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XLI REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS E DOS POSTERS





          CC 18 – Urticária aquagénica – Relato de um caso num   pequenas pápulas em fundo eritematoso nas áreas da pele em
          rapaz adolescente                                 contacto com a água. Apresenta -se um caso desta patologia rara.
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          M Araújo , S Prates , P Leiria Pinto 1,2          Metodologia: Caso Clínico: Doente de 22 anos, sexo feminino,
          1   Serviço de Imunoalergologia, Hospital Dona Estefânia, Centro   com antecedentes de rinite alérgica com sensibilização a ácaros,
           Hospitalar Universitário de Lisboa Central, Lisboa, PORTUGAL  sem medicação habitual ou história familiar de atopia ou exante-
          2   CEDOC, Integrated Pathophysiological Mechanisms Research   mas. Há 7 anos, teve primeiro episódio de exantema urticariforme
           Group, Nova Medical School, Lisboa, PORTUGAL     e pruriginoso, disperso pelo tronco e membros, com início 10
                                                            minutos após contacto com água do mar, e com resolução espon-
          Objectivo: A urticária aquagénica (UA) é uma urticária física que se   tânea 30 -40 minutos após exposição. Desde então, desenvolve,
          desenvolve após contacto com a água. O mecanismo exato pelo qual   frequentemente, sintomas semelhantes sempre que toma banhos
          o contacto com a água leva a desgranulação dos mastócitos e liber-  de água quente ou contacta com água fria (água do mar ou piscina).
          tação de histamina é desconhecido. Descrevemos um caso clínico de   No último ano, noção de agravamento da extensão do exantema
          um adolescente com urticária aquagénica por se tratar de uma enti-  (abdómen e face) e do prurido, bem como aparecimento durante
          dade rara cuja evidência sobre a eficácia do tratamento é limitada.  o exercício físico, circunscrito a áreas de maior sudorese – prega
          Metodologia: Adolescente do sexo masculino, 14 anos referen-  do cotovelo e sulco mamário. Sem sintomas com a lavagem das
          ciado à consulta de Imunoalergologia por episódios com um mês   mãos, com a hidratação oral, stress emocional, proximidade de
          de evolução de erupção maculo -papular pruriginosa no tronco,   fontes térmicas quentes ou frias ou alimentos. Nega angioedema
          durante e/ou após o duche, independentemente da temperatura   ou outros sintomas sistémicos e medicação de alívio.
          da água, com regressão em cerca de uma hora. Negava apareci-  Ao exame físico, a doente apresentava dermografismo sintomáti-
          mento de lesões urticariformes sem exposição a água. Como an-  co no teste de riscar da pele. Foi realizado um teste de provocação
          tecedentes pessoais apresentava uma perturbação de hiperativi-  a água – compressa de água a 30  no antebraço, durante 30 mi-
                                                                                   ºC
          dade  e  défice de  atenção,  medicado desde há  3  anos  com   nutos –, com aparecimento de pequenas pápulas em fundo erite-
          atomoxetina, sendo de resto saudável. Sem antecedentes familia-  matoso na área de contacto (Figura 1). A doente foi também sub-
          res de urticária. Após a primeira consulta, assumindo -se um diag-  metida a um teste de urticária ao frio (cubo de gelo envolto em
          nóstico presuntivo de urticária aquagénica, foi medicado com   plástico) negativo (Figura 2). O estudo analítico não revelou alte-
          ebastina 10 mg diariamente, que não cumpriu por associar a sin-  rações no hemograma, proteinograma electroforético do soro,
          tomas de pirose, tendo mantido as queixas. Optou -se então por
          medicar com bilastina 10 mg/id, que cumpriu durante 40 dias,
          mantendo o aparecimento de lesões no contacto com a água. Foi
          realizado teste de contacto recorrendo à aplicação de compressas
          embebidas em água tépida na face anterior do tronco do doente,
          que foi positivo aos 20 minutos com aparecimento de duas peque-
          nas pápulas eritematosas no tronco e abdómen. Atualmente o
          doente está medicado com levocetirizina 5mg 2id e sem recorrên-
          cia das lesões no contacto com a água.
          Resultados e conclusões: O aparecimento de pápulas prurigino-
          sas na prova de contacto com compressas embebidas em água tépi-
          da permitiu confirmar o diagnóstico de UA. Neste caso, houve ne-
          cessidade de alterar o anti -histamínico e duplicar a dose para atingir
          o controlo sintomático. É importante estar alerta para esta entidade
          rara que deve implicar o diagnóstico diferencial com urticárias indu-
          tíveis mais frequentes como a urticária ao frio e colinérgica.


          CC 19 – Urticária aquagénica: Um caso de uma
          patologia rara
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          P Alves , M Alves , A Todo -Bom , F Regateiro 1,2,3
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          1   Centro  Hospitalar e Universitário de Coimbra, Coimbra,
           PORTUGAL
          2   nstituto de Imunologia, Coimbra, PORTUGAL
           I
           I
          3   CBR, Institute for Clinical and Biomedical Research, Coimbra,
           PORTUGAL
          Objectivo: A urticária aquagénica é uma variante rara de urticá-
          ria física induzida pelo contacto direto com a água, independente-
          mente da sua temperatura. Caracteriza -se pelo aparecimento de
                                                                                                              57

                                             REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA
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