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XLVII REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS,
POSTERS E CASOS CLÍNICOS
jetória clínica, padrão de desencadeantes e inflamação T2. Ava- PO08 – PAPEL COMPLEMENTAR DA OSCILOMETRIA
liou-se a evolução de uma coorte de crianças internadas por SR, E DA FRAÇÃO EXALADA DE ÓXIDO NÍTRICO
comparando a estratificação inicial pelo API com a caracterização NA AVALIAÇÃO FUNCIONAL RESPIRATÓRIA
clínica multidimensional atual. EM IDADE PEDIÁTRICA
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Métodos: Estudo observacional longitudinal de uma coorte re- Rosmaninho I , Silva J , Martins C , Fortes C , Moreira A 1
trospetiva de crianças previamente internadas por SR. Estabele- 1 ULS São João, Porto, Portugal
ceu-se uma classificação multidimensional incluindo os dados clí-
nicos iniciais e os registos da evolução dos doentes quanto à Objetivo: Avaliar o contributo adicional da oscilometria e da
trajetória da SR, padrão de desencadeantes viral/múltiplos, pre- fração exalada de óxido nítrico (FeNO) na identificação de alte-
sença de atopia/inflamação T2 e foi estimado o seu perfil atual de rações funcionais/inflamatórias em crianças/adolescentes avaliados
risco (baixo, intermédio ou elevado). O API foi considerado apenas por suspeita/diagnóstico de asma, particularmente com espirome-
quando aplicável. Realizou-se análise descritiva e inferencial (IBM tria normal.
SPSS Statistics); IC95%; p<0,05). Métodos:Estudo retrospetivo incluindo crianças/adolescentes
Resultados: Foram incluídas 36 crianças (66,7% do sexo mascu- submetidos, no mesmo dia, a espirometria, oscilometria com pro-
lino), com idade mediana atual de 5 anos (intervalo: 3–9; média±- va de broncodilatação e FeNO. Espirometria/oscilometria foram
DP: 5,25±1,40 anos). Foram elegíveis para análise longitudinal 32. consideradas alteradas se existissem alterações basais e/ou res-
Observou-se uma necessidade de reclassificação do perfil clínico posta broncodilatadora positiva. FeNO elevado foi definido como
em 17/32 (53,1%) crianças: seis com API positivo evoluíram num >35 ppb.
perfil de risco baixo/intermédio, enquanto 11 com API negativo Resultados: Foram incluídas 117 provas, correspondentes a 107
evoluíram num perfil de risco intermédio/elevado (Figura 1). Em crianças, entre novembro/2024 e julho/2026. A idade mediana foi
15/32 (46,9%) verificou-se uma evolução concordante com a es- 7 anos [AIQ 5–9], 53,0% eram do sexo masculino, 58,6% atópicos,
tratificação inicial. O API positivo manteve associação significativa 58,1% tinham rinite alérgica. Verificou-se excesso ponderal em
com perfil de risco elevado na reavaliação (OR=24,0; IC95%:2,48– 26,5% e obesidade em 15,4%. A espirometria estava alterada em
232,09; p=0,0017). 35/117 (29,9%) e a oscilometria em 41/117 (35,0%), com concor-
Conclusão: O API manteve valor prognóstico nesta coorte. Con- dância muito fraca (κ=0,067). A resposta broncodilatadora foi mais
tudo, a reclassificação longitudinal do perfil clínico em mais de frequentemente identificada por oscilometria do que por espiro-
metade das crianças evidencia a natureza dinâmica da sibilância metria: 37/117 (31,6%) vs 16/117 (13,7%; McNemar p<0,001); nos
recorrente e reforça a importância da sua reavaliação periódica casos discordantes, 28 foram positivos apenas por oscilometria e
através de uma abordagem multidimensional. 7 apenas por espirometria. O FeNO encontrava-se elevado em
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REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA

