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XLVII REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS,
POSTERS E CASOS CLÍNICOS
versas graves (SCARs). PEN-FAST e BL-Predictor foram calculados CO30 – EFICÁCIA E SEGURANÇA DE UMA “MILK
retrospetivamente a partir da reação índice. Compararam-se LADDER” PORTUGUESA NA ALERGIA ÀS
sensibilidade, especificidade, valor preditivo positivo (VPP), valor PROTEÍNAS DO LEITE DE VACA NÃO-IGE MEDIADA
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preditivo negativo (VPN) e área sob a curva (AUC). Analisou-se Couto M , T Fernandes R , Carvalho S , Pádua I 1,4,5
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se a concordância de baixo risco entre ambos os scores aumenta- 1 Hospital Cuf Trindade, Porto, Portugal
ria o VPN. 2 Faculdade de Nutrição e Ciências da Alimentação, Universidade
Resultados: Dos 549 doentes avaliados, 315 foram incluídos; 197 do Porto, Porto, Portugal
perderam seguimento, 15 tinham estudo incompleto e 22 apre- 3 Blog Criar, Comer, Crescer
sentavam SCARs. A idade média foi 48,1±16,8 anos, 74,3% sexo 4 Instituto Universitário de Ciências da Saúde – CESPU,Porto,
feminino. O PEN-FAST classificou 60,0% como baixo risco, com Portugal
alergia confirmada em 15,3%; para ≥3, sensibilidade, especificidade, 5 UCIBIO – Translational Toxicology Research Laboratory
VPP e VPN foram 59,2%, 65,6%, 33,3% e 84,7%. O BL-Predictor (1H-TOXRUN), Porto, Portugal
classificou 80,3% como baixo risco, com alergia confirmada em
18,2%; para >0, os valores foram 35,2%, 84,8%, 40,3% e 81,8%. A Introdução: A alergia à proteína do leite de vaca (APLV) não-IgE
AUC foi 0,666 para PEN-FAST e 0,595 para BL-Predictor (Δ=0,071; mediada é frequente na primeira infância. A “milk ladder” (ML) do
p=0,013). A aplicação simultânea dos scores identificou 178 doen- iMAP permite a reintrodução domiciliária e gradual da PLV na APLV
tes (56,5%) como baixo risco, com VPN de 84,8%. Nos doentes não-IgE mediada ligeira/moderada, baseando-se na termolabilida-
classificados como baixo risco pelo PEN-FAST, a concordância de das proteínas do soro. Contudo, não existia nenhuma versão
com o BL-Predictor não reduziu significativamente proporção de adaptada ao padrão alimentar português formalmente proposta e
alergia confirmada (15,2% vs. 18,2%; p=0,678), mantendo-se o VPN avaliada.
praticamente inalterado. Objetivo: Avaliar a eficácia e segurança de uma ML portuguesa,
Conclusões: O PEN-FAST apresentou maior sensibilidade, VPN alinhada com hábitos alimentares e ingredientes locais, em crianças
e capacidade discriminativa; o BL-Predictor, maior especificidade com APLV não-IgE mediada ligeira/moderada.
e VPP. A combinação não melhorou o VPN, não demonstrando Métodos: Uma equipa multidisciplinar desenhou uma ML portu-
benefício adicional na identificação de candidatos de baixo risco guesa de 6 passos, adaptando o modelo iMAP a alimentos e ingre-
para PPO direta. dientes comuns em Portugal (publicada em: Carvalho, Sofia; Cou-
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REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA

