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XLVII REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS,
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          CO11 – PERFIL DEMOGRÁFICO, CLÍNICO E              rificando-se assimetrias regionais: O AEH tipo I foi predominante
          DISTRIBUIÇÃO DEMOGRÁFICA DO ANGIOEDEMA            no Centro (n=40[76,9%]), Península de Setúbal (n=25[78,1%]) e
          HEREDITÁRIO EM PORTUGAL: ESTUDO SHAEP             R.A.Açores (n=2[100,0%]) e o tipo II registou proporções elevadas
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          Dias de Castro E , Spínola Santos A , Leiria Pinto P , Marcelino J ,   na Grande Lisboa (n=64[47,1%]), Alentejo (n=3[37,5%]), Algarve
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          Branco Ferreira M , Regateiro F 5                 (n=5[38,5%]) e R.A. Madeira (n=3[60,0%]), destacando-se uma
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          1  Serviço de Imunoalergologia, ULS de São João, Porto, Portugal  expressiva percentagem de doentes com AEH-nC1INH na região
          2  ULS de Santa Maria, Lisboa, Portugal           Norte (n=60[47,6%]) e na R.A. Madeira (n=2[40,0%])(tabela 1).
          3   Serviço de Imunoalergologia, Unidade Local de Saúde São José,   Conclusões: O estudo SHAEP estabeleceu o primeiro registo
           Lisboa, Portugal                                 nacional estruturado do AEH em Portugal. O número de doentes
          4  Serviço de Imunoalergologia, ULS da Arrábida, Setúbal, Portugal  incluídos reflete a sua abrangência e confere elevada representa-
          5  Unidade Local de Saúde de Coimbra, Coimbra, Portugal  tividade aos resultados. Destaca-se a variabilidade regional na
                                                            distribuição dos tipos de AEH. Estes dados são cruciais para iden-
          Introdução: O Angioedema Hereditário (AEH) é uma doença   tificar necessidades médicas não satisfeitas, analisar e otimizar a
          rara e potencialmente grave. Em Portugal, a sua verdadeira dimen-  organização dos cuidados a nível nacional.
          são nunca tinha sido sistematicamente quantificada. O estudo
          SHAEP foi desenhado como a primeira análise de vida real da
          realidade nacional do AEH, tendo como objetivos principais ma-  CO12 – PARA ALÉM DA REAÇÃO AGUDA: O
          pear a distribuição geográfica e avaliar o acesso e prestação de   IMPACTO PSICOLÓGICO DA ANAFILAXIA
          cuidados.                                         Coelho J , Coelho C , Mendes A , Sá Teixeira R , Malheiro D ,
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          Métodos: Estudo retrospetivo e anonimizado, baseado num ques-  Ferreira J , Queirós Gomes J , Reis Ferreira A 2
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          tionário online, em duas fases, aplicado a imunoalergologistas na-  1  ULS Algarve – Serviço de Imunoalergologia, Faro, Portugal
          cionais. Foram recolhidos dados de 21 centros, com base nas res-  2   ULS Gaia e Espinho – Serviço de Imunoalergologia, Vila Nova de
          postas de 46 médicos que acompanharam doentes no último ano.   Gaia, Portugal
          Os dados foram analisados globalmente e por regiões NUTS II.
          Resultados: Reportados 377 doentes (81,4% com seguimento   Objetivos: A anafilaxia é uma emergência médica potencialmen-
          exclusivo no serviço reportante), 61,3% do sexo feminino e 53% na   te fatal que pode ter impacto psicológico significativo. A evidência
          faixa etária dos 18-50 anos. Observou-se uma abrangência nacional   sobre as suas repercussões psicológicas permanece escassa, par-
          de AEH, com variabilidade significativa entre regiões e maior nú-  ticularmente em Portugal. Este estudo avaliou a prevalência de
          mero de doentes na Grande Lisboa (n=136) e no Norte (n=126).   sintomas de perturbação de stress pós-traumático (PTSD), ansie-
          Os doentes foram predominantemente referenciados por Imunoa-  dade e depressão em doentes com história de anafilaxia, compa-
          lergologistas e pelo SU (25,2% e 11,1%, respetivamente), bem como   rativamente com doentes alérgicos sem antecedentes de anafilaxia.
          no contexto de rastreio familiar (26,8%). A maioria dos doentes   Metodologia: Estudo observacional transversal incluindo adultos
          (52,5%) tinha AEH tipo I, 24,1% tipo II e 23,3% AEH-nC1INH, ve-  com história de anafilaxia nos últimos 4 anos (2021-2025) e um






























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                                             REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA
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