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XLI REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS E DOS POSTERS





          respiratória, hipoxémia, hipotensão, angioedema dos lábios e glo-  em Wuhan, China, rapidamente se disseminou por todo o mundo,
          te e exantema/urticária na zona de contacto da máscara SUPAIR,   tendo atualmente vindo a associar -se a múltiplas manifestações
          que se estendeu à face anterior do pescoço e membros superiores.   cutâneas que incluem urticária, rash eritematoso inespecífico, le-
          Terapêutica de urgência (adrenalina, corticóide e anti -histamínico   sões acrais e livedo. Foram descritas manifestações cutâneas em
          (AH)), mantendo corticóides e AH até resolução dos sintomas e   1.8% (cohort chinesa) a 20.4% (cohort italiana) dos casos. Devido
          terapêutica preventiva da asma e rinite. O doseamento da tripase   à sua potencial associação com a COVID -19, as lesões acrais têm
          sérica foi de 2,5µg/L, repetindo -se 4h depois com valor de 1,8µg/L.   recebido uma atenção especial, embora a sua relação com a infeção
          Segundo episódio de urticária, cerca de 40min após o início do   permaneça pouco esclarecida. Estão descritas 2 formas de apre-
          uso da máscara ZetDress, limitada à zona de contacto, que res-  sentações acrais: Chilblain -like, que se caracteriza por máculas
          pondeu a terapêutica com corticóide e AH. Provas com e sem   eritematosas a violáceas e nódulos nos pés e dedos; Eritema
          prescrição prévia de AH e anti -leucotrieno com máscara Leeden   Multiforme -like, caracterizado por máculas eritematosas e vesí-
          Hercules durante 6h, em ambiente de hospital de dia, negativas.   culas que coalescem. Ambas podem evoluir para lesões eritemato-
          Na semana consecutiva, uso diário de máscara durante 6h, sem   -descamativas e cerca de 47.4% dos doentes referem dor associa-
          reacção. Prova com a mesma metodologia, com máscara Bastos   da. O reconhecimento destas manifestações parece relevante no
          Viegas, negativa. Estudo da possível hipersensibilização ao látex e   diagnóstico de COVID -19.
          camarão negativo. Após 2 meses, doente assintomática apesar do   Metodologia: Descrição de um caso clínico de manifestações
          uso diário da máscara Bastos Viegas. Mantém a sua medicação   acrais em doente com COVID -19.
          preventiva e foi -lhe prescrito adrenalina, corticóide oral e AH em   Resultados e conclusões: Doente do sexo feminino, 42 anos,
          caso de episódio de anafilaxia. Aguarda realização de patch test   Assistente Operacional no CHVNG/E, com asma intermitente
          para formaldeído.                                 controlada, medicada com Broncodilatador em crise, que iniciou
          Resultados e conclusões: A dermatite de contacto alérgica é   quadro de tosse e astenia, evoluindo para dispneia, disgeusia e
          comum na população em geral e é a doença cutânea ocupacional   anosmia, pelo que realizou teste para SARS -CoV2 (PCR), que se
          mais frequente. As máscaras que têm polipropileno na sua com-  revelou positivo (02/04/2020). Ficou em vigilância em isolamento
          posição contêm vestígios de formaldeído. Este agente é um sensi-  domiciliário, e sem necessidade de medicação específica. Em
          bilizante muito frequente e pode ainda ser responsável por hiper-  19/04/2020 refere queixas de eritema com vesículas pruriginosas
          reactividade brônquica. Com a recomendação da utilização de   nas palmas e plantas de ambos os membros, associada a dor e
          máscaras de forma generalizada, é expectável um aumento de   ardor. Iniciou terapêutica analgésica e hidratação cutânea, com
          reacções. Assim, as máscaras com celulose ou poliéster na sua   discreta melhoria mas evolução para lesões eritemato -descamativas
          composição podem ser uma alternativa viável ao formaldeído.  palmo -plantares. Por manter dor iniciou pregabalina, com melho-
                                                            ria  clínica.  Em  15/05/2020  negativou  para  SARS -Cov2  e  em
                                                            11/07/2020 reiniciou funções laborais, mantendo ainda queixas
          CC 22 – Manifestações acrais da COVID -19: Caso clinico  álgicas ligeiras e descamação plantar.
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          S Garcia , A A Pereira , S Cadinha , J R Soares , L Cruz 1,2  As lesões acrais parecem apresentar -se como uma manifestação
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          1   Serviço de Imunoalergologia, CHVNG/E, Vila Nova de Gaia,   tardia da COVID -19, sendo que a sua prevalência aumentou no
           PORTUGAL                                         período pandémico, nomeadamente em Itália e Espanha. Em Por-
          2   Serviço de Saúde Ocupacional, CHVNG/E, Vila Nova de Gaia,   tugal, à semelhança de outras manifestações cutâneas, têm sido
           PORTUGAL                                         pouco divulgadas. Neste caso, a ausência de tratamento concomi-
                                                            tante com fármacos utilizados off -label para a COVID -19 favorece
          Objectivo: A atual pandemia associada ao coronavírus (SARS-  o diagnóstico de manifestações cutâneas subjacentes à própria
          -CoV -2), com o primeiro caso de pneumonia divulgado em 12/2019   doença.





















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                                             REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA
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