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XLVII REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS,
            POSTERS E CASOS CLÍNICOS





            -se como o alergénio mais prevalente (43,3%), seguido da metili-
            sotiazolinona 0,2%, do hidroximetilacrilato 2% e da mistura de
            perfumes I (11,8% cada), e do cloreto de cobalto 1% (10,7%).
            Conclusões: Verificou-se um aumento da prevalência da sensibi-
            lização ao sulfato de níquel e uma alteração do perfil de sensibili-
            zação, com maior expressão de alergénios emergentes, como a
            metilisotiazolinona e os acrilatos, bem como da sensibilização a
            perfumes. Estes resultados reforçam a necessidade de atualização
            contínua da bateria padrão de testes epicutâneos e das estratégias
            de prevenção dirigidas a exposições potencialmente sensibilizantes.


            PO05 – RECONHECIMENTO DE HIMENÓPTEROS
            POR DOENTES: ESTUDO TRANSVERSAL COM
            ESPÉCIMES
            Silva D , Melo M , Marques M , Falcão H 1
                        1
                 1
                                 1
            1   Serviço de Imunoalergologia da Unidade Local de Saúde de Santo
             António, Porto, Portugal
            Objetivos: A correta identificação do himenóptero responsável
            por uma reação de hipersensibilidade sistémica durante a anam-
            nese é essencial para o diagnóstico etiológico, seleção de imuno-
            terapia específica com veneno (VIT) e implementação de medidas
            de prevenção. Comparou-se a capacidade de reconhecimento de
            himenópteros de relevância alergológica entre doentes sob VIT e
            sob imunoterapia com aeroalergénios (ITA).
            Metodologia: Estudo transversal observacional. Foram avaliados
            40 participantes: 15 doentes sob VIT, 18 controlos sob ITA e sete
            clínicos para avaliação preliminar da compreensibilidade e capaci-
            dade discriminativa do questionário-piloto. Os participantes ob-
            servaram espécimes de Vespula vulgaris, Apis mellifera, Vespa
            velutina, Bombus terrestris, Polistes dominula e Vespa crabro
            (Figura 1), registando o nome comum em resposta aberta e assi-
            nalando a família correspondente (Apidae/Vespidae). Os dados   PO06 – ANGIOEDEMA HEREDITÁRIO
            foram analisados com o IBM SPSS Statistics®, com estatística des-  COM INIBIDOR DE C1 NORMAL: CLÍNICA
            critiva e inferencial (p<0,05).                   E NECESSIDADES TERAPÊUTICAS
                                                                                              1
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                                                                          1
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            Resultados: Os doentes apresentaram idade superior aos contro-  Braga Tavares V , Gonçalves L , Figueiredo P , Brás R , Paulino
                                                                        1,2
                                                                                 1,2
                                                                                           3
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                                                                1,2
            los (49,6±19,4 vs 32,1±13,9 anos; p=0,013). Globalmente, a identifi-  M , Duarte F , Lopes A , Martinho A , Branco Ferreira M ,
            cação das espécies variou entre 40% (V. crabro) e 75% (P. dominu-  Spínola Santos A 1,2
            la), sendo inferior a 70% nos restantes himenópteros.  As falhas mais   1   Serviço de Imunoalergologia, Unidade Local de Saúde de Santa
            frequentes incluíram a classificação de Bombus como “abelha”   Maria, Lisboa, Portugal
            (32,5%), V. crabro como “asiática” (45%) e a utilização inespecífica   2   Clínica Universitária de Imunoalergologia, Faculdade de Medicina,
            de “vespa” para diferentes espécies. Verificou-se uma tendência para   Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal
            melhor classificação em Apidae/Vespidae nos doentes sob VIT   3   Centro de Sangue e Transplantes de Coimbra, IPST, Coimbra,
            (p=0,074). Entre os doentes sob VIT para abelha, 70% reconheceram   Portugal
            a A. melífera (vs 50% dos controlos), e no caso dos doentes sob VIT
            para vespula apenas 50% reconheceram a V. vulgaris (vs 72,2% dos   Objetivos: Caracterizar a população com Angioedema Heredi-
            controlos). Nos doentes a melhor identificação das espécies asso-  tário (AEH) com complemento normal associado a mutação do
            ciou-se a escolaridade superior (ρ=0,681; p=0,005), não se verifi-  fator XII (AEH-FXII) relativamente aos dados demográficos, clíni-
            cando associação com a idade, residência rural ou duração da VIT.  cos, genéticos e necessidades terapêuticas.
            Conclusões: Persistiram dificuldades relevantes na identificação   Metodologia: Estudo observacional, descritivo e retrospetivo,
            dos himenópteros, incluindo entre os doentes sob VIT. Atenden-  unicêntrico (2012-2026), de doentes com AEH-FXII confirmado
            do à relevância clínica do reconhecimento destes insetos, os re-  por estudo genético. Consideraram-se sintomáticos os doentes
            sultados reforçam a necessidade de estratégias estruturadas de   com pelo menos uma crise de angioedema atribuível. Análise des-
            educação e treino.                                critiva de dados demográficos, clínicos e terapêuticos.
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            REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA
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