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XLVII REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS,
            POSTERS E CASOS CLÍNICOS





            grupo controlo sem antecedentes de anafilaxia. Foram excluídos   CO13 – ANAFILAXIA EM IDADE PEDIÁTRICA,
            doentes com perturbações psiquiátricas previamente diagnostica-  EXPERIÊNCIA DOS ÚLTIMOS CINCO ANOS NUMA
            das. Foram analisados dados clínicos e demográficos, e avaliaram-  URGÊNCIA PEDIÁTRICA DA ÁREA
            -se sintomas de PTSD, ansiedade e depressão através da aplicação   METROPOLITANA DO PORTO
                                                                  1
            das versões portuguesas validadas da Posttraumatic Stress Disor-  Silva J , Martins A , Jacob S 1
                                                                          1
            der Checklist for DSM-5 (PCL-5) e da Hospital Anxiety and De-  1  ULS S. João, Porto, Portugal
            pression Scale (HADS). Os episódios de anafilaxia foram classifi-
            cados quanto à sua gravidade segundo a escala de Brown e Mertes.   Objetivos: Caracterizar a apresentação clínica, a abordagem te-
            Resultados: Incluíram-se 53 participantes (29 com anafilaxia e 24   rapêutica e a orientação à alta dos episódios de anafilaxia pediá-
            no grupo controlo; 69,8% mulheres; idade média 43,8±15,5 anos).   trica observados no Serviço de Urgência (SU) Pediátrica de um
            A etiologia mais frequente da anafilaxia foi alimentar (55,2%) e   hospital universitário terciário na Área Metropolitana do Porto.
            31,0% dos doentes apresentaram anafilaxia grau III. Não se obser-  Metodologia: Estudo retrospetivo observacional dos episódios
            varam diferenças significativas nas pontuações contínuas da PCL-  observados entre janeiro/2021 e dezembro/2025. Recolheram-se
            5, HADS-A ou HADS-D entre os grupos. Contudo, verificou-se   dados demográficos, desencadeantes, manifestações clínicas, tra-
            uma diferença significativa na prevalência de PTSD provável, iden-  tamento, doseamento de triptase, tempo desde o início dos sin-
            tificada exclusivamente no grupo com anafilaxia (24,1% vs. 0%;   tomas até à alta e orientação à alta. Considerou-se administração
            p=0,012). A prevalência de ansiedade moderada/grave foi seme-  de adrenalina qualquer administração pré-hospitalar e/ou no SU.
            lhante entre grupos (17,2% vs. 16,7%), enquanto os casos de de-  Realizou-se análise descritiva.
            pressão moderada/grave foram observados exclusivamente no   Resultados: Foram incluídos 117 episódios, com mediana de ida-
            grupo com anafilaxia (13,8% vs. 0%). Não se identificaram associa-  de de 9 anos (IIQ 4-15). O principal desencadeante foi alimentar
            ções significativas entre PTSD e a etiologia ou gravidade da anafi-  (70,9%), seguido de ausência de desencadeante identificado (16,2%)
            laxia.                                            e fármacos (9,4%). As manifestações mucocutâneas ocorreram em
            Conclusão: Os resultados sugerem que a anafilaxia pode consti-  98,3%, respiratórias em 69,2%, gastrointestinais em 60,7% e car-
            tuir um evento médico potencialmente traumático com repercus-  diovasculares em 7,7%. A adrenalina foi administrada em 96 epi-
            sões psicológicas relevantes. Estes resultados reforçam a necessi-  sódios (82,1%): em 24 (20,5%) antes da chegada e em 74 (63,2%)
            dade de integrar a avaliação da saúde mental no seguimento destes   no SU, com sobreposição em dois episódios. A triptase foi dosea-
            doentes e de desenvolver estratégias de identificação precoce e   da em 25 casos (21,4%). Nos 91 episódios com dados completos,
            intervenção multidisciplinar.                     a mediana do tempo desde o início dos sintomas até à alta foi de






































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            REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA
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