperatura, de luz, velocidade do   a prevalência e comportamento aerobiológico do pólen de Quer-
          vento e os ventos de NW e W de sinal positivo, e negativas com a   cus na região do Alentejo, 2) a influencias dos fatores meteoroló-
          precipitação, a humidade relativa e os ventos de N, NE, E, SE e SW.  gicos sobre as suas concentrações no ar; e 3) os níveis de exposi-
          Ao longo do ano detetaram -se dias em que o nível de exposição   ção em termos alergológicos a este pólen.
          a este pólen poderá ter desencadeado sintomas de alergia nos   Metodologia: Para o estudo utilizaram -se os dados diários das
          doentes com polinose.                             monitorizações de pólen de Quercus da estação de monitorização
          Apesar da baixa representatividade no espetro polínico da atmos-  de Évora da Rede Portuguesa de Aerobiologia, de 2002 a 2019 e os
          fera da região, durante o ano registam -se dias cujos níveis de ex-  dados meteorológicos diários de 2002 a 2008 do IPMA. Determinou-
          posição a este tipo de pólen oferecem risco de desencadearem   -se a Estação de Pólen Atmosférico Principal – EPAP do taxa Quer-
          sintomatologia alérgica nos indivíduos com polinose, com a parti-  cus e as suas principais caraterísticas. Analisou -se a influência dos
          cularidade deste pólen ser considerado agressivo alergenicamente,   fatores meteorológicos sobre as concentrações de pólen de Quer-
          e de nesses mesmos dias ocorrerem, simultaneamente, na atmos-  cus no ar através da Análise de Correlação de Spearman.
          fera da região concentrações importantes de pólenes de elevada   Resultados e conclusões: O pólen de Quercus apresenta uma
          alergenicidade, tais como de gramíneas e oliveira, com os quais   boa representatividade no espetro polínico de ´Évora, em média
          também apresenta reatividade cruzada. Este estudo veio demons-  28%.. Este pólen seguido pelo de gramíneas são os mais predomi-
          trar a importância da monitorização deste tipo de pólen e a sua   nantes da atmosfera de Évora. O Índice de pólen anual médio foi
          utilidade na clínica da região para a melhoria da qualidade de vida   de 23127 ± 8780 grãos de pólen, a EPAP durou 62 ±15 dias, deu
          dos doentes com polinose.                         início a meados de março/início de abril e terminou em maio/junho,
                                                            dependendo do ano. Picos polínicos registaram -se em março, abril
                                                            e maio, a maioria em abril e com valores de grandeza maioritaria-
          PO 27 – Aerobiologia e níveis de exposição alergológica   mente na ordem dos milhares. Analisaram -se as tendências das
          ao pólen de Quercus sp. na região do Alentejo     principais caraterísticas da EPAP, observou -se a tendência para o
          E Caeiro , J Nabo , C Penedos , P Carreiro -Martins 1,4,5 , B Tavares ,   aumento do n.º de dias com níveis de exposição elevados e muito
                1,2
                               1
                      3
                                                      1,6
          J Fonseca 1,7,8,9 , R Rodrigues -Alves , M Branco Ferreira 1,11,12  elevados e nenhuma foi estatisticamente significativa. O ano de
                                 1,10
            1   Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica –   2019 foi o ano mais agressivo, com o maior número de dias a se
            SPAIC – Grupo de Interesse de Aerobiologia, Lisboa, PORTUGAL  registarem níveis de concentração importantes em termos aler-
            I
            2   nstituto Mediterrâneo para a Agricultura, Ambiente e   gológicos. Obtiveram -se correlações estatisticamente significativas
            Desenvolvimento – MED, IIFA, Universidade de Évora, Évora,   entre as concentrações de pólen de Quercus atmosféricas e os
            PORTUGAL                                        fatores meteorológicos, positivas com os fatores temperatura, de
            3   Universidade de Évora, Évora, PORTUGAL      luz e vento e, negativas com a humidade relativa, precipitação e
            4   Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central, Lisboa,   algumas direções do vento.
            PORTUGAL                                        O pólen de Quercus apesar de ser considerado de fraca a mode-
            5   NOVA Medical School/Comprehensive Health Research Center   rada alergenicidade, mas dado a intensidade da estação polínica na
            – CHRC, Lisboa, PORTUGAL                        região e dado apresentar reatividade cruzada com espécies taxo-
                                                                                                              35

                                             REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA
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