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XLVII REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS,
            POSTERS E CASOS CLÍNICOS





            PO02 – DA SERINGA PARA CANETA E DO                PO03 – LESÃO CUTÂNEA APÓS IMPLANTE NO
            OMALIZUMAB DE REFERÊNCIA PARA O                   ESTERNO: TRÊS CASOS DE DIFÍCIL DIAGNÓSTICO
            BIOSSIMILAR - EXPERIÊNCIA DOS DOENTES COM         DIFERENCIAL
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            URTICÁRIA CRÓNICA ESPONTÂNEA                      Alves M , Geraldes R , Pereira L , Guedes C , Todo Bom A , Tavares B 1
                                                                                                    1
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            Coelho T , Fontinha C , Frias S , Fernandes S , Esteves J , Costa C 1,2  1  Serviço de Imunoalergologia, ULS de Coimbra, Coimbra, Portugal
            1  Serviço de Imunoalergologia, ULSSM, Lisboa, Portugal
            2   Clínica Universitária de Imunoalergologia, Faculdade de Medicina,   Introdução: Os implantes da parede torácica anterior são usados
             Lisboa, Portugal                                 na correção do pectus excavatum, por técnica de Nuss ou Pectus
                                                              up, e na reconstrução após ressecção esternal. São de aço inoxi-
            Objetivos: Avaliar a experiência dos doentes que transitaram do   dável rico em níquel e crómio ou de liga de titânio. A hipersensi-
            omalizumab de referência (OMAr) seringa pré-cheia para biossi-  bilidade a estes materiais é rara (1,3% a 6,4%), está descrita sobre-
            milar (OMAb) caneta no Hospital de Dia de Imunoalergologia.  tudo no procedimento de Nuss e pode confundir-se com infeção
            Metodologia: Estudo observacional transversal, em doentes com   ou inflamação crónica associada ao biomaterial. Alergia ao implan-
            UCE sob omalizumab, de outubro 2025 a junho 2026. Após a   te implica dermatite semanas a meses após a colocação, lesão
            primeira utilização da caneta, aplicou-se um questionário sobre   localizada sobre o dispositivo, teste epicutâneo positivo a um
            experiência atual com a caneta e experiência prévia recordada com   componente do implante (problemático para o titânio cujo rea-
            a seringa pré-cheia. Avaliaram-se dor no local de administração   gente acidifica em contacto com o ar e origina reações irritativas)
            (abdómen, coxa, braço) numa escala de 0 a 10, outras reações   ou reação a componentes acessórios, fixadores, fios, estabilizado-
            adversas imediatas (RAMim), facilidade de manuseamento e pre-  res, diferentes da barra principal (não mencionados na composição)
            ferência. Obtiveram-se os resultados através de estatística descri-  e resolução após remoção.
            tiva, teste de Wilcoxon e teste de McNemar, com p=0,05.  Descrição dos casos: Três doentes do sexo masculino foram
            Resultados: Foram incluídos 108 doentes, 80,6% do sexo femi-  referenciados ao Serviço de Imunoalergologia por eritema persis-
            nino, com média de idades 48,4 ± 14,9 anos. O tempo médio de   tente sobre o implante esternal, um a dois meses após a cirurgia
            duração de tratamento prévio com OMAr foi de 5,41 ± 3,66 anos   (tabela 1). Realizaram testes epicutâneos com a série Metais (Che-
            (n=105), sendo que 67,6% dos doentes inquiridos já estariam a   motechnique MB Diagnostics AB, Sweden). Dois doentes eviden-
            realizar autoadministração da seringa no domicílio. Em 88 avalia-  ciaram testes positivos a metais não presentes no implante. O caso
            ções emparelhadas no abdómen, a mediana da dor diminuiu de 1   3 mostrou reação fraca ao titânio (presente no implante). O estu-
            com a seringa para 0 com a caneta (p<0,001). Não se observaram   do de infeção foi negativo nos casos 1 e 2; no caso 3 isolou-se
            diferenças significativas na coxa (p=0,810) ou no braço (p=0,688).   Staphylococcus lugdunensis, com resolução após antibiótico. Nes-
            A frequência de outras reações adversas imediatas diminuiu de   te caso, a biópsia realizada mais de 1 ano após cirurgia, mostrou
            57,9% para 16,8% (p<0,001). A caneta foi preferida por 92,9%;   fenómenos de neovascularização de provável natureza reativa.
            90,1% consideraram-na mais fácil de manusear e 96,9% classifica-  Todos mantêm o implante.
            ram a primeira utilização como fácil.             Discussão: A avaliação de lesões cutâneas após implantes ester-
            Conclusões: A apresentação do omalizumab em caneta associou-  nais é complexa e os testes epicutâneos podem não permitir con-
            -se a menor dor no local de administração ao nível do abdómen e   firmar nem excluir hipersensibilidade ao implante. Não sendo
            menor ocorrência de outras RAMim, maior facilidade de manu-  possível comprovar alergia ao material implantado, a decisão de
            seamento e preferência dos doentes. A avaliação retrospetiva da   remoção deve basear-se na avaliação clínica global, nos diagnósti-
            seringa, a aplicação do questionário imediatamente após a primei-  cos diferenciais considerados e no impacto das manifestações na
            ra utilização da caneta e o reduzido número de pares na coxa e   qualidade de vida do doente.
            no braço poderão ser limitações à interpretação dos dados reco-
            lhidos.





















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            REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA
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