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Luís Taborda Barata
b) Quanto à espécie de origem: b) Fagocitose: a opsonização de células -alvo por anti-
-o - ratinho corpos monoclonais IgG pode também ter como
-xi - quimérico (2.ª geração) consequência a ligação de células com capacidade
-zu - humanizado (2.ª geração) fagocítica (como monócitos, macrófagos ou neu-
-u - humano (3.ª geração) trófilos) às células opsonizadas, pois os fagócitos
c) Quanto ao alvo terapêutico têm recetores para a fração Fc da IgG. Ligações
-b(a) - bacteriano extensas deste tipo conduzem à fagocitose da
-k(i) - interleucina célula -alvo e sua destruição.
-l(i) - imunomodulação c) Modulação da activação celular T: vários anticorpos
-t(u) - tumor monoclonais e proteínas de fusão modulam a ati-
-v(i) - viral vação de células -alvo, através de diferentes meca-
nismos. Como exemplo, o abatacept (proteína de
Suporte para uma utilização justificada fusão entre IgG1 e CTLA -4), através da sua com-
Os anticorpos monoclonais e proteínas de fusão têm ponente CTLA -4 (inibitória), liga -se às moléculas
sido usados essencialmente nos campos da oncologia e da coacessórias CD80/CD86 em células apresenta-
patologia inflamatória grave, autoimune ou não. Ao uti li zar- doras de antigénio (APC), não permitindo que o
-se este tipo de medicamentos, os objetivos gerais podem outro ligando de CD80/CD86 – o CD28, activador,
ser servir como competidor contra moléculas com ação expresso em células T – possa completar a ativação
indesejável, substituir moléculas deficitárias, servir como das células T que estejam a interagir com as APC.
agonista, amplificando a ação de moléculas endógenas ou Isto inibe a ativação de células T efetoras, por exem-
a ativação de células de interesse, inibir ou bloquear a ação plo no campo de doenças autoimunes. Mecanismos
de moléculas e células, ou mesmo eliminar moléculas e semelhantes são usados por outras proteínas de
células deletérias, nomeadamente tumorais. Vários me- fusão e anticorpos monoclonais, em relação a ou-
canismos que interferem com o sistema imunitário supor- tras moléculas coacessórias. Por outro lado, tam-
tam a utilização deste tipo de abordagem terapêutica 12,15 , bém se podem usar anticorpos monoclonais para
nomeadamente: aumentar a ativação de células T efetoras, nomea-
damente através do bloqueio da expressão da mo-
a) Citotoxicidade: os anticorpos monoclonais são dirigidos lécula inibitória CTLA -4, expressa em células T. O
contra antigénios expressos em membranas de ipilimumab é um exemplo deste tipo de anticorpos
células -alvo (p.e. tumorais), opsonizando as células monoclonais que permite prolongar a ativação de
que os expressam. Células NK têm recetores para a linfócitos T antitumorais.
fração Fc de IgG e podem ficar ativadas dessa forma, d) Modulação da sinalização imunitária: também é pos-
destruindo as células -alvo por lise osmótica (por per- sível bloquear a sinalização de citocinas através de
forinas) e por apoptose (por granzimas). Um outro diversas abordagens. Um exemplo é a IL -4, cujas
mecanismo citolítico também pode estar envolvido: ações podem ser bloqueadas através de diferentes
a ativação da via clássica do sistema do complemento, tipos de medicamentos biológicos, com maior ou
pela ligação do fator C1 à fração Fc das IgG que op- menor sucesso. Assim, é possível usar -se um an-
sonizam a célula -alvo. Esta ligação dá início à cascata ticorpo quimérico contra a IL -4 (pascolizumab),
do complemento, culminando na formação do com- um anticorpo humano contra a cadeia alfa do re-
plexo de ataque à membrana, e lise celular. cetor para a IL -4 (e IL -13) (dupilumab), uma molé-
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REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA

