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XLVII REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS,
POSTERS E CASOS CLÍNICOS
PO09 – TEZEPELUMAB APÓS FALÊNCIA PRÉVIA PO10 – VALIDAÇÃO DA VERSÃO PORTUGUESA DO
DE BIOLÓGICOS: PERCURSOS TERAPÊUTICOS QUESTIONÁRIO DE RISCO DA ASMA (AIRQ) COMO
E RESULTADOS EM VIDA REAL NA ASMA GRAVE FERRAMENTA DE IDENTIFICAÇÃO DE DOENTES
2
3
4,5
Braga Tavares V , Gonçalves A , Figueiredo V , Trindade P , Simões EM RISCO
1
1
4,5
4,5
1,5
1,5
2
4,5
4,5
5
4
3
J , Barreto I , Cabrita H , Brysch E , Gomes M , Gregório E , Morete A , Ferreira J , Regateiro F , Silva J , Carreiro-Martins P ,
Lopes C , Pinto P , Branco Ferreira M , Mendes A 1,5 Gerardo R , Ferreira J , Carneiro T , Melo J , Marques A , Vaz C ,
8
6
7
1,5
4,5
9
4,5
9
9
9
1 Serviço de Imunoalergologia, Unidade Local de Saúde de Santa Rocha P , Bernardo F , Fernandes L 10
9
Maria, Lisboa, Portugal 1 Unidade Local de Saúde da Região de Aveiro, Aveiro, Portugal,
2 Serviço de Pneumologia, Hospital Central do Funchal, Funchal, Aveiro, Portugal
Portugal 2 Unidade Local de Saúde de Gaia e Espinho, Vila Nova de Gaia, Portugal
3 Serviço de Pneumologia, Unidade Local de Saúde Amadora/Sintra, 3 Unidade Local de Saúde de Coimbra, Coimbra, Portugal
Amadora, Portugal 4 Unidade Local de Saúde da Guarda, Guarda, Portugal
4 Serviço de Pneumologia, Unidade Local de Saúde de Santa Maria, 5 Unidade Local de Saúde São José (Hospital D. Estefânia), Lisboa,
Lisboa, Portugal Portugal
5 Unidade Multidisciplinar de Asma Grave, Unidade Local de Saúde 6 Unidade Local de Saúde de São José (Hospital Santa Marta),
de Santa Maria, Lisboa, Portugal Lisboa, Portugal
7 Unidade Local de Saúde de Entre Douro e Vouga, Santa Maria
Objetivos: Descrever os percursos terapêuticos prévios e avaliar da Feira, Portuga
a efetividade do tezepelumab em doentes com asma grave previa- 8 IQVIA Solutions Portugal, Unipessoal, Lda, Porto Salvo, Portugal
mente tratados com outros biológicos. 9 AstraZeneca – Produtos Farmacêuticos, Lda, Lisboa, Portugal
Metodologia: Estudo observacional retrospetivo de doentes 10 Unidade Local de Saúde do Baixo Mondego, Figueira da Foz, Portugal
com asma grave tratados com tezepelumab num centro terciário.
Analisaram-se a sequência de biológicos prévios, os motivos de A asma não controlada associa-se a um maior risco de exacerba-
mudança e a evolução da taxa anualizada de exacerbações graves, ções, maior utilização de recursos de saúde e pior qualidade de
Asthma Control Test (ACT), volume expiratório forçado no vida. Em Portugal, muitos doentes mantêm um controlo inadequa-
primeiro segundo (FEV1) e fluxo expiratório forçado entre 25% do da doença, sendo o controlo da asma frequentemente sobres-
e 75% da capacidade vital forçada (FEF25–75). Definiu-se exa- timado na prática clínica. O Asthma Control Test (ACT) e o As-
cerbação grave como agravamento com corticoterapia sistémi- thma Control Questionnaire (ACQ-6) centram-se na carga
ca ≥3 dias, urgência ou internamento. Compararam-se as exa- sintomática e não captam a dimensão de risco do controlo da asma.
cerbações dos 12 meses anteriores com a taxa sob tratamento, O Asthma Impairment and Risk Questionnaire (AIRQ) é um ins-
anualizada pelo seguimento individual. Aplicou-se o teste de trumento validado que integra o impacto sintomático e o historial
Wilcoxon. de exacerbações, permitindo uma avaliação mais abrangente.
Resultados: Incluíram-se 22 doentes: 14 tinham recebido um Objetivos: Validar a versão em português europeu do AIRQ e
biológico, 6 dois e 2 três, totalizando 32 exposições. O biológico avaliar a sua capacidade discriminativa na identificação de diferen-
imediatamente anterior foi omalizumab em 10, mepolizumab em tes níveis de controlo da asma na prática clínica habitual, com foco
6, dupilumab em 5 e benralizumab em 1. A mudança ocorreu por em adolescentes (≥12 anos).
exacerbações ou corticodependência em 19. Nos 12 emparelha- Métodos: Estudo observacional, transversal e multicêntrico em
dos, com seguimento mediano de 10,3 meses [8,7-12,9], a taxa oito centros portugueses especializados em asma. Serão incluídos
anualizada de exacerbações graves diminuiu de 3,0 para 0,4 por pelo menos 300 adultos e adolescentes com diagnóstico confir-
doente-ano (p=0,002). A redução mediana doente a doente foi de mado de asma. Os dados, recolhidos num formulário eletrónico
3,0 exacerbações/ano. Nove tiveram redução ≥50%, seis sem qual- (eCRF), incluirão os questionários AIRQ, ACT e ACQ-6, bem
quer exacerbação. Em 9 doentes, o ACT aumentou de 13 para 22, como características sociodemográficas e clínicas. O controlo da
com melhoria mediana de 5 pontos (p=0,022). O FEV1 não me- asma será classificado como “bem controlada”, “pouco controlada”
lhorou, enquanto o FEF25–75 aumentou de 40% para 49,5% do ou “muito pouco controlada”, com base nas pontuações dos ques-
previsto (n=12; p=0,017). tionários e no historial de exacerbações dos 12 meses anteriores.
Conclusões: Os doentes submetidos a switch constituíam uma A análise primária avaliará a capacidade discriminativa do AIRQ,
população de difícil tratamento. Apesar da falência prévia ou da recorrendo a curvas ROC e métricas associadas, tendo como
perda de controlo com outras terapêuticas biológicas, o tezepe- referência o ACT combinado com o historial de exacerbações. As
lumab associou-se a uma resposta clinicamente relevante. O seu análises secundárias e exploratórias compararão o AIRQ com o
mecanismo de ação, atuando a montante da cascata inflamatória ACQ-6 combinado com exacerbações e com a avaliação médica.
tipo 2, poderá constituir uma opção terapêutica eficaz em doentes O início do recrutamento está previsto em outubro de 2026. Os
com doença persistente não controlada após múltiplas linhas de resultados estarão disponíveis após o fecho da base de dados,
terapêutica biológica. previsto para o primeiro trimestre de 2027.
Espera-se que o estudo suporte a validade e utilidade clínica da
versão em português do AIRQ na avaliação do controlo da asma.
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REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA

