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XLVII REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS,
            POSTERS E CASOS CLÍNICOS









































            superiores a quatro semanas, destes, 88,9% mantiveram o contro-  inicialmente sob DUPI 2/2 semanas, incluindo avaliação antes e
            lo da doença.                                     após aumento do intervalo de tratamento para 3/3 semanas num
            Conclusões: O omalizumab associou-se a melhoria rápida e sus-  subgrupo de doentes.
            tentada da atividade, controlo da doença e qualidade de vida, com   Metodologia: Estudo retrospetivo (2019–2025) incluindo 32
            perfil de segurança favorável. A urticária indutível poderá condi-  doentes com DA grave sob DUPI 2/2 semanas durante ≥12 meses,
            cionar menor remissão completa, a confirmar em amostras maio-  com posterior aumento para 3/3 semanas em 13 doentes após
            res. O alargamento bem-sucedido do intervalo entre administra-  estabilidade clínica. Recolheram-se dados clínicos e laboratoriais
            ções apoia a otimização individualizada do esquema terapêutico.  (IgE total, eosinófilos, LDH e TARC – método ELISA, Human
                                                              TARC/CCL17 ELISA kit, Invitrogen, Thermo Fisher) em T0, T1
                                                              (≈12 meses de DUPI) e T2 (≈6 meses após aumento do intervalo
            CO23 – AUMENTO DO INTERVALO TERAPÊUTICO           no grupo 3/3 semanas, ≈6-12 meses após T1 no grupo que man-
            DE DUPILUMAB NA DERMATITE ATÓPICA GRAVE:          teve 2/2 semanas). Realizou-se análise comparativa em T0 (α=0,05)
            EVOLUÇÃO CLÍNICA, TARC E IGE TOTAL                e análise descritiva longitudinal nos dois grupos (R v.4.4.0).
            Vassalo A , Brás R , Santos D , Gonçalves L , Antunes M , Lopes   Resultados: Não se verificaram diferenças significativas no fenótipo
                                            1
                                 3,4
                   1
                         1,2
                                                     5
            da Silva S 1,2,3 , Lopes A 1,2                    clínico/imunológico da DA entre os grupos em T0. Em T1, 57% dos
            1   Serviço de Imunoalergologia, Hospital de Santa Maria, Unidade   doentes atingiram EASI-90, 86% EASI-75 e 89% EASI-50, manten-
             Local de Saúde de Santa Maria, Lisboa, Portugal  do-se tendência descendente nos dois grupos até T2. O SCORAD
            2   Clínica Universitária de Imunoalergologia, Faculdade de Medicina   diminuiu ao longo do primeiro ano, mantendo cinética descendente
             de Lisboa, Lisboa, Portugal                      até T2 no grupo sob DUPI 2/2 semanas e aparente estabilidade
            3   GIMM – Gulbenkian Institute for Molecular Medicine, Lisboa,   entre T1 e T2 no grupo sob DUPI 3/3 semanas. Laboratorialmente,
             Portugal                                         a IgE total e a TARC apresentaram diminuição nos dois grupos, de
            4  Faculdade de Medicina de Lisboa, Lisboa, Portugal  forma mais expressiva no primeiro ano de tratamento. A evolução
            5   CEAUL  –  Centro  de  Estatística  e  Aplicações,  Faculdade  de   detalhada dos parâmetros analisados encontra-se na Tabela 1.
             Ciências, Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal  Conclusão: Nesta análise preliminar, a evolução clínica foi global-
                                                              mente favorável nos dois grupos, não havendo agravamento após
            Introdução: O impacto clínico e laboratorial do aumento do   aumento do intervalo de tratamento no grupo sob DUPI 3/3 se-
            intervalo entre administrações de dupilumab (DUPI) na dermatite   manas. A aplicação de modelos estatísticos ajustados poderá es-
            atópica (DA) grave permanece pouco estabelecido. Esta análise   clarecer o real impacto desta estratégia e identificar potenciais
            preliminar mostra a evolução de um grupo de doentes com DA   biomarcadores preditores de resposta clínica.


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            REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA
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