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XLI REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS E DOS POSTERS
reação prévia, a dose de etoricoxib e o resultado das PPO são tópicos e emolientes (46,6%), embora 46,2% tenham alcançado o
apresentados na tabela. controlo apenas com emolientes. O uso diário de anti -histamínicos
A PPO foi considerada positiva em 4 doentes (média de idades 44,3 foi relatado em 52,4% dos casos.
± 15,3 anos, 100% do sexo feminino) correspondendo a 4,0% das Os valores de eosinófilos, IgE total e IgE específica para Derma-
PPO realizadas. As manifestações induzidas pelo etoricoxib foram: tophagoides pteronyssinus, Lepidoglyphus destructor e gramíneas
doente a) anafilaxia, doente b) angioedema da língua, doente c) foram significativamente mais elevados em crianças com DA e
prurido labial e doente d) prurido facial associado a urticária na face rinite alérgica (p <0,01) comparando com crianças sem rinite alér-
e membro superior. O(s) fármaco(s) implicados nas reações prévias gica. O valor de FeNO foi significativamente superior em crianças
foram respetivamente: a) diclofenac, b) ibuprofeno e metamizol, c) com DA e asma versus crianças sem asma (p <0,001).
diclofenac, ibuprofeno e metamizol e d) etofenamato. À exceção da Nesta população, a DA associada à asma e rinite alérgica associou-
PPO b), cuja reação ocorreu após administração de 60mg, as reações -se a um perfil específico de sensibilização a aeroalergénios e a um
ocorreram com a administração de 30mg de etoricoxib. predomínio de inflamação eosinofílico. A caracterização dessa
Conclusão: O predomínio do sexo feminino corresponde ao população pode permitir descrever fenótipos clínicos de DA em
previsto para esta entidade. Os nossos dados enfatizam a possibi- crianças e ajudar -nos a prever a sua evolução, com o objetivo de
lidade do etoricoxib, apesar de ser considerado uma alternativa desenvolver estratégias terapêuticas mais eficazes.
segura na maioria dos doentes com HS a AINE’s, também poder
induzir reações de HS. Salienta -se a importância de alertar que as
reações de HS desencadeadas pelo etoricoxib podem ocorrer com PO 16 – Urticária crónica refratária em adultos:
doses terapêuticas baixas (30mg) e manifestar -se com reações Caracterização clínica e preditores de gravidade
1,2
1
1,3
graves, como a anafilaxia. I Alen Coutinho , F S Regateiro , R A Fernandes , J S Pita , R
1,4
Gomes , C Coelho , A Todo -Bom 1,7
6
1,5
1 Serviço de Imunoalergologia, Centro Hospitalar e Universitário
PO 15 – Caracterização de uma população pediátrica de Coimbra, Coimbra, PORTUGAL
I
com dermatite atópica 2 nstituto de Imunologia, Faculdade de Medicina, Universidade de
1
1
D Brandão Abreu , M J Vasconcelos , A M Mesquita , J Miranda , Coimbra, Coimbra, PORTUGAL
1,2
1
R Moço Coutinho , T A Rama , J Plácido , D Silva 1,2 3 Unidade de Imunoalergologia, Unidade Local de Saúde de
1
1,2
1
1 Serviço de Imunoalergologia, Centro Hospitalar Universitário de Matosinhos, Matosinhos, PORTUGAL
São João, Porto, PORTUGAL 4 Serviço de Imunoalergologia, Hospital Dona Estefânia, Centro
I
2 munologia Básica e Clínica, Departamento de Patologia, Hospitalar Lisboa Central, Lisboa, PORTUGAL
Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, Porto, 5 Unidade de Imunoalergologia, Hospital de Braga, Braga,
PORTUGAL PORTUGAL
6 Universidade de Lisboa, Lisboa, PORTUGAL
Objectivo: A dermatite atópica (DA) é uma doença inflamatória 7 nstituto de Fisiopatologia, Faculdade de Medicina, Universidade
I
crónica da pele e frequentemente a primeira manifestação clínica de Coimbra, Coimbra, PORTUGAL
da chamada marcha atópica. O objetivo deste estudo é descrever
as características de uma população pediátrica com DA avaliada Objectivo: A urticária crónica (UC) é definida como urticária
num serviço de Imunoalergologia. recorrente com uma duração superior a 6 semanas. O objetivo
Metodologia: Estudo retrospetivo com 247 crianças (57,5% do deste trabalho é caracterizar os doentes com UC refratária ao
sexo feminino, idade média de 8,5 anos [0 -17]), com diagnóstico tratamento com doses -padrão de anti -histamínico H1 (AH -H1) e
médico de dermatite atópica, que realizaram testes cutâneos nos investigar fatores preditores de mau controlo de doença.
últimos três anos. Foram avaliadas características demográficas e Metodologia: Estudo retrospectivo das características clínicas,
clínicas, incluindo idade de início dos sintomas, idade ao diagnós- comorbidades, tratamento e controlo da doença em doentes adul-
tico e comorbilidades alérgicas. Além disso, foram contabilizados tos com UC seguidos em consulta de Imunoalergolodia de um
os eosinófilos do sangue periférico, óxido nítrico no ar exalado hospital terciário, durante 1 ano. Realizada análise inferencial de
(FeNO), IgE total e IgE específica para aeroalergénios e alimentos, fatores associados ao mau controlo da doença.
quando indicado. Resultados e conclusões: Foram incluídos 61 doentes, 74,0%
Resultados e conclusões: Os sintomas tiveram início, em média, do sexo feminino, idade média 44,5 anos. A maioria dos doentes
aos 4,1 anos (0 -17), 49% diagnosticados em idade pré -escolar. A (78,7%) tinha diagnóstico de UC há menos de 1 ano. Foi diagnos-
maioria estava sensibilizada a aeroalergénios (82%); 31,6% apre- ticada UC espontânea (UCE) em 55,7% dos doentes e UC indutí-
sentavam diagnóstico concomitante de asma, 73,3% rinite alérgica vel (UCInd) em 44,3%. O angioedema estava presente em 55,7%.
e 8,9% alergia alimentar. Evidência de autoimunidade (anticorpos anti -peroxidase tiroideia,
A xerose foi o sinal mais frequente (79,8%), seguido do eritema anticorpos antinucleares e/ou teste do soro autólogo positivo) foi
(54,7%), escoriação (11,7%), liquenificação (8,1%) e edema (1,6%). encontrada em 38,8% dos 49 doentes avaliados. Um aumento da
As áreas mais afetadas foram as pregas (42,3%), seguidas da face proteína C reativa estava presente em 20,7% de 29 doentes ava-
(29%). A maioria dos doentes foi tratada com corticosteroides liados; metade dos quais apresentava também anticorpos antinu-
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REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA

