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INTERNAMENTOS EM CRIANÇAS COM REGISTO DE ALERGIA ÀS PENICILINAS / ARTIGO ORIGINAL
com e sem registo de alergia às penicilinas, no que diz diz respeito ao género, idade e diagnóstico principal dos
respeito ao tempo de internamento, mortalidade intra- doentes. Estes dois grupos foram comparados no que diz
-hospitalar, frequência de comorbilidades e custos indi- respeito aos tempos de internamento, mortalidade intra-
retos de internamento. -hospitalar, frequência de comorbilidades e custos das
hospitalizações. A existência de comorbilidades foi ava-
liada através do índice de comorbilidades de Charlson
MATERIAL E MÉTODOS – este índice possibilita um cálculo de um score preditor
de mortalidade e utilização de recursos hospitalares ten-
Procedemos à análise de uma base de dados adminis- do por base os diagnósticos codificados pela ICD -9 -CM .
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trativa fornecida pela Administração Central do Sistema Por sua vez, os custos das hospitalizações foram avaliados
de Saúde (ACSS), a qual continha um registo de todas as de modo indireto, tendo por base o sistema de classifi-
hospitalizações decorridas em hospitais públicos de Por- cação em Grupos de Diagnósticos Homogéneos (GDH) .
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tugal continental entre 2000 e 2014. Cada episódio dis- Os dados são apresentados sob a forma de frequên-
punha de informação relativa ao diagnóstico principal, até cias absolutas e percentagens para as variáveis categó-
20 diagnósticos secundários e até cinco causas externas ricas e sob a forma de médias e desvios -padrão ou me-
de lesões e intoxicações – tanto os diagnósticos como as dianas e âmbitos interquartis para as variáveis contínuas.
causas externas encontravam -se codificados de acordo As variáveis categóricas foram analisadas através dos
com a International Classification of Diseases, Ninth Revision, testes do quiquadrado e exato de Fisher, enquanto as
Clinical Modification (ICD -9 -CM). variáveis contínuas através do teste Mann -Whitney U.
Procedemos inicialmente a uma seleção dos episódios Foi utilizado um nível de significância de 0.05. Todos os
decorridos em crianças (doentes com idade inferior a 18 procedimentos de análise estatística foram levados a
anos), tendo, contudo, sido excluídos os episódios rela- cabo através do SPSS, versão 22.0 (Armonk, NY: IBM
tivos ao nascimento das mesmas. De entre os interna- Corp).
mentos pediátricos, selecionamos todos os episódios com
registo de alergia às penicilinas, os quais foram identifi-
cados pela presença dos códigos do ICD -9 -CM V14.0 RESULTADOS
(como diagnóstico principal ou secundário) ou E930.0
(como causa externa de intoxicação). Estes episódios Entre 2000 e 2014 registaram -se 1718 internamentos
foram comparados com um igual número de internamen- pediátricos com registo de alergia às penicilinas. O ano
tos pediátricos sem registo de alergia às penicilinas no de 2000 foi aquele no qual se observou um número mais
que diz respeito à idade, género e diagnóstico principal reduzido de episódios com esse registo (n=72), enquanto
dos doentes. No que diz respeito a este último parâme- o maior número de episódios se verificou no ano de 2004
tro, os diagnósticos foram comparados após terem sido (n=138) (Figura 1).
agrupados em 259 categorias clinicamente homogéneas A idade mediana das crianças internadas com registo
e mutuamente exclusivas, tendo por base o Clinical Clas- de alergia às penicilinas foi de 11 anos, sendo significati-
sification Software . vamente superior à idade mediana das restantes crianças
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Subsequentemente, procedemos a um propensity sco- (5 anos) (p<0,001). O sexo masculino representou, res-
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re matching , de modo a identificar um número seme- petivamente, 52 % e 57 % dos episódios com e sem re-
lhante de episódios sem registo de alergia às penicilinas gisto de alergia às penicilinas (p=0,006). O diagnóstico
equiparáveis aos internamentos com esse registo no que de amigdalite (aguda ou crónica) constituiu o diagnóstico
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REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA

