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Revista Portuguesa de Estomatologia,
Medicina Dentária e Cirurgia Maxilofacial
rev port estomatol med dent cir maxilofac. 2018;59(2):87-93
Investigação original
Estudo clínico sobre a ausência de guias anteriores
e sua relação com os ruídos articulares
Geraldo Klébis de Barros*, Wilkens Aurélio Buarque e Silva, Frederico Andrade e Silva
Área de Prótese Fixa, Departamento de Prótese e Periodontia, Faculdade de Odontologia de Piracicaba, Universidade Estadual de Campinas,
Piracicaba, São Paulo, Brasil
informação sobre o artigo r e s u m o
Historial do artigo: Objetivo: Avaliar a prevalência de guias anteriores (incisiva e canina), e ruídos articulares,
Recebido a 3 de Outubro de 2017 associando-os.
Aceite a 29 de Setembro de 2018 Métodos: Foram selecionados 228 voluntários, entre 18 e 80 anos, (com dentição completa ou
On-line a 10 de Outubro de 2018 pertencentes às classificações III e IV de Kennedy), provenientes do serviço de triagem da Fa-
culdade de Odontologia de Piracicaba e do banco de pacientes do CETASE (Centro de Estudos e
Palavras-chave: Tratamento das Alterações Funcionais do Sistema Estomatognático da Faculdade de Odontolo-
Articulação temporomandibular gia de Piracicaba, da UNICAMP). A amostra foi submetida à avaliação anamnésica e exame físi-
Dente canino co para investigar a presença de ruídos articulares (através de palpação digital e auscultação,
Incisivo realizada com um estetoscópio convencional) e a presença das guias incisiva e canina. A análi-
Oclusão dentária se estatística foi realizada por meio do Teste de Qui-quadrado com nível de significância de 5%.
Ruído Resultados: A prevalência de ruídos apresentou diferença estatisticamente significante
(p<0,0001) quando detectada por palpação (n=161) e por ausculta (n=205). A guia incisiva es-
teve ausente em 75% da amostra, não houve associação entre guia incisiva e ruído articular.
A ausência bilateral de guia canina foi encontrada em 81,14% da amostra, a presença unila-
teral de guia canina em 13,16% e a presença bilateral em 5,70%. As guias caninas, consideradas
conjuntamente, apresentaram associação significante (p<0,0001) com ruído articular.
Conclusão: A utilização de métodos distintos para detectar ruídos articulares revelou resul-
tados diferentes. A presença unilateral da guia canina foi a condição que apresentou maio-
res percentagens de ruído, enquanto a presença bilateral, as menores percentagens. (Rev
Port Estomatol Med Dent Cir Maxilofac. 2018;59(2):87-93)
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(http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/).
* Autor correspondente.
Correio eletrónico: drklebis@gmail.com (Geraldo Klébis de Barros).
http://doi.org/10.24873/j.rpemd.2018.09.233
1646-2890/© 2017 Sociedade Portuguesa de Estomatologia e Medicina Dentária. Published by SPEMD.
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