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XLI REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS E DOS POSTERS





            Dermatology Life Quality Index (DLQI) aos 6 meses foi de 10(1,0-  tico, na 2.ª década. As reações ocorreram maioritariamente na 1.º
            -27,0). Existe uma correlação positiva, estatisticamente significa-  hora após exposição (75% vs 85%) e 45% dos doentes tiveram
            tiva e moderada entre o valor da IgE total e a variação do UCT   envolvimento de 3 ou mais sistemas de órgão (vs 32%). Anafilaxia
            (r=0,475; p=0,025). A mediana de administrações até haver me-  bifásica ocorreu em 1 caso (vs 0) e 4% dos doentes tiveram para-
            lhoria clínica e suspensão de COs foi de 1(1 -7). Efeitos adversos   gem cardiorrespiratória (vs 15%). A taxa de mortalidade diminuiu
            do OMZ foram reportados por 7 doentes, motivando a suspensão   (4% vs 6%). Tratamento com adrenalina foi realizado em 69% dos
            em 2 deles. Neste período, 2 doentes ficaram grávidas, 1 manteve   doentes (vs 55%) e referenciação para a consulta externa (CE) do
            o tratamento. Até ao momento, 6 doentes concluíram o trata-  Serviço  de  Imunoalergologia  (SIA)  ocorreu  em  43%  vs  23%
            mento com OMZ (3 com remissão completa). Cerca de 26% re-  (p=0.02). Considerando apenas os doentes com A/CA a alimentos,
            feriu “medo do fármaco” no início, a administração hospitalar foi   VH e idiopática, a 5/8 destes foi prescrito um autoinjetor (AI) de
            o motivo mais apontado (80%). A média de horas laborais perdidas   adrenalina na 2.ª década vs 1/8 na 1.ª (p=0.04). Não foram encon-
            por mês para administração de OMZ foi de 3(±1) horas.  tradas diferenças estatisticamente significativas na administração
            Os resultados obtidos corroboram a segurança e eficácia (medida   hospitalar de adrenalina nem na taxa de mortalidade.
            pela  variação  nas  pontuações  dos  questionários)  do  OMZ.
            Encontrou -se uma correlação positiva entre os valores mais ele-  1.  Foi observada inversão do rácio diagnóstico primário/secundá-
            vados da IgE e a resposta aos 6 meses, medida pela variação no   rio, presumivelmente devido a melhor abordagem da A/CA em
            UCT. Sendo uma população ativa, a perda de tempo laboral com   contexto de urgência.
            a administração hospitalar deve cada vez mais ser tido em consi-  2.  Houve uma melhoria na abordagem à A/CA no internamento.
            deração.                                          3.  Constatado um aumento estatisticamente significativo na pres-
                                                                crição do AI de adrenalina e referenciação para a CE do SIA.
            PO 19 – Anafilaxia num hospital terciário – Comparação
            entre 2 décadas                                   PO 20 – Anafilaxia em idade pediátrica numa consulta
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            J Miranda , A Caires , C Botelho , J Cernadas 1; 3  de imunoalergologia
            1   Serviço de Imunoalergologia, Centro Hospitalar Universitário de   I Silva, M I Mascarenhas, L Viegas
             São João, Porto, PORTUGAL                        Hospital Beatriz Ângelo, Loures, PORTUGAL
            2   Consulta de Imunoalergologia, Hospital de Braga EPE, Braga,
             PORTUGAL                                         Objectivo: A anafilaxia representa uma emergência médica pelo
            3   Unidade de Imunoalergologia, Hospital Lusíadas, Porto,   risco de mortalidade. Tem -se verificado nos últimos anos um au-
             PORTUGAL                                         mento da sua indidência em idade pediátrica, sendo os alimentos
                                                              a causa mais frequentemente encontrada. Assim, procurou -se
            Objectivo: A anafilaxia é uma reação de hipersensibilidade po-  caraterizar a população em idade pediátrica (até 18 anos de idade)
            tencialmente fatal. Em 2005, o National Institute of Allergy and   com o diagnóstico de anafilaxia, por estudo retrospectivo de pro-
            Infectious Disease e a Food Allergy and Anaphylaxis Network   cessos clínicos de utentes seguidos na consulta de Imunoalergo-
            estabeleceram os critérios de diagnóstico para anafilaxia, numa   logia do Hospital Beatriz Ângelo entre 2012 e 2019.
            tentativa de homogeneizar o diagnóstico e facilitar o seu reconhe-  Metodologia: Estudo retrospetivo, descritivo, de todos os uten-
            cimento. Este trabalho tem como objetivo comparar os casos de   tes com idade inferior a 18 anos, seguidos na consulta de Imunoa-
            anafilaxia e sua abordagem em doentes internados em 2 décadas   lergologia entre 2012 e 2019 com diagnóstico de “HISTORIA
            consecutivas.                                     PESSOAL DE ANAFILAXIA”, “CHOQUE ANAFILATICO NAO
            Metodologia: Revisão dos registos clínicos de doentes internados   CLASSIFICAVEL EM OUTRA PARTE”, “CHOQUE ANAFILATI-
            num hospital terciário com o diagnóstico de anafilaxia/choque   CO DEVIDO A ALIMENTOS” e “CHOQUE ANAFILATICO DE-
            anafilático (A/CA), entre 2007 e 2017 (2.ª década). Os resultados   VIDO A ALIMENTO ESPECIFICADO NCOP”, pela classificação
            foram comparados com um estudo prévio, com informação entre   ICD9.
            1996 e 2006 (1.ª década).                         Resultados e conclusões: Foi incluido um total de 47 doentes
            Resultados e conclusões: Houve 69 doentes na 2.ª década com   com média de idade de 11,2 anos (2 -17 anos), 34 do sexo mascu-
            diagnóstico de A/CA versus (vs) 72 na 1.ª. Apenas casos com in-  lino. Setenta e sete por cento tinha doença alérgica. Cerca de 64%
            formação disponível foram incluídos (n=53 em cada década). A   foram referenciados do Serviço de Urgência (SU), 87% triados
            maioria eram mulheres (57% na 2.ª década vs 53% na 1.ª) com uma   como muito urgentes. Setenta por cento dos casos classificaram-
            idade média de 52±27.3 anos (vs 45±31.4). Comorbilidades alérgi-  -se como Grau III da classificação de Muller. Clinicamente, predo-
            cas foram reportadas em 21% (vs 26%) dos doentes. A/CA foi mais   minaram os sintomas mucocutaneos (n=46), seguido de respira-
            prevalente como diagnóstico secundário (75% vs 34%). Os agentes   tórios (n=37), gastrintestinais (n=20) e cardiocirculatórios (n=4).
            envolvidos foram fármacos terapêuticos (64% vs 66%), meios de   Em 51% dos episódios foi administrada adrenalina. Em nenhum
            contraste iodado (17% vs 19%), alimentos (13% em ambas as déca-  caso, durante fase aguda de episódio, foi doseada triptase sérica.
            das), corantes, hemoderivados (2% vs 0% cada) e veneno de hime-  Apenas 5% necessitou de hospitalização e não se registaram fata-
            nópteros (VH) (0% vs 2%). Apenas 1 caso foi considerado idiopá-  lidades. Os agentes causais implicados foram alimentos (85%),


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            REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA
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