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XLVII REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS,
POSTERS E CASOS CLÍNICOS
Metodologia: Foi realizado um estudo multicêntrico, transversal, CO18 – APERFEIÇOAMENTO DA AVALIAÇÃO DA
envolvendo 159 doentes com UCE acompanhados em vários cen- QUALIDADE DE VIDA NA URTICÁRIA CRÓNICA
tros de ImunoAlergologia em Portugal. Foram avaliados dados ESPONTÂNEA: VALIDAÇÃO E DETERMINAÇÃO DE
clínicos, patient-reported outcomes, frações do complemento (C3, LIMIARES DO QUESTIONÁRIO CU-Q2OL
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C4, C5 e C5a), IgE sérica total e autoanticorpos IgG/IgE. Marcelino J 1,2,3 , Aulenbacher F , Pereira H , Regateiro F 4,5,6 , Todo-
2,3
Resultados: Os níveis de C5 apresentaram uma distribuição bi- Bom A , Leão L , Mota D , Ferreira R , Horta A , Guimarães J ,
4,5
7
10
1
8
9
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modal, permitindo identificar dois subtipos distintos, correspon- Tomaz E , Metz M 2,3
dentes aos endotipos de UCE autoalérgica e autoimune previa- 1 Serviço de Imunoalergologia, Hospital de São Bernardo, Unidade
mente descritos. O grupo com níveis baixos/normais de C5 (n = Local de Saúde da Arrábida, Setúbal, Portugal
61) apresentou níveis séricos inferiores de C3 e C5a, níveis mais 2 Institute of Allergology, Charité – Universitätsmedizin Berlin,
elevados de IgE total, menores níveis de autoanticorpos (IgG e IgE corporate member of Freie Universität Berlin, Humboldt-
anti-TPO e IgG anti-IgE) e uma taxa de resposta de 89% ao oma- Universität zu Berlin, and Berlin Institute of Health, Berlim,
lizumab na dose standard. O grupo com níveis elevados de C5 (n Alemanha
= 96) apresentou níveis séricos aumentados de C3, C5 e C5a, 3 Fraunhofer Institute for Translational Medicine and Pharmacology
maior prevalência de doença tiroideia autoimune e maior frequên- ITMP, Immunology and Allergology, Berlim, Alemanha
cia de autoanticorpos IgG e IgE. Neste grupo, a ausência de res- 4 Hospitais da Universidade de Coimbra, Unidade Local de Saúde
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posta ao omalizumab e a necessidade de aumento da dose foram de Coimbra, Coimbra, Portugal, Faculdade de Medicina,
mais frequentes. Universidade de Coimbra, Coimbra, Portugal
Conclusões: Os níveis de C5 identificam dois endotipos de UCE 6 Center for Innovative Biomedicine and Biotechnology (CIBB),
com relevância fisiopatológica e terapêutica: um subtipo depen- Faculdade de Medicina, Universidade de Coimbra, Coimbra,
dente de IgE, independente da ativação do complemento e com Portugal
elevada taxa de resposta ao omalizumab; e um subtipo autoimune, 7 Serviço de Imunoalergologia, Unidade Local de Saúde de São
dependente da ativação do complemento, caracterizado por maior João, Porto, Portugal
presença de autoanticorpos e pior resposta ao omalizumab. 8 Serviço de Imunoalergologia, Unidade Local de Saúde de Gaia e
Estes resultados identificam o C5 como um potencial biomarcador Espinho, Porto, Portugal
para a estratificação dos doentes e como um potencial novo alvo 9 Serviço de Imunoalergologia, Hospital das Caldas da Rainha,
terapêutico na UCE. Unidade Local de Saúde do Oeste, Caldas da Rainha, Portugal
10 Serviço de Imunoalergologia, Hospital das Forças Armadas
Lisboa, Lisboa, Portugal
Objetivos: A UCE compromete significativamente a qualidade de
vida (QoL), não existindo atualmente biomarcadores fiáveis para
monitorizar a atividade da doença ou a resposta ao tratamento.
Por este motivo, os patient-reported outcomes (PROs) como o
UAS7, UCT, DLQI, e CU-Q2oL são essenciais para uma avaliação
abrangente da doença.
No entanto, as diferenças na estrutura dos domínios entre as várias
traduções do CU-Q2oL dificultam a sua aplicação padronizada.
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REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA

