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90 rev port estomatol med dent cir maxilofac. 2018;59(2):87-93
Tabela 2. Guias associadas a ruídos na palpação
Palpação
Ocorrência das Amostra
Com ruído Sem ruído
% % % % %
Guias % n % n % N p
amostra c/ ruído amostra s/ ruído amostra
Guia Incisiva M 44 57 25,00 M 41 41 71,93 17,98 M 50 16 28,07 7,02
Presente
F 56 F 59 F 50
0,9331 ns
M 36 M 38 M 31
Guia Incisiva
Ausente 171 75,00 120 70,18 52,63 51 29,82 22,37
F 64 F 62 F 69
M 39 M 38 M 40
Guia Canina D 36 15,79 26 72,22 11,40 10 27,78 4,39
Presente
F 61 F 62 F 60
0,9749 ns
M 38 M 39 M 35
Guia Canina D
Ausente 192 84,21 135 70,31 59,21 57 29,69 25,00
F 62 F 61 F 65
M 40 M 46 M 29
Guia Canina E 20 8,77 13 65,00 5,70 7 35,00 3,07
Presente F 60 F 54 F 71
0,7489 ns
M 38 M 39 M 37
Guia Canina E
Ausente 208 91,23 148 71,15 64,91 60 28,85 26,32
F 62 F 61 F 63
M 46 M 57 M 33
Guia Canina E e D 13 5,70 7 53,85 3,07 6 46,15 2,63
presentes ns F 54 F 43 F 67
Guia Canina E e D M 38 185 81,14 M 40 129 69,73 56,58 M 36 56 30,27 24,56 <0,0001*
ausentes*
F 62 F 60 F 64
M 33 M 32 M 40
Guia Canina E ou D
presente* 30 13,16 25 83,33 10,96 5 16,67 2,19
F 67 F 68 F 60
* Significante ao nível de 5%; Não significante ao nível de 5%
ns
tal sensibilidade pode nos fazer perceber ruídos não direta-
Discussão
mente relacionados ao disco articular, como o estalo na cáp-
Nesse estudo, buscando relacionar oclusão dinâmica e o sinal sula, provocado pela passagem do polo condilar lateral sob o
mais prevalente de DTM, ruído articular, 10 -17 observamos que ligamento lateral numa situação de tensão elevada ou quando
61,84% da amostra pertencia ao género feminino e 38,16% ao o polo condilar está aumentado (8% do total de ruídos). O des-
masculino, essa diferença pode estar associada a um fator locamento de disco é causa mais frequente de ruídos articu-
comportamental, já que o género feminino é conhecidamente lares (70 a 78% do total de ruídos). 22
o que mais busca por cuidados de saúde. A aparente desvantagem da palpação, registrando menor
A utilização de dois métodos para detectar ruídos mostrou prevalência, é compensada pelo tato, que nos permite perceber
diferença estatisticamente significante (p<0,0001). A preva- um deslocamento anormal do côndilo ou um salto condilar,
lência de ruído detectado utilizando a palpação foi de 70,61% elementos que mostram a instabilidade do complexo disco-
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e utilizando auscultação 89,91%. Garcia e Madeira, verifica- -côndilo. Os dois métodos têm suas particularidades, o uso
ram prevalência de 70,58% utilizando palpação, muito próxi- combinado de ambos fornece informações valiosas para um
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ma à encontrada nesse estudo. Pölmann, alertou para a va- diagnóstico mais apurado.
riação de prevalência conforme o método empregado. Avaliamos as guias, incisiva e canina, separadamente. Para
Dependendo do tipo de levantamento (palpação, estetoscó- avaliar a guia canina, a separamos por lado (direito e esquerdo)
pio) a prevalência de ruídos fica entre 34% e 79%. 11,14,19-21 num primeiro momento e, posteriormente, consideramos os
Vincent e Lilly encontraram ruído em 92% da amostra dois lados, o que criou três possibilidades de avaliação para a
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usando auscultação, resultado bem próximo ao encontrado guia canina: GCD+E+; GCD -E - e GCD/E.
nesse estudo. Constatamos uma baixa prevalência de guia incisiva, mas
A maior prevalência de ruídos quando utilizada ausculta- tanto para o grupo que possui quanto para o que não a pos-
ção é explicado pela maior sensibilidade para captação de ruí- sui, a distribuição da presença e ausência de ruído é muito
dos do estetoscópio, comparado à palpação digital. Contudo, semelhante.

