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XLVII REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS,
POSTERS E CASOS CLÍNICOS
CO21 – TRANSIÇÃO DO OMALIZUMAB DE to do intervalo de administração. A segurança foi avaliada através
REFERÊNCIA PARA BIOSIMILAR NA URTICÁRIA da ocorrência de reações adversas medicamentosas (RAMs).
CRÓNICA ESPONTÂNEA: ANÁLISE RETROSPETIVA Metodologia: Em T0, incluíram-se 110 doentes (80,0% mulheres,
DE EFICÁCIA E SEGURANÇA NA PRÁTICA CLÍNICA média de idades 48,3±14,8 anos), duração média de OMAr
Antunes D , Coelho T , Paulino M , Duarte F , Caiado J , Costa C 1,2 60,5±40,6 meses, a maioria (79,1%) sob dose de 300 mg em inter-
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1,2
1 Serviço de Imunoalergologia, Unidade Local de Saúde de Santa valos medianos de 4 semanas (2-11 semanas). Oito doentes (7,3%)
Maria, EPE, Hospital de Santa Maria, Lisboa, Portugal desenvolveram RAMs ao OMAb, maioritariamente osteoarticula-
2 Clínica Universitária de Imunoalergologia, Faculdade de Medicina, res (n=6), entre a primeira e terceira administrações, reversíveis
Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal após reintrodução do OMAr. 91 doentes foram avaliados em T1,
não se verificando diferença significativa no controlo da UCE em
Resultados: Pretende-se avaliar a eficácia e segurança da transi- comparação com T0. 16 doentes (17,6%) tiveram diminuição do
ção do omalizumab de referência (OMAr) para o biosimilar controlo em T1vsT0. Estes doentes (Grupo B) vs. os restantes
(OMAb) em doentes com urticária crónica espontânea (UCE) na (Grupo A) apresentaram menor duração prévia de tratamento
prática clínica de um Serviço UCARE. com OMAr (38,1 vs. 59,7 meses; p=0,025) e UAS7 mais elevado
Objetivo: Estudo retrospetivo de doentes com UCE que transi- (5,5 vs. 10,4; p=0,042) em T0 (Tabela 1).
taram do OMAr em seringa pré-cheia para o OMAb em caneta, Conclusões: Observou-se manutenção global do controlo e per-
entre outubro/2025-junho/2026. Recolheram-se dados clínicos e fil de segurança favorável após transição para OMAb. Os doentes
laboratoriais, incluindo a avaliação de controlo através de UAS7 e com diminuição do controlo entre T0 e T1 apresentavam UCE
UCT antes da primeira administração de OMAb (T0) e após ≥3me- mais grave e com menor duração de terapêutica prévia com OMAr,
ses de OMAb (T1). Em T1, definiu-se diminuição do controlo da pelo que o não controlo não pode ser atribuído à transição para
UCE se ≥1critérios: aumento do UAS7≥10, diminuição do UCT≥3, o OMAb. Salienta-se a importância da monitorização clínica con-
necessidade de aumento da dose de omalizumab ou encurtamen- tinuada, dada a imprevisibilidade da UCE.
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REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA

