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XLI REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS E DOS POSTERS
estudo tiroideu, serologias infeciosas, complemento e auto- Metodologia: Descrição do caso clínico de um doente do sexo
-anticorpos, relevando -se apenas IgE de 297UI/ml e VS de 30mm/h. masculino, de 66 anos, com o diagnóstico de SH, com fator de
Deste modo, fez -se o diagnóstico de urticária aquagénica e a doen- crescimento derivado das plaquetas (PDGFR) negativo, e apresen-
te iniciou medicação com Ebastina 20mg 1x/dia. Foi reavaliada 1 tação dermatológica grave. Associadamente o doente apresentava
mês após início da terapêutica, com melhoria significativa do qua- atingimento pulmonar, com antecedentes de internamento por
dro com os banhos quentes, embora mantendo ainda sintomas pneumonia eosinofílica aguda, e gastroenterológico.
com o contacto com a água da piscina, pelo que se duplicou a dose Resultados e conclusões: O doente foi encaminhado à consul-
de anti -H2 oral. ta de Imunoalergologia por lesões cutâneas persistentes (lesões
Resultados e conclusões: A urticária aquagénica é muito rara, com conteúdo seroso/serossanguinolento, placas eritemato-
com apenas cerca de 50 casos reportados na literatura. Este caso -violáceas nas superfícies expostas, liquenificação e prurido inten-
serve para alertar os profissionais de saúde para a sua existência, so; sem atingimento mucoso) refratárias a tratamento com corti-
no sentido de se efetuar um diagnóstico correto e de excluir outras coesteróides sistémicos (CTC), hidroxiureia e ciclosporina. As
causas de urticária. biópsias das lesões nodulares mostraram acantose, infiltração
intersticial e perivascular de eosinófilos e neutrófilos polimorfo-
nucleares, sem vasculite. O doente iniciou CTC (metilprednisolo-
CC 20 – Síndrome hipereosinofílico com apresentação na 1mg/Kg/dia), resultando na diminuição do número de eosinófi-
clínica dermatológica grave: Terapêutica off -lable com los no sangue periférico e controlo sintomático parcial. O doente
benralizumab foi diagnosticado com depressão e ideação suicida, associando a
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1
1
1
1,2
I Alen Coutinho , J Pita , J Carvalho , M Alves , F Regateiro , C ausência de controlo do prurido como principal fator desenca-
1
Loureiro , A Todo -Bom 1,3 deante. Devido à ausência de controlo da doença e aos efeitos
1 Serviço de Imunoalergologia, Centro Hospitalar e Universitário secundários conhecidos dos CTC, o doente foi proposto para
de Coimbra, Coimbra, PORTUGAL benralizumab 30 mg, tendo iniciado a terapêutica em Outu-
I
2 nstituto de Imunologia, Faculdade de Medicina, Universidade de bro/2019, associado a desmame progressivo dos CTC (dose diária
Coimbra, Coimbra, PORTUGAL de 2 mg de metilprednisolona). O tratamento biológico foi reali-
I
3 nstituto de Fisiopatologia, Faculdade de Medicina, Universidade zado de acordo com o mesmo protocolo utilizado no tratamento
de Coimbra, Coimbra, PORTUGAL da asma eosinofílica, ajustando -se o intervalo de administração
para 4 semanas, devido a perda de eficácia com o aumento do
Objectivo: O síndrome hipereosinofílico (SH) é um grupo de intervalo temporal preconizado para a asma. Atualmente, o doen-
doenças definidas por eosinofilia grave (> 1500 células / microL) te apresenta controlo analítico e clínico da doença.
no sangue ou tecidos e lesão de orgão -alvo. O benralizumab é um O benralizumab controlou rápida e efetivamente a diminuição de
anticorpo monoclonal humanizado que atua contra a cadeia alfa eosinófilos e as manifestações clínicas num doente com SH refra-
do receptor da interleucina -5. tário a CTC sistémicos e outros imunossupressores. O benralizu-
mab pode ser uma alternativa eficaz e segura para o tratamento
da SH, particularmente em doentes resistentes a CTC ou com o
objetivo de evitar os efeitos secundários inerentes aos CTC, sen-
do provável a necessidade de adaptação dos esquemas poslógicos.
CC 21 – COVID -19 e dermatite de contacto associada
ao uso de máscaras
J Vieira, L Pestana, R Câmara
Unidade de Imunoalergologia do Hospital Dr. Nélio Mendonça,
Funchal, PORTUGAL
Objectivo: Com a pandemia COVID -19, o uso do equipamento
de proteção individual é obrigatório. A dermatite de contacto pode
aparecer como consequência do uso persistente de máscara, sen-
do irritativa (80%) ou alérgica (20%). Apresenta um quadro que
varia desde prurido e eritema transitório até formação de vesícu-
las e pápulas, com um padrão de distribuição sugestivo da expo-
sição subjacente.
Metodologia: Caso clínico: Doente do sexo feminino, 28 anos,
médica, com antecedentes de asma persistente ligeira associada a
rinite intermitente ligeira, com sensibilização a ácaros, gramíneas
e faneras de animais (gato e cão). Suspeita actual de hipersensibi-
lidade ao camarão. Em Março de 2020, anafilaxia com dificuldade
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REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA

